A encruzilhada da Monarquia


jmmcc,

 

A Constituição não serve para nada?

Em meados do século XIX, com o Liberalismo ainda sem futuro garantido e o País em crise financeira, económica, social e, acima de tudo, de regime, Mouzinho da Silveira não tem dúvidas de que «os grandes vícios do País estão nas instituições vigentes, caducas e obsoletas, o que lhe permite expressar a ideia de que, para benefício dos cidadãos, é mais importante reformar as estruturas do Estado do que proceder à mudança do sistema de governar» (João Carvalho, O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal: Dois Séculos e Quatro Regimes de Memórias; STJ, 2003).

A Mouzinho, «verdadeiro estadista fundamentado no conhecimento profundo das causas públicas, até a Constituição lhe parece supérflua: com ou sem ela, é possível fazer mais e melhor, alterando radicalmente a teia institucional em que Portugal está enredado» (id., ib.).

 

Não, não sou monárquico. Mas sei cada vez menos se consigo ser republicano.

22 comentários em “A encruzilhada da Monarquia”

  1. Claro que a chave das reformas não está na Constituição… mas em quem a fez: nós.
    (Ao olhar para esta belíssima fotografia ainda pensei . talvez lá fossemos com umas bengaladas…?)

    1. E gostaste desta “réplica” ao teu post anterior?

      (A fotografia parece-me retirada do livro citado, de um desenho cujo original creio ser a carvão e que fiz publicar em página inteira, rompendo a mancha sem margens nem nada; o livro tem dimensões apreciáveis e o retrato tem muito melhor qualidade do que aqui se vê.)

      1. Então não gostei? Primeiro apanhei um susto… porque saiu de relâmpago, logo a seguir ao meu. E ainda pensei: Olá…temos bordoada? E logo do João? 🙂
        Agora estou é interessadíssima neste teu livro, não te conhecia estas proezas autorais! Muito boa, a foto. Vou procurá-lo lá na biblioteca do meu local de escravatura diária.

          1. Vou querer que me digas que encontraste. Até porque a edição é do STJ, mas a distribuição exclusiva é da Almedina. E mai’ nada.

          2. Ainda que o nome arcaico de biblioteca fosse, de facto, livraria… esta biblioteca de que falo não é uma loja! Nunca ouviu falar de “depósito legal”, sr. dr?! Amanhã vou verificar e logo digo 😉

          3. Apenas quis dizer-te que a distribuição é (ou foi) criteriosa. Por acaso já tinha percebido perfeitamente!!! Uma library não é uma bookstore, certo? Ainda chego lá, apesar desta provecta idade…

            Depósito legal: 200291/03
            ISBN: 972-98677-1-2

          4. louvado seja o senhor:

            TEXTO :
            SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
            Louvor
            O adjunto do meu Gabinete João Manuel Machado de Castro Carvalho foi assessor de imprensa no Supremo Tribunal de Justiça, cargo que desempenhou com elevado sentido de responsabilidade.
            Dedicou-se à investigação dos factos marcantes da Instituição do Supremo Tribunal de Justiça, com total dedicação e competência, patente na qualidade da obra que foi publicada O Supremo Tribunal de Justiça em Portugal – Dois Séculos e Quatro Regimes de Memória.
            Coligiu, entre outras coisas, as publicações anuais O Livro dos Juízes do Supremo Tribunal de Justiça.
            As suas qualidades de trabalho, de educação, lealdade, profissionalismo, permanente disponibilidade, relacionamento franco e elevado sentido de responsabilidade, são atributos que muito me apraz registar e me levam a conferir-lhe público louvor e o meu reconhecimento.
            19 de Julho de 2006. – O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Moura Nunes da Cruz.
            http://pt.legislacao.org/segunda-serie/louvor-de-diario-da-republica-229-serie-ii-de-terca-feira-28-de-novembro-de-2006-supremo-tribunal-justica-elevado-646962

          5. – Carlos Cunha, a partir de hoje fica V. Exa nomeado o grande Hercule Poirot do Delito de Opinião… Bom trabalho!
            – João… muito bem… e não é nada que me espante. Agora já percebi porque és tão calado: com essa folha no cv, o que tu sabes, meu Deus!

          6. Estou descoroçoada 🙁 Joãozinho, tenho a comunicar-te que o teu livro não existe. Isto é, não teve entrada na BGUC (depósito legal obrigatório!) nem na BFDUC, o que, na prática significa que não foi publicado.
            E eu, que me preparava para enriquecer a minha hora de almoço com essa deleitosa descoberta!
            Obs: Muito feio, vou já riscar o STJ da lista de ofertas do Boletim de Estudos! Ou há reciprocidade ou não comem nem mais uma colher de alimento científico! Vou escrever uma cartinha a ajustar contas.
            Dixit.

          7. Espero que o faças quanto antes. Por outro lado, se a memória não me trai, creio que o depósito legal obrigatório ficou a cargo da Almedina ou da Gráfica de Coimbra.

          8. Ui… que mandatários esses. Hoje já não tive tempo, mas agora aguçaste-me a curiosidade e já não há remédio. Amanhã, sem falta, inicio diligências para lançar o “desacato”, podes crer. Depois conto 🙂

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *