A Lisboa de Medina (13)


Pedro Correia,

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Lisboa, quarteirão ainda vazio da antiga Feira Popular

(encerrada em 2003, últimas demolições em 2010; início da nova Feira Popular anunciada para Carnide chegou a ter sessão pública em 2016, protagonizada pelo alcaide: até hoje, mais nada)

29 comentários em “A Lisboa de Medina (13)”

  1. A mim não me preocupa o quarteirão vazio da feira popular, provavelmente até está melhor do que se lá estivesse um mamarracho. O que me preocupa é ainda não saber que negociata foi feita com estes terrenos, com os terrenos do parque mayer, e o grau de intervenção do Santana Lopes. Quanto ao resto, como dizem os ilustrados, perde-se na espuma dos dias.

          1. Eu não sei se as palavras serão mortas e enterradas ou se serão afogadas. Ao menos dava-se um uso aos submarinos.

    1. Lá vem o whataboutismo. Não há/houve negociata nenhuma. É bem simples até, o Santana queria o projecto do Gehry, mas a CML não tinha dinheiro suficiente para a coisa arrancar e a chinesa ainda não eram dona dos Restauradores . Se fosse hoje se calhar a CML tinha dinheiro só à conta dos facínoras da EMEL. O projecto do italiano junto ao rio que roubou mais um eixo da cidade à cidade também esteve parado 15 ou 20 anos. Negociatas de merda há hoje, e estão a roubar a cidade ao povo, com os fundos imobiliários e a actividade predatória de empresas de angariação de imóveis para investimento e especulação fácil de fazer com estes nojentos gananciosos no poder. Eram todos pobres e de moralidade duvidosa, foram fáceis de comprar. Gente que não se dobra nunca há muito pouca. Só eu e mais uns quantos.

  2. Chamem o Frank Gehry. Ou o Frank Grillo. Ou o Frank Stein.

    Horta comunitária e bio-santuário para o touro bravo. Com uma ciclovia em volta.

        1. O Santana vendeu aquilo a mando do Passos. Também deve ter havido dedo do Salazar. Mas a culpa reparte-se entre o Marquês de Pombal que não requalificou a zona e o D. Sebastião que continua refastelado algure a beber martinis com o Elvis em vez de vir pôr ordem nisto.

          Olha, e usar os terrenos para umas eólicas e painéis solares, não era mal visto.

  3. Uma visita ao site oficial (www.feirapopulardelisboa.pt) permite essa experiência inolvidável de se estar parado no tempo.

      1. Sim senhor, nove mais esta resposta como deve ser a este problema da especulação imobiliária. Até parece que os goldmans sachs do imobiliário lhe encomendaram esta medinice.

  4. A última promessa do edil, em Março passado: ao menos, o Parque Verde (em Carnide) estará “certamente pronto antes do Verão”.
    O pessoal gosta mesmo de ser aldrabado.

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