
Neste maravilhoso mundo de abundância onde vivemos, uma em cada seis pessoas tem fome. Ou seja: neste mundo de prosperidade, um sexto da população não tem acesso àquele que deveria ser o mais elementar direito de qualquer ser humano: a satisfação das suas necessidades básicas.
Neste mundo tão preocupado com as crianças, morrem 17 mil crianças por dia… COM FOME!
De quando em vez, o mundo preocupa-se com a questão. Em 1996, por exemplo, o combate à fome foi o “Objectivo do Milénio” estabelecido pela ONU.
Treze anos depois… o problema agravou-se. Os governos de todo o mundo continuam mais preocupados em salvar os bancos, do que as pessoas. No entanto, 2010 é o Ano Europeu da Luta contra Pobreza e Exclusão Social, pelo que era necessário dar um sinal de que, apesar da crise, a preocupação permanece.
Por razões que não vêm por agora à colação, a ONU considerou ser Roma a cidade ideal para discutir os problemas da fome. Sessenta países responderam à chamada. Curiosamente, os países mais ricos do mundo – que integram o G-8- não compareceram. Surpresa? Nem por isso. A razão está aqui explicada para quem, eventualmente, tenha lapsos de memória.

O Kadhafi gostou tanto que até trocou a tenda por uma villa http://tempsreel.nouvelobs.com/depeches/i nternational/europe/20091116.FAP3457/kad hafi_reunit_200_italiennes_pour_leur_van ter_les_meri.html
cheiinha de italianas
Por vezes entristece-me a hipocrisia dos governos mais ricos, o ridículo a que se prestam em debates inconsequentes e imprestáveis, cheios de boas intenções para mandar mais areia para os olhos da plebe.
Infelizmente, já não podemos estranhar a falta dos países mais ricos à cimeira contra a fome. O espantoso será se também faltarem ao jantar de encerramento…
:))
Chegados a este ponto Roma e Copenhaga a pergunta:
para que servem as cimeiras?
O que horrorisa é que a palavra fome; como a palavra sem abrigo; como a palavra pobreza; como as palavras ‘a água é um bem escasso’, como a palavra miséria, e como tantas outras, já entram no ouvido. Mas de tão frequentemente pronunciadas, as pessoas vacinam-se. E já não entram no coração, nem na mente. Nem de tantos que vivem anonimamente na sociedade, vivendo as suas vidas e olhando para o quintal do vizinho como se nada fosse, quanto mais nas de quem tem responsabilidades directas em tantas calamidades que grassam!…
Nada lhes tira o apetite…
Pois se há palavras que não me entram no ouvido são: crianças morrem com fome, crianças escavizadas, crianças maltratadas. As crianças são o mais puro que há neste mundo. Fechar os olhos a estas situações é como envenenar a água que bebemos. Estamos a envenenar o mundo nas suas raízes.
Eu penso mesmo que a fome no mundo é directamente proporcional a um conjunto de posições corruptas tomadas por determinados governantes espalhados por todo o mundo. Já para não referir a indiferença das pessoas, porque esta indiferença, em grande parte e quando vinda de certas pessoas, está relacionada com o seu “já não poder mais”, porque as suas vidas também estão num caos. Porque as outras pessoas, as que marimbam para essas mortes, querem é encher a sua arca cada vez mais. Aqui, meus amigos, revela um sinal de má gestão e má legislação, dos governos.
Um comentário assim como que minúsculo … para um problemão ‘grandão’!!!!!
Maria Letra