
Num só dia tivemos um atentado em Berlim, outro atentado em Zurique e o assassinato do embaixador russo em Ancara por parte de um polícia turco, que gritou vivas a Alepo, cidade que acaba de ser reconquistada ao Estado Islâmico pelas forças governamentais sírias, com o apoio da Rússia. É manifesto que estamos perante uma verdadeira guerra no terreno, de que o conflito sírio é apenas um balão de ensaio, assim como a guerra civil espanhola, que precedeu a II Guerra Mundial. A Europa encontra-se neste momento ocupada por verdadeiras quintas-colunas, onde o inimigo pode estar à espreita em qualquer canto, podendo ser o motorista do camião que circula na estrada ou até mesmo um agente de autoridade, preparados para a qualquer momento lançar o ataque. Precisamente por isso a Europa tem que deixar de enfiar a cabeça na areia como a avestruz e preparar-se para se defender, até porque a América já não vai estar disponível para financiar a sua defesa. É mais que tempo de a Europa perceber que enfrenta uma guerra no seu território e mobilizar-se para combater. Porque não haja ilusões: se a guerra põe naturalmente em risco o bem-estar dos europeus, nada fazer perante a guerra será seguramente muito pior.

Alepo, cidade que acaba de ser reconquistada ao Estado Islâmico
Que eu saiba, nem mesmo a Rússia nem a Síria, que apodam aqueles contra quem combatem de “terroristas”, alguma vez afirmaram que os “terroristas” que ocupavam Alepo fossem do Estado Islâmico.
Não eram. São de diversas facções e agrupamentos, mas não do EI.
Questões:
– tendo em consideração a nacionalidade dos terroristas atacamos quem? Paquistão, Afeganistão, Síria, Iraque, França, Bélgica, Alemanha?
– e atacamos com quem e com o quê?
Quando o número de mortes chegasse a umas dezenas era ver as opiniões públicas manifestarem-se contra a “mortandade” da guerra. As mães dos soldados caídos em combate, nas ruas. E depois uns partidos que surgiriam em primeira linha reclamando a desonestidade da estratégia seguida. A Europa não é a Federação Russa, um reservatório de carne para canhão.
– Os ocidentais são fracos, os “terroristas” sabem-no. Não abdicamos do conforto do sofá, do Apple, do Iphone, dessas “coisas essenciais” por uma guerra no deserto. Os Fredericos Barba Ruiva, e os Ricardos Coração de Leão são histórias para serem contadas.
“De acordo com Sansal, os ataques terroristas em Paris e Bruxelas estão direcionados ao modo de viver ocidental: “vocês não conseguem nem derrotar os fracos estados árabes, então eles trouxeram os quintas colunas para que o Ocidente se autodestrua. Se tiverem sucesso a sociedade cairá”.
Boualem Sansal, escritor argelino
– A melhor estratégia, a meu ver, seria a condenação, por parte dos Imãs, de todos os muçulmanos que vê no Corão violência (existe tanto lá como no Bíblia) e uma justificação religiosa para matar – demoraria anos. Mas tal como na Europa, entre os seus “lideres políticos” e nas suas opiniões públicas, existem doidos prontos a ver tudo em qualquer coisa. Desde o criacionismo até à penalização do bolo de chocolate.
As politicas seguidas por governos europeus são totalmente traidoras dos valores ocidentais, europeus. Um atentado, traição ao sangue derramado pelos nossos compatriotas na expulsão dos mohamadianos da europa. Politicas de esquerda que estão a levar á destruição dos países Europeus. Portugal devido á sua insignificância não tem sido atingido por essa praga, se bem que já tenha sido usado por esses animais para fazerem a sua entrada na Europa.
Para mim é mto simples, controlo de fronteiras, abolição de sharia (inglaterra sendo o primeiro exemplo dessa traição aos valores ocidentais…), aumento de impostos a todos os muçulmanos, restrição e eliminação de apoios sociais a muçulmanos.
O Luís tem uma concepção da guerra muito focada nos modelos do passado. Já há muito que vivemos uma 3 guerra mundial. Tal como nas novelas, vivemo-la por episódios.
A Europa tem sido profícua a criar desestabilização aos seus próprios cidadãos. O exemplo é a Ucrânia e a falta de visão para compreender que a Síria e o médio-oriente só encontrariam mais estabilidade com a Rússia e o Irão como parceiros da Europa e dos USA.
Como a Europa só se preocupa com as sanções à Rússia, e com a Rússia com as mãos na porta dos refugiados na Turquia, é natural que nem que estivéssemos armados até aos dentes jamais conseguiremos encontrar estabilidade.
Mantenho o que aqui afirmei, a solução para a crise passa por criar condições na origem para o regresso dos refugiados. E esta solução só é possível com os russos, americanos e europeus de mãos dadas.
Trump já compreendeu que tem de ser assim. Por isto mesmo ninguém ouviu grande alarido durante as operações de reconquista de Alepo.
Mais que mobilizar para combater militarmente(afinal para que é a nato?abre as portas da Europa enquanto anda a meter-se lá fora?)é preciso correr com quem desgoverna a Europa e impede a defesa das fronteiras. Mas esperam-se agora mais discursos de lamentação e paradas funebres pelos do costume.
Enumerou atentados cometidos por várias pessoas.
Se considerarmos isso uma guerra e não uma alteração grave da ordem pública, então teremos que tomar ações de guerra.
Quais pensa que têm de ser essas ações?
Deportar todos os polícias turcos?
Colocar os camiões sob vigilância, como se faz aos aviões?
Bombardear uns desgraçados no Afeganistão, no Iraque, no Iémen ou na Síria (são países muito bombardeáveis, sempre com excelentes resultados)?
É que vejo uma exortação à guerra mas não consigo compreender nem a quem quer entregar a declaração de guerra, nem quais as ações bélicas que defende, e sem isso parece que está somente a justificar que se abdique do Estado de Direito, porque dá jeito.
Exacto, mas “…É mais que tempo de a Europa perceber …”.
O problema é que não existe nenhuma “Europa”.
Existe uma Sra. Merckel, (uma vez comunista,toda a vida comunista), com uma cultura alheia à do “Ocidente”, a mando do seu alemão, repito: alemão, MinFin, e do Sr. Soros que tem, entre outras, uma Real nacionalidade na barriga ….
Depois existem 28 -1 desgarridos PMs.
Destes os que percebem melhor o que se passa, estão, sem dinheiro e lá para Oriente, entre a espada Russa e a parede Germânica.
Não seria melhor uma sólida, atempada, descentralização?.
Depois de décadas a viver à conta dos Americanos e instrumentalizados pelo jornalismo marxista a dizer mal deles boa parte da Europa não tem cultura para se defender.
Basta ver a reacção cultural a uma arma por essa Europa universitária e inculta. É de nojo.
Nenhum dos membros mortos do Charlie Hebdo estava armado por isso mesmo.
Mais uma razão para os/as Le Pen & Co…
” É mais que tempo de a Europa perceber que enfrenta uma guerra no seu território e mobilizar-se para combater. “
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a Europa está-se a “mobilizar”… o Império de Meca já controla os sistemas financeiros de Londres, Paris e Berlim…e toda a gente sabe que quem controla o sistema financeiro controla a comunicação social desses países, razão pelo qual o Império dos Mollembeques é tão acarinhado na Europa…
A revolução está próxima. MCRP….
Luís, eu sou das pessoas que normalmente aponta aquilo que penso estar mal e aviso não ter soluções. Portanto aviso que também aqui não as tenho nem espero que tu as tenhas (suponho que se tiveres as estarás a explicar a alguém que possa ter influência).
No entanto pergunto: qual o tipo de caminho que preconizas? Falas em guerra. Em guerra fazem-se avançar exércitos e as populações civis são baixas colaterais. Falas na Síria como um tubo de ensaio, o que significa que esperarás pior noutros territórios (suponho que) da região. Que fazer? Bombardear tudo até não sobrar ninguém? Entrar por ali dentro e ocupar os territórios e impôr uma ditadura ocidental? Na Europa, prender todos os muçulmanos, ou expulsá-los, ou descriminá-los, ou uma mistura destas e outras coisas?
Falas em guerra e em aceitar tal. Eu falo noutra coisa: “eliminar” a guerra. Uma má paz é melhor que a melhor das guerras. O ideal seria que se tentasse ir à raíz dos problemas, mas isso implica tentar compreender a motivação de quem comete estas atrocidades. Só que isso não dá votos a ninguém, como Trump, Le Pen, Wilders, Farrage, Petry e nojo semelhante sabe.
Mutatis mutandis, então, ” better red than dead”. Porque parece claro que esse seria – será – o desfecho de tentar, mais uma vez “compreender a motivação de quem comete estas atrocidades.” Ceder, ceder, ceder, “compreender” e dar sempre a outra face.
Eu diria que mesmo o mais estremecido e fervoroso masoquismo conhece limites. E que os pressupostos de uma guerra justa conforme S. Agostinho se vão paulatinamente verificando.
Mas intrometo-me, evidentemente.
Costa
Tem toda a razão.
Não esperava outra coisa de ti. Vamos para as Cruzadas. Façamos a vontade aos tipos.
As Cruzadas visavam converter os povos islâmicos à força. O que defendo é que se combata quem visa converter-nos à força ao Islão. Neste momento na Europa já nem se pode organizar um mercado de Natal.
Eu sabia que haveria alguma reacção deste género.
Eu sempre ouvi falar (ou li) da sabedoria em “conhecer o adversário (ou inimigo)”. Parece que prefere deixar outros meios (que ainda não percebi quais seriam, assumo que seriam a bomba) tratar do assunto.
Um comentário: fala-se de Molenbeek em Bruxelas. Há mais bairros semelhantes na sua composição demográfica àquele. No entanto não há grandes problemas com as pessoas desses bairros. Isso acontece porque as autoridades locais fazem um esforço extra: envolvem as mesquitas ou outros líderes islâmicos, fazem acompanhamento de pessoas que tenham chegado de zonas de conflito (para evitar que passem os seus “ensinamentos” e para se reintegrarem), tentam evitar radicalizações, etc. São múltiplos casos de sucesso, mas os jornais gostam mais das manchetes de Molenbeek.
Pense no caso da toxicodependência. No passado a solução era a repressão. Desde que se descriminalizou a posse e passou a fazer-se acompanhamento, o problema diminuiu (não desaparece). A analogia tem limites, obviamente, mas dá uma ideia do que se pode fazer. Especialmente se a alternativa é optar por estados-polícia, repressão de um grupo religioso (que é mais que um) e invadir e/ou bombardear as zonas de origem (o que está mais que demonstrado não trazer qualquer benefício).
Certamente que sabia V. que uma reacção como a minha acabaria por se manifestar. Nada tem de especial mérito tal reacção, decorre de elementar bom senso. E como V., no seu texto inicial, também eu não tenho a solução indolor para o assunto. O que, como no seu caso, não me impede de legitimamente constatar a existência do problema. Peço-lhe pois que evite “assumir” quanto aos meios que eu preconizaria.
O que eu não preconizo é a sua atitude de ramo de oliveira e braços abertos. Esse é um mais que louvável princípio. Que urge ensinar, sem dúvida, como de aplicação tendencial. Mas sem tolher a capacidade de nossa avaliação da outra parte e suas intenções, nem nos castrar em termos de legítima defesa. De dogmaticamente nos levar a aceitar que se algo acontece de mau, haverá fatalmente uma nossa culpa de génese.
Parece-me extraordinário, confesso, que ainda lhe pareça que há que conhecer o inimigo. Creia que a fase de mero “adversário” há muito foi ultrapassada e não por responsabilidade do fatalmente errado “ocidente” (entristece-me ver que você ainda hesita entre um e outro qualificativo: de que mais horror necessita para aclarar a sua posição na matéria? Desculpe-me a franqueza, mas será necessário um atentado que atinja o seu círculo pessoal, familiar, mais chegado?).
O inimigo está conhecido. Ele deu-se e dá-se exuberante e mais que redundantemente a conhecer. A ele e aos seus objectivos. Que vão bem para lá de conquistar um seu eventual legítimo espaço, ilegitimamente ocupado ou negado pela secular e irredimível maldade ocidental e cristã (estúpida e simplista argumentação – com o poderoso “mérito” de tudo “explicar” de forma “cristalina” – em que muita gente ainda acredita). Trata-se, e V. bem o sabe, de ódio. De acabar com o nosso espaço, o nosso modo de vida, interditar os nossos valores. Acabar, em suma, connosco.
Sem diálogos, buscas de compreensão, acompanhamentos, compromissos de coexistência: acabar connosco. Sem mais, nem menos. É na verdade muito, muito pior do que o horror da toxicodependência. Essa causa os danos que causa, terríveis e que em muito transcendem o toxicodependente (e quanto a ele – e com isto, devo escandalizá-lo para lá do imaginável – uma atitude deveria, deverá, ser tomada para quem o é desde há tempo; e outra, se calhar, para quem, conhecidos à náusea por estes tempos, mais que generalizadamente, os males da coisa, se mete agora nessa armadilha… Mas divago).
Eis onde divergimos: algo tem que ser feito e para mim a fase do diálogo, da compreensão e da cedência está há muito ultrapassada. Para si não está e, creio aperceber-me, nunca estará. Mesmo que isso signifique a plena aplicação do “slogan” inspirado no sr. Russell e que invoquei no meu comentário anterior (e que, noto, V. não rejeitou).
No limite, ambas as nossas posições são legítimas. Mas a manter-se a nossa mansidão perante este inimigo, no espaço de poucas gerações (se tanto) tipos como eu não poderão escrever estas linhas, certas ou erradas. E na verdade nem tipos como você, as suas. Uma bela perspectiva…
Costa