À grande e à francesa.


Luís Menezes Leitão,

Diz-se que quando conquistaram o país nas invasões francesas, o General Junot e os seus companheiros de batalha passaram a ostentar uma vida de luxo, vivendo como autênticos nababos em Lisboa, o que levou a que rapidamente surgisse no país miserável que sempre fomos a expressão “viver à grande e à francesa“.

 

Foi exactamente isso que me veio à ideia quando ouvi António Costa defender que é para “pensar à grande” que o PS quer o investimento público. No seu entender, o dinheiro do Estado serve para muito, até para ajudar a chegar à lua, defendendo por isso um “Estado empreendedor” que pelos vistos vai gastar à tripa forra todo o dinheiro dos contribuintes. Como se não bastasse a irresponsabilidade do governo de Sócrates, que iremos pagar durante décadas.

 

António Costa deveria deixar de pensar na lua, descer um pouco à terra, e olhar para os sacrifícios que os contribuintes portugueses já estão a suportar todos os dias, e que não aguentarão mais irresponsabilidade. Quando me falam em investimento público, lembro-me sempre do que dizia a Senhora Thatcher: “One of the great debates of our time is about how much of your money should be spent by the State, and how much you should keep to spend on your family. Let us never forget this fundamental truth: the State has no source of money other than the money people earn themselves. If the State wishes to spend more it can do so only by bothering your savings or by taxing you more. And it’s no good thinking that someone else will pay, that’s someone else is you. There is no such thing as public money, there is only tax-payers’ money“.

0 comentários em “À grande e à francesa.”

  1. Se os crentes teimarem em manter este regime que nos tem dado já tres banca rotas mesmo com o ouro que o botas deixou e já foi, e os 240 mil milhoes que os bancos alemaes e franceses cá vierem torrar, vejo o futuro sem grande futuro para os meus netos ou então que se inscrevam nos da seita.
    Que pelos vistos os crentes aqui são duma fidelidade canina.

  2. Mas depois veio a direita (ingleses) salvar Portugal e fazer um acordo que é sempre actual, a célebre convenção de Sintra, que mais coisa menos coisa dizia o seguinte: vamos dividir o saque e vamos para casa.

    1. Mas conhecia os socialistas à légua, ou à milha, uma vez que era inglesa. Se os socialistas tiverem hipoteses, coisa em que eu não acredito, de levar à prática o que os “peritos do PS” (ah ah ah ah) puseram neste relatório, é o dobre de finados do regime saído do 25/4. Depois disto, não há troika que nos valha!

    2. Sim fazer um bolha nas bolsas para substituir a do imobiliário é de quem percebe…
      E provavelmente no mesmo parágrafo é capaz de criticar “especulação financeira”.

  3. 1 – O Modelo Thatcher/Reagan não é eterno, e as suas debilidades são também confirmadas nos resultados actuais.

    2- A entrevista ou conferência que anexa oferece-me a oportunidade de associar tais afirmações ao plano Juncker. E não há dúvida nenhuma que a Europa e o mundo só saem desta através de investimento público. Que tipo de investimento (?), é aspecto a discutir com oportunidade.

    3 – A história económica revela que o verdadeiro motor da economia e construtor de empresas, ainda que detidas por privados, foi o estado. E até mesmo as grandes invenções do século só puderam desenvolver-se e implementar através do investimento público e não privado. Porque eram demasiado caras para serem adquiridas por privados. Foi a massificação destas invenções, iniciadas pela aplicação pública, que tornou as empresas grandes e os produtos mais acessíveis.

    Ainda não vi nada em Costa que negue tal evidência. Aguardo somente que ele nos apresente seu projecto. Se nesse projecto não estiverem contemplados a massa de indigentes, incluindo os da classe média que hoje vivem sem e com subsídios, incluindo o RSI, o programa não trará nada de novo ao que Passos e Mota Soares, em imitação de Sócrates, ofereceram.

    Por outro lado, qualquer plano de investimento público deve alavancar maioritariamente a criação de novas empresas e o surgimento de novos empresários e não para sustentar os do costume.

  4. Este diz que vai gastar em investimento, esquece-se é que o PSD/CDS venderam tudo, mas mesmo assim ainda pode arranjar postos de trabalho. O PSD/CDS gastam o dinheiro dos nossos impostos a pagar dívidas. Qual o melhor?

  5. Conheço muita gente que tem uma casita na aldeia herdada dos pais ou avós que levaram anos para conseguir arranjá-la e poder ir de férias, outros lá conseguiram um apartamento perto da praia porque ir para pensões ou hoteis, principalmente com filhos não era possível ter férias, aposto que nesta cegueira de acreditar que se podem fazer milagres sem dinheiro, lá vão votar no António e depois levar com o agravamento do IMI por não ser residência ou estar arrendada. Depois de bem expoliados morrem e os filhos que não tenham dinheiro para pagar imposto sucessório… acaba tudo no Toino… ora como os Bancos nem sequer já pagam nada pelas poupanças raquíticas, vêm agora rapar o resto, à força querem impôr a norma de gastar e não pensar no futuro. Suponho que isto de pagar imposto sobre heranças, como os mais ricos e Eles devem ter tudo algures em paraísos fiscais, vêm tirar o resto para transformar isto na terra dos pensionistas e dos subsidiados do estado, até ao dia em que não houver nada com que pagar… francamente não sei como há pessoas que caiem na patranha de bastar mudar 1 pessoa para acreditarem em presunções económicas. Estamos numa época em que já nem faz sentido, esquerda ou direita, as leis vêm em pacotes e pré-programadas da europa, há indícios de uma nova crise a caminho e, se calhar pior que a de 2008 e suponho que, desta vez, como já foram os aneis vão-nos ficar com os dedos. Não tenho Partido e só queria ver um bocadinho de bom senso, porque da raça humana já não há muito mais a esperar, até os vírus e as bactérias se conseguem unir para sobreviver.
    Deste António não há muito a esperar, tenho 58 anos e moro a 4 quarteirões da minha mãe de 80, mas nem sequer posso ir de carro porque como já é velho (mas só tem 39.000Km porque não o uso para queimar gasolina, só mesmo em casos de força maior) não está autorizado a andar na zona onde mora a minha mãe, se houver uma emergência tenho que andar de taxi a caminho dos médicos, este toninho não me engana e hoje estou mesmo, mas mesmo “piursa”… teria sido melhor se ele tivesse seguido na política lá para os lados da outra parte da família dele… sempre podia proibir as vacas sagradas de poluir as ruas com bostas… Quando se pensa que isto não pode piorar mais… piora…

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