Helmut Schmidt, 92 anos:
Não podemos esquecer que a reconstrução da Alemanha após a guerra não teria sido possível sem o apoio dos parceiros ocidentais e, por isso, temos o dever histórico de mostrar solidariedade com outros países, o que se aplica especialmente à Grécia. (…) É fundamental para os interesses estratégicos que a Alemanha não fique isolada de novo.
No mesmo dia, em entrevista ao Público, Passos Coelho fala na coincidência das suas posições com as de Angela Merckel. Uma miséria.

Deve ser a brincar.
A Alemanha pagou a democracia Portuguesa nos anos 70. Depois subsidiou e subsidia os Portugueses desde 1986.
Agora pelos vistos deve pagar ainda mais. E se não pagar mais são maus tipos quiçá xenófobos.
Se há alguma coisa que possa ser sacada aos Alemãs é o PS que nos levou à bancarrota ter sido fundado na Alemanha com muitas ajudas Alemãs.
Se gosta tanto de caricaturas também lhe posso responder que o euro serviu para pagar as exportações alemãs.
Até ver, Pedro Passos Coelho, tem-se demonstrado, apesar de muitas opiniões contrárias dentro do próprio partido, colado às opiniões e decisões da menina Ângela.
Só não sei se o faz, por estar convencido de que essa atitude poderá render-lhe e à sua política, lucros. Se porque lhe provocam ciumes a cumplicidade da menina Ângela com o francês… às tantas e na melhor hipotese, terá de se contentar com um ménage-à trois.
Porque é um tolo moralista.
Benjamin Franklin dizia que «os credores têm melhor memória que os devedores». A Alemanha, que já conheceu os dois lados da barricada, parece porém não querer largar nunca a má memória devedores: foi a causadora das duas guerras mundiais, ficou ela própria e deixou a Europa e grande parte do mundo de pantanas. Ficou devedora e, sem a solidariedade de outros países, a sua reconstrução teria sido práticamente impossível. Depressa, porém, se esqueceu dessa sua condição. Voltou à mó de cima e continua sempre com aquela má nemória de quem tem muito dinheiro para comer queijo todos os dias e a toda a hora.