A força de acreditar.


Luís Menezes Leitão,

 

Eu sempre tive a certeza de que o governo e o Banco de Portugal iriam resolver com sabedoria e eficácia a questão do BANIF. Como se viu, só vai ser preciso os contribuintes gastarem € 2.255 milhões de euros para que outro banco possa comprar por € 150 milhões um banco que tem € 12 788 milhões de activos (cerca de 7% do PIB) e € 6 271 milhões de depósitos, para além de um passivo que não deve ter grande relevo. Feliz o comprador que fez este negócio. Felizes os trabalhadores e depositantes, que vão poder continuar a trabalhar no balcão onde sempre estiveram. Felizes os credores, que vêem fugir os activos do seu devedor na resolução, mas ganham a seu benefício a maior credibilidade do sistema financeiro. E felizes os contribuintes, que podem continuar a pagar os seus impostos com alegria, sabendo-se que eles se destinam a ser gastos numa operação altamente meritória, como o é a resolução bancária. Gosto imenso de uma história com final feliz. A natureza ensina-nos a acreditar. E eu acredito, como sempre acreditei.

9 comentários em “A força de acreditar.”

  1. só vai ser preciso os contribuintes gastarem € 2.255 milhões de euros

    Isso é aquilo que o Banco de Portugal e o governo estimam, de acordo com o comunicado, vir a ser preciso. A história ensina-nos que, na prática, acaba por ser necessário mais do que era inicialmente estimado.

  2. Afinal a solução era fácil.
    É só uns posinhos de perlimpimpim!
    O Banif
    Foi mais fácil que enrolar o Seguro, o Passos e a Catarina e o serralheiro.

    Andavamos aqui com merdas, se com meia dúzia de tostões se resolve tudo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *