“As greves em Portugal são só no sector público e particularmente no sector dos transportes“; “A nossa lei da greve é uma lei antiquada, imposta pelo Conselho da Revolução. A greve é fundamental, as pessoas devem ter direito à greve, mas não é por dá cá aquela palha.“- Soares dos Santos, Rádio Renascença, 18 de Março de 2014
“Lufthansa em Portugal cancela quatro voos devido a greve na Alemanha” – Sic Notícias, 26 de Março de 2014

O Sr. Soares dos Santos saberá da existência da Constituição?
Porque lê-la, seguramente que nunca o fez.
Cumprimentos.
A lei alemã não é melhor nem pior que a nossa, os sindicatos e os trabalhadores alemães é que se dão ao respeito e a sociedade em geral é muito mais evoluída em termos de cidadania não só os trabalhadores como os patrões, que até vão para a cadeia assumindo os seus actos e sem recorrerem a expedientes.
E então se lhe dissermos da greve dos diplomatas israelitas que já vai na terceira edição, que ameaça a visita programada do papa a Israel e que impede o próprio primeiro-ministro de se deslocar pelo mundo…, o homem bem pode dizer que não é verdade, que não viu nada disso nos nossos telejornais. E tem razão – não viu!
Quantas vezes estiveram nos últimos 12 meses em greve o metro de Lisboa, a CP, a Transtejo, a Carris e a Lufthansa?
Caro Sérgio,
http://www.eurofound.europa.eu/eiro/country/ger many.pdf
http://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/ —ed_dialogue/—dialogue/documents/mee tingdocument/wcms_167301.pdf
A lei da greve na Alemanha é francamente mais restritiva:
– Não são permitidas greves a funcionários públicos.
– Apenas são permitidas greves durante o período negocial dos acordos colectivos de trabalhos.
– As greves apenas podem incidir sobre pontos constantes ou que possam constar do acordo colectivo (logo, não são permitidas greves gerais ou por solidariedade).
Imaginar que um ex-patrão de uma empresa com a dimensão da Jerónimo Martins, ainda por cima internacionalizada e tendo ele próprio trabalhado na Alemanha, ignora o quadro legislativo em que se movimenta é, para sermos delicados, uma completa tonteria.