
Manifestação salazarista em Lisboa (27 de Agosto de 1963)
Só em ditaduras existem praças e avenidas com proprietários privados. Era assim o Terreiro do Paço no tempo de Salazar: ali se organizavam as grandes manifestações em apoio do regime.
Só em ditaduras existem datas com donos. Era assim o 10 de Junho, alegado “Dia da Raça”, no tempo de Salazar.
Em democracia, nenhuma data do calendário civil tem proprietário privado. Muito menos o 25 de Abril, que não assinala só a Revolução dos Cravos: celebra também o aniversário do primeiro dia em que os portugueses disseram o que queriam em sufrágio livre, directo, secreto e universal. Faz hoje meio século.
Em democracia, nenhuma avenida tem dono. Muito menos a Avenida da Liberdade.

Avenida da liberdade é hoje propriedade das lojas de marcas de luxo e das meninas da mais velha profissão do mundo. Não reconhecer isto é um ultraje a própria democracia.
Das “meninas”?
Andas mesmo chanfrado, camarada.
meio dito meio por dizer. o habitual.
ainda, e sempre, esta mania de haver donos, duma coisa ou doutra.
vá a um cemitério, estão todos lá.
celebre e deixe celebrar. ou não celebre.
rui
rui minúsculo, quem deixa a meio és tu. O teu apelido ficou escondido.
Em São Bento existe um ajuntamento de “prostitutos” de orelhas grandes deveras mais nocivo do que as “meninas”…
João Guimarães…
Inveja?
Diga lá que não gostava de ser Deputado Nacional…
P. S.: Farto-me de rir com os disparates que escreve.
João Barros da Costa
Oh barros! Você ainda não percebeu que eu o deixei a falar sozinho? O facto de estar a escrever num blog alheio, por razões de respeito pelo dono do mesmo , não me permite responder-lhe como você merece. Se quiser passar pelo meu blogue terá a oportunidade de ser insultado com um vernáculo que nem os seus milhares de livros contemplam. Improvalvemente, nem o seu fedor me irá distrair de outra tarefa mais elevada do que lhe responder. Por aqui , acredito que não vou ferir susceptlidades se o mandar para aquele sitio que todos facilmente adivinharão. Não sei se reparou que por aqui, entre ilustres comentadores, existem os que não morrem de amores por si e aqueles que simplesmente o desprezam.
João Guimarães…
Eu escrever no seu blogue?
Não tenho vocação para mosca…
Dada a sua falta de inteligência, não deve ter percebido…
Explico melhor:
O que é que não presta, cheira mal e atrai as moscas?
Percebeu agora?
Quanto às pessoas…
São como são…
Umas têm educação, outras não…
Umas têm coragem, outras não…
Umas fazem, outras vêem fazer…
Um blogue não consegue mudar a História.
Eu consegui. Várias vezes…
Alguns exemplos:
1. A extinção da UNIVERSIDADE LIVRE (1986).
2. A NATIONAL GEOGRAPHIC MAGAZINE ter passado
a ser publicada em outras línguas, incluindo o português (2001).
3. Os colonos israelitas terem saído da Faixa de Gaza (2005).
4. O António José Seguro ter sido substituído pelo António Costa (2016).
Nota – As acções começaram uns anos antes…
Nota – O ano indicado em 1. foi o último ano da UNIVERSIDADE LIVRE…
Nota – O ano indicado em 2. é o da publicação da N. G. M. em português.
Nota – O ano indicado em 3. é o da devolução à AUTORIDADE PALESTINIANA.
Nota – O ano indicado em 4. é intermédio, entre o início da acção e o seu fim.
Fiz mais coisas, algumas mais relevantes do que outras, com interesse histórico.
Não me limito a escrever em blogues…
Percebeu?
P. S.: Não é “barros”, é João Barros da Costa. Vá pesquisar na Internet.
João Barros da Costa
Barros, não abuse da nossa paciência. Evite verter aqui três vezes o seu nome por cada pseudo-comentário. Evite assinar com maiúsculas, como se fosse o Rei das Farturas na feira de Vilar de Perdizes.
segundo uma ”menina”: político está em 1º lugar
Num País de dançarinos como o nosso para quando um salão de baile no palácio de Belém com uma dignidade maior que nos retrate desde a Batalha de São Mamede até aos dias de hoje.
Maria Painha…
Alentejana?
A menina dança?
Quanto ao Salão de Baile…
Chama-se o Trump, não é?
João Barros da Costa
Para os católicos é dia de São Marcos e de Rogações.
Amen.
Em 25 Abril conquistámos a liberdade. Em 25 de Novembro alcançámos a democracia. Em cada dia que passa temos a obrigação moral e cívica de defender este dois inestimáveis bens.
Tudo de essencial dito nessas três frases.
Muito bem dito, caro João Guimarães! É exactamente isso.
Subscrevo, João Guimarães.
Cada qual terá a sua visão. Estas multidões eram de pessoas livres. Participei ( tinha 9 anos) numa dessas multidões pela mão do meu Pai – operário-. Viemos duma pequena aldeia de camioneta ( talvez subsidiada). Após o 25 Abril muito mais se tem subsidiado.
O mundo sempre avançou após os séculos.
Creio que a Marina discorda.
Eheheh. Ora aí está um belo exemplo de moderação entre diferentes opiniões.
tanta esperança , tanta desilusão : 50 anos a cair , chegando ao ponto da única opção sensata ser o voto nulo ou branco.
Creio que a Maria discorda.
suponho, pelo que ouço e vejo, dentro dos partidos e sindicatos há dezenas de maneiras de ”cumprir abril” a respeito do 25 e dos seus cravos.
no tempo da ”outra Senhora” ‘com craveiros na janela’, tivemos um PR chamado Craveiro.
diria ”a evolução dos cravos”. ou encravados.
Cravos, agora, são verdes. Pelo menos na bancada do Chega, que tem Oscar Wilde como novo patrono.
Sim, com a demissão do Pardal ficou uma vaga em aberto, e o Wilde até tem currículo na mesma área.
“25 de Abril, SEMPRE!”
E por toda a eternidade. Amen.
Cá a informação tem donos. São os que a controlam nas nossas costas. Isto só pode acontecer em ditaduras.
Disparate.
Quando falo ou escrevo não tenho ninguém nas costas com o cartão da PIDE na carteira ou o lápis azul nas mãos. Quem se deixa controlar pela informação é quem se põe a jeito.
O 25 de Abril não acabou com os fascistas. Eles andam por aí cada vez mais acesos e aldrabões como sempre.
E a nossa obrigação é combatê-los até à exaustão. Nasci em ditadura. Cresci em liberdade e o futuro dos meus filhos não pode voltar para trás.
Combater esses e os outros apologistas de regimes opressores, onde a “liberdade” só permite que se faça e diga o que o regime entende como certo. Regimes de partido único e de centralização de todo o poder no Estado onde tudo e todos podem ser a qualquer momento sujeitos aos supostos meritórios interesses do Estado, como deportações e expropriações em massa, perseguição e prisão de opositores e vozes críticas, imposição de trabalho escravo e de reeducação, etc, etc.
Quem me dera que o perigo viesse apenas do fascismo e da extrema-direita pois seria apenas uma ideoligia a combater mas não, ele é igualmente existente na extrema-esquerda. Extrema que ainda por cima tem gozado duma certa condescendência o que só a torna ainda mais perigosa.
Comunistas e fascistas acabam por ser farinha do mesmo saco. É como se diz, os extremos tocam-se, neste caso no abuso, na tirania, na brutalidade e destruição do indivíduo sempre em nome dum suposto bem superior que no final nunca ninguém sabe bem qual é. Basta de dar abébias ao comunismo! É tão mau como o fascismo.
O nosso comunismo não tem nada a ver com o Russo, China e Coreia do Norte, Aliás, o nosso partido comunista é praticamente inexistente.
Não tem nada que ver, daí que sempre apoie esses regimes
É um comunismo light, um comunismo do bem e que, por isso, deve ser tolerado. Imaginemos que se começa também a tratar certos partidos de extrema-direita também como, fascistas light e do bem… seria bonito, seria. Percebe o absurdo e o quão perigoso é isto?
Um TukTuk a descer a Avenida da Liberdade aos solavancos. Ao volante vai Zé, um lisboeta de gema de 50 anos, com um bronzeado de escape de trânsito e uma paciência esgotada para a vida. No banco de trás, Salvador e Carminho, um casal de turistas portugueses da linha de Cascais a fazer a experiência “Lisboa Castiça” porque estava com desconto na internet.
Zé: (Gritando para trás por causa do barulho do motor elétrico) Segurem-se bem, D. Carminho, que os buracos aqui no alcatrão, são património imaterial da UNESCO! Ora bem, olhem aí para os vossos dois lados. Estamos a descer a mítica Avenida da Liberdade. Sintam bem esta liberdade.
Carminho: (A segurar o chapéu de palha) Ai, é lindíssima! Tão cosmopolita!
Zé: Cosmopolita o caraças. Sabem o que dizem os cronistas dos jornais, não sabem? Escrevem textos muito bonitos a dizer que “em democracia, nenhuma avenida tem dono. Muito menos a Avenida da Liberdade”. Ah, que poesia! Dá-me logo vontade de chorar. Não têm dono, não senhor! Quer dizer, tirando os fundos abutre, os oligarcas que compraram os vistos gold e as lojas da Prada e da Gucci ali ao lado, onde um porta-chaves paga o meu salário de um semestre. Mas, em espírito, é nossa! A malta não tem onde cair morta, mas pode vir para aqui passear e respirar o fumo dos autocarros totalmente de graça.
Salvador: (Ajeitando a gola do pólo) Bom, o mercado livre é assim mesmo, meu caro.
Zé: Ora nem mais, Sr. Salvador. E como nós somos muito livres, faz agora meio século e uns trocos que tivemos as primeiras eleições a sério. Diz a tal malta que escreve bem que, nas ditaduras, as praças e as datas é que têm proprietários privados. O Terreiro do Paço, lá em baixo, era do Botas. Hoje em dia não tem dono nenhum! É totalmente livre! Tão livre que os lisboetas fugiram todos de lá para não serem atropelados por quinze mil trotinetes elétricas e para não pagarem sete euros e meio por um pastel de bacalhau congelado. Mas é nosso, atenção!
Carminho: Ai credo, o senhor é tão pessimista… A liberdade é uma coisa linda!
Zé: É lindíssima, D. Carminho. Sobretudo no calendário. Diziam os mesmos génios que o 10 de Junho era o “Dia da Raça”. Uma raça fantástica, sem dúvida, que hoje em dia conduz TukTuks como uma batedeira com rodas para não morrer à fome.
Carminho: O senhor devia ir para a política! Tem cá uma lábia…
Zé: Deus me livre e guarde, D. Carminho. Mas veja bem, dizem que a Avenida da Liberdade não tem dono… mas se o Sr. Salvador estacionar aqui o seu jipe sem pagar parquímetro, vai ver a liberdade que os fiscais da EMEL lhe dão.
(O TukTuk encosta bruscamente nos Restauradores)
Zé: Pronto, chegámos ao fim da viagem no tempo. São 85 euros, que a taxa de inflação não perdoa. Vão querer fatura com número de contribuinte, ou preferem celebrar a verdadeira liberdade fiscal?
Um arremedo dos funerais de Nova Orleães – mas ” em pobrezinho”…
JSP
Como diria Beckett: Tentemos outra vez. Erremos outra vez. Erremos melhor.
Boas Leituras safety?id=com.pedroc.li)
(no novo blog, ou na app https://play.google.com/store/apps/data
Agradeço-lhe o incentivo e a sugestão.
Essa manifestação é o júbilo dos cheganos.
Todos os regimes encheram o Terreiro do Paço. Nunca falha.
Já agora: o 25 de Abril é o dia litúrgico do Evangelista São Marcos e é o dia que celebra o Pacto de Latrão. Por isso é feriado também em Itália.
25 de Abril ser feriado em Itália nada tem a ver com o Tratado de Latrão. li/25-aprile/2026/04/23/festa-della-libe razione-perche-si-celebra-il-25-aprile_8 9d4711e-0243-4039-b7f4-120601b1a1a8.html
Foi instituído em 1946 pelo Rei Humberto II (pouco depois exilado em Portugal) e pelo primeiro-ministro democrata-cristão Alcide de Gasperi como Dia da Libertação. Dupla libertação: o fim de Mussolini e o fim da ocupação nazi de Itália.
https://www.ansa.it/sito/notizie/specia
Não duvido de que tenha razão. O interessante é que eu, quando por lá andei, sempre ouvi isso… Surpreendeu-me o facto de lá o 25 de Abril também ser feriado e foi a resposta que me deram. No entanto, o Pacto de Latrão terá sido a 11 de Fevereiro. Obrigado.
Não tem de quê, meu caro.