12 comentários em “A luz ao fundo do túnel”

        1. Se o TC chumbar aos cortes na despesa, ela fica intacta e umas quantas pessoas contribuem menos do que a generalidade dos portugueses para o ajustamento.
          Esta almofada seria muito mais útil para baixar impostos e assim libertar recursos para o investimento e o crescimento da economia. Mais despesa pública é mais défice e mais dívida. E nunca mais saímos disto…

          1. Alexandre Carvalho da Silveira: Não saímos do mais do mesmo!…Pela sua lógica baixam-se os impostos e em contrapartida, corta-se e tira-se aos funcionários públicos, reformados e aposentados. A estes está-lhes destinada uma vida de miséria, pois a mais não têm direito. Será que não há mais sensibilidade pelo outro? Será que este grupo, continua a ser a cobaia do sistema? Será que a despesa pública, é só culpa deste grupo de cidadãos que já não têm direito a nada a não ser servir o outro, comer e calar, apesar de estarmos num Estado de Direito? Que sociedade é esta que estamos a construir? Que exemplo, estamos a dar às crianças e aos jovens? Exemplos de egoísmo, avareza, calculismo, de intelectuais que ganham a vida, destruindo os outros e idolatrando aqueles que de útil nada fazem? É esta a sociedade que queremos que tem idosos, a quem expropriam, sem dó, nem piedade que deixam de poder comer, de ter um tecto, medicamentos, óculos…………. porque esta sociedade assim quer. Os homens de bem, não querem isto, querem que aqueles que nos governam, se comportem como tal que respeitem o outro e cortem no monstro do estado que temos e em tudo o mais que nós sabemos e das quais eles não abdicam. É triste, que em pleno século XXI, os portugueses, cansados, magoados, feridos até ao tutano, só lhes reste a esperança no TC e que ESTE, impeça que estes desgovernantes, não sufoquem mais, os mesmos de sempre.

    1. 4,9% de défice é almofada?!

      O Estado pede emprestado 10% do que gasta e você diz que há almofada?
      10% é mais de um mês de ordenados.

      A inconsciência do passado continua. Lá estaremos na bancarrota logo a seguir a ter passado esta.

      Almofada é superavite.

  1. Não vejo por aqui grandes almofadas. A acomodação do valor da amnistia fiscal que, entenda-se, devia ser dívida contabilizada porque o estado é credor de uma importância registada, revela-nos que o défice subia para os 5,7%. Digam-me em que este valor afinal resulta de medidas contabilizadas inicialmente. Estamos perante uma mera cosmética contabilistica.

    Por outro lado, o que aqui vejo é o aumento das receitas de impostos e contribuições sociais. Onde está o bom andamento económico?

    Pergunto agora: Será que teremos outra operação de amnistia fiscal em 2014?

    Deixo também aqui a notícia de 20-02-2014, mostrando que estes números não são novidade e não indicam sanidade da nossa economia (vejam o que ocorre com os excedentes externos da Grécia e Irlanda). Por outro lado o crescimento das nossas exportações concentra 60% do mesmo em torno dos combustíveis refinados, o que aumenta as importações de petróleo e comprime-se nas importações de muitos outros produtos (deixámos de importar). Veja aqui:

    http://expresso.sapo.pt/ajustamento-externo-em-curso-e-insustentavel=f857705

    Contabilizar isto como boas medidas é permitir que tudo fique na mesma. A economia continua a ser penalizada em favor de áreas não transaccionáveis. Vamos continuar a empobrecer.

  2. A mim parece-me que 4,9% do PIB é um défice brutal, elevadíssimo. E o facto de ficar 0,1% abaixo do esperado em nada infirma esse facto.
    Custa a entender como é que, passados tantos anos a apertar o cinto, o défice ainda está tão enorme.
    E custa a entender como a troika tolera isso.

    1. «Não considero isto um pequeno triunfo. Considero-o um médio triunfo. Portugal consegue fechar o défice de 2013 exactamente um ponto abaixo [5,9%] da última meta acordada com a tróica e da previsão inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado aprovado na Assembleia da República em Novembro.»
      (Augusto Santos Silva, TVI 24, esta noite)

      1. A minha opinião difere da de Augusto Santos Silva (pessoa que aliás eu nunca apreciei).
        Eu acho que o défice deste ano deve ser comparado, não com o que foi acordado com a troica há meia dúzia de meses, mas com o que foi acordado com a troica no início do programa. E então constata-se que o programa descarrilou completamente e que o défice atual é ainda muito superior ao que seria desejável.

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