A instituição do “feriado móvel”


eventhorizon,

Esta proposta das deputadas do PS Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro sobre os feriados é, no mínimo, estranha. A eliminação de dois feriados civis e de dois religiosos parece ser feita de molde a não ferir susceptibilidades, não obedecendo a uma lógica concreta que eu consiga compreender (porquê aqueles, e não outros quaisquer?).

 

Mas a proposta fica ainda mais estranha com a ideia de os feriados passarem para uma Segunda ou Sexta-feira. Não faz qualquer sentido – se a ideia de um feriado é celebrar uma data histórica (ou um acontecimento religioso) relevante, então que se celebre no dia próprio. Até porque todos os feriados acabam por calhar a um fim-de-semana (excepto a Sexta-feira Santa, por motivos, enfim, óbvios). E que fazer à Páscoa? Dá-se a Segunda? Esquisito – parece a lógica de se fazer a festa de aniversário à Sexta, porque o dia do aniversário calhou à Terça…

 

De qualquer maneira, registe-se a ironia de eliminar o feriado de 5 de Outubro no exacto ano em que se comemora o centenário da República. Parafraseando o (saudoso) Diácono Remédios, não havia necessidade: o 5 de Outubro devia, na minha opinião, ser sempre um feriado. Não pela implementação da República, mas pela assinatura do Tratado de Zamora, naquele dia do ano de 1143, que assinalou a independência de Portugal face a Castela.

4 comentários em “A instituição do “feriado móvel””

  1. A bancada parlamentar do PS tem contribuído freneticamente para o anedotário nacional nos últimos meses. Esta de eliminar o 5 de Outubro como feriado nacional no próprio ano em que se assinala o centenário da república merece gargalhada. Só mesmo o «Abrantes» não topa isto, mantendo total respeito por suas excelências os membros da risível bancada socialista. Também é verdade que é para isso que lhe pagam. O respeitinho é muito bonito.

  2. Mas que o mobilizem, que o mobilizem, ou até que deixe de ser feriado, o 5 de outubro nunca cá fez falta nenhuma.

  3. Já repararam que apesar de ser feriado, o comércio está sempre aberto?
    E porque não as repartições públicas estarem também abertas?
    Os funcionários públicos, “nossos empregados”, teêm a possibilidade de calmamente gozarem os seus feriados, nós, os “seus patrões” sobretudo os ligados ao comércio, temos que estar a trabalhar nesses dias, excepto 1.º de Maio e Natal.
    No tempo da outra senhora, em que não havia os meis de comunicação que há hoje, havia mais tempo para tudo e os feriados eram respeitados. Hoje, mais auto-estradas, mais carros por pessoa, telemóveis por tudo quanto é sítio, internet, etc, etc, ninguem consegue gerir o seu tempo disponível, ninguém tem vagar, é necessário o comércio estar a funcionar até altas horas, Domingos e feriados para se fazer compras.

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