A História de Portugal


fiodeprumo,

Por razões de natureza profissional, voltei ao estudo da História de Portugal. Estou novamente a trabalhar no campo das pequenas biografias e por isso tornei aos nossos antepassados.

Sempre me considerei uma pessoa razoavelmente informada – gaba-te Helena -, mas este retorno às origens fez-me descobrir algumas lacunas das quais não me tinha ainda apercebido. O que prova, uma vez mais, que o trabalho pode ser um meio de valorização pessoal enorme. No meu caso é.

Mas o mais curioso desta tarefa tem sido descobrir como permanece inalterado nos portugueses um certo ADN que já data da primeira dinastia. Está lá tudo: a coragem, a inveja, a sagacidade, a mentira, a criatividade e o amor imenso por este bocado de terra que se chama Portugal.

Quanto mais leio, quanto mais investigo, quanto mais avanço, mais gosto de ser lusitana, de ser mulher, de ter a sorte de viver aqui.

Apesar das crises, dos maus governos, das injustiças, das desigualdades, jamais passou pela minha cabeça ser, senão, uma mulher portuguesa. Isso, Europa nenhuma alguma vez vencerá!

9 comentários em “A História de Portugal”

  1. É curioso, quando a cara Helena refere«Sempre me considerei uma pessoa razoavelmente informada – gaba-te Helena -, mas este retorno às origens fez-me descobrir algumas lacunas das quais não me tinha ainda apercebido. O que prova, uma vez mais, que o trabalho pode ser um meio de valorização pessoal enorme. No meu caso é.»
    Ontem, Domingo, acompanhei a visita temática à Cidadela de Cascais, onde a Historiadora Margarida Magalhães Ramalho, deu uma pequena palestra centrada na figura do Rei D. Carlos, focando diversos aspectos da sua vida e da sua personalidade, focando-se sobretudo nas aptidões artísticas de pintor e de fotógrafo. Como introdução a essa pelestra, a Historiadora, referiu com demasiada semelhança, a mesma constatação, confessando com imensa graça que, após ter-se formado, e por achar que sabia demasiado, defendeu teses, que só modificou após se ter dedicado mais a fundo, à investigação.
    Isto prova o valor do empirismo que é indubitávelmente, o embrião da ciência e o motor que a impulsiona.
    😉

    1. E traduzido e adapatado esta frase não se aplica a qualquer país?
      “A coragem, a inveja, a sagacidade, a mentira, a criatividade e o amor imenso por este bocado de terra que se chama Portugal”? Basta pôr pontinhos onde está Portugal e substituir por Inglaterra, Castela, França, Áustria?

      1. Não meu caro C. Há países em que as qualidades não superam os defeitos. Mas, claro, é a minha modesta opinião que amo profundamente o que somos e quem somos. Defeitos e qualidades incluídas!

  2. A primeira dinastia começa logo com um nome inventado – de Borgonha – que só se entende à moda do Porto – é uma Bergonha.
    À moda do Porto, porque é do Bolhão que se trata essa primeira dinastia, da linha de Godofredo do Bulhão!
    O facto dos afonsinhos serem muito excomungados só abonaria em favor deles… mas continue-se a cantar a bela da Inês de Castro, que Camões chamou Polixena!
    Polixena?… mas quem é que leu os Lusíadas?

  3. As mulheres portuguesas sempre foram muito importantes na nossa história. Desde Dona Teresa, mãe de Afonso Henriques, até Maria de Lurdes Pintassilgo, Portugal teve um sem número de senhoras que duma forma ou doutra mostraram raça, empenho, patriotismo.
    A Helena será recordada, daqui a muuuuuuuitos anos pela forma séria e frontal como vive e sente este país. Felizmente.
    Obrigado por partilhar publicamente essa sua postura e vivência. Eu lusitano me confesso…

  4. É como dizes, Helena: estamos sempre a aprender. Nunca sabemos nem saberemos tudo. E o trabalho é um excelente forma de continuarmos a aprender.
    Abriste-me já o apetite para essas tuas obras.

  5. Permita-me a ousadia de lhe sugerir que “espreite” a História dos lusitanos pelo prisma da navegação comercial desde o tempo dos fenícios. O seu orgulho sairá ainda mais elevado. Somos um povo de “redes”, intermediários das culturas e a soma de todas. Do Atlântico norte ao Atlântico sul, da Amazónia a Ormuz, de Socotorá a Ternate, e de Malaca a Nagasáqui.
    A memória guarda a alma dos nossos e é esse o legado que perdura.
    A oliveira é a eternidade e o seu fruto a Luz que nos guia. Mesmo nos momentos em que o sol queima a terra que pisamos, seca as fontes e rouba o fruto de uma vida.
    A perda acorda e deita-se connosco. Carregamo-la nas rotinas dos nossos dias…regressamos à terra, e qualquer que seja o tempo que Deus nos der, a Luz perdura. Eterna.

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