
Recebo várias mensagens com uma denúncia do Xadrez, devido ao seu conteúdo racista, machista, antropocentrista e capitalista. São dislates de quem nem o joga nem lhe compreende os sentidos implícitos. Pois o Xadrez é o jogo mais consentâneo com os bons valores actuais: é a apologia do matriarcado, sendo também memória dessa era histórica, pois nele domina a Mulher-rainha, que tudo e todos come, protegendo o frágil Homem-rei, eunuco passivo, encastrado num quase imobilismo. É, e muito, a expressão da verdade decolonial, pois todos os jogos demonstram a agressão dos brancos face a bem ordenadas e pacíficas sociedades dos negros, condenados à resiliência em estratégias defensivas consagradas. É também expressão do sentir ecológico, na afirmação da irredutível riqueza da Natureza, demonstrada na criatividade única dos rebeldes movimentos do Animal-cavalo. E, finalmente, afixa os direitos de género, não só ao consagrar a elegância arguta do cruising gay, nesses “Bispos” em lestas diagonais debicando meros peões, marujos e magalas das forças adversas. Mas mais ainda na sua proposta filosófica até radical, anunciando o transgenderismo como óptimo existencial, pois tudo estrategizando para promover a cinzenta peonagem em exultantes e ariscas Rainhas.
Parai pois com essas afrontas ao iluminado Xadrez. Jogai-o. Apreendei-o.

Muito bom. Cheque mate aos palermas.
Atenção ao bom português.
O que eles querem é cheques.
Leio o texto original e os comentários meios alucinados.
O título é, sob influência anglo-saxónica, A “Cancel Culture” Contra o Xadrez.
Segui o link e vejo que tudo isto teve origem numa… anedota. Anedotas de Mestre diz lá.
Ninguém seguiu o link? É assim tão fácil acirrar a matilha?
O JPT não viu que era uma anedota? Sentiu-se engraçado enquanto enganava os leitores com a sua introdução pseudo-séria?
É tudo tão triste. É tudo tão pobre. È tudo tão deprimente.
Miguel
Miguel, é evidente que eu prefiro (e nisso julgo ser como a maioria dos bloguistas) que os visitantes dos blogs onde escrevo gostem dos postais que coloco do que … deles não gostem. E nisto nem estou a considerar a concordância. V. não gostou deste postal. Lamento, não de forma exasperada, limito-me, sem qualquer menosprezo, a um “paciência”. Não muito surpreendido porque também sei que quando quero avançar para a ironia (e, pior ainda, para o humor) as coisas não me correm lá muito bem, é (são) registo(s) com que tenho dificuldade. Ou seja, V. não achou piada, acha deprimente – não se deprima, sff, se me permite chame-lhe antes pungente, que dá a porrada mas é mais saudável para o locutor (falo por mim, claro). É normal, é-me habitual deparar com essa reacção diante do que vou botando.
Agora outras considerações que V. coloca já me parecem um bocado descabidas. Eu recebi uma piada, que achei um bocado parva, digo-o, em catadupa via whatsapp. E vi-a replicada em murais de facebook. A uma amiga respondi assim, telefonicamente. Depois compus um bocado e bloguei/facebuquei. (E até vim a emendar, juntando o que alguém aqui comentou). No blog deixei uma ligação ao texto que “afronto”, propositadamente a uma página-FB de “anedotas”. No meu mural de FB juntei em comentários o tal texto anedótico inicial. Ou seja, é explícito (e é-o também no conteúdo do texto) que estou a esparvoar. Mas que “matilha” é que eu quererei “atiçar”? E deste modo? Quem imagina V. que é o tal de jpt atrás de um teclado, um gajo a querer levantar hostes contra uns e a favor de outros? E quanto à “introdução pseudo-séria” que V. pontapeia, quererá que eu, se me der para estas frustres derivas de gozo, encete o postal com um sorriso amarelo, dito “smile”, que escreva “meus amigos, agora estou a brincar”?
Caramba, que stress que V. coloca ao ler um blog!. Bastava dizer “ouça, ó jpt, este texto é uma merda, não tem piada”.
A empresa que vende o “Monopólio” tem o monopólio da venda.
Para quando, as matraquilhas?
há por aí umas matrecas, tonitruantes até. Mas não será a mesma coisa
As pretas deviam jogar primeiro. E ter direito a 3 jogadas por cada uma das brancas.
Devia haver peões e peoas. E bispas.
Chega de monarquias e cristandades!
A partir de hoje, o rei chama-se marcelo e a raínha passa a ser o costa.
Os bispos acabam e viram otelos.
O cavalo desce para burro, com o nome de ruirrio.
A torre é agora o ventura.
E o peão, sempre comido, é o contribuinte.
O cavalo não chega! Tragam de volta o elefante. E também o camelo!
Voltemos às origens, que o mundo vai acabar. Namastê.
P.S.: E para cronometrar, só com relógios do sol.
Discordo ou melhor desconcordo.
No xadrez, de facto, não há racismo nenhum, as peças pretas fazem os mesmos movimentos que as brancas.
O peão preto pode comer a rainha branca e o jogo continua.
Há, no entanto, uma certa protecção do patriarcado, não há bispas, nem cavalas nem peoas (a bem da verdade existem “as torres”).
O problema surge num jogo que é tipo suruba, toda a gente pode comer toda a gente; o rei branco pode comer a rainha preta, por exemplo, mas ninguém pode comer o rei, os reis.
No xadrez é sempre dia 6 de Janeiro, quando a eminência real está na iminência de ser comido, aí, aí, aí, que acabou o jogo.
Foi o único desporto que pratiquei e não o digo com orgulho. Mas percebo a animosidade. Essa regra de serem as brancas a jogar primeiro …
“percebo a animosidade”
Eu também percebo a sua observação de jogador medíocre, só mesmo um lerpa é que pode perceber tamanha desconsideração pelo Xadrez.
Sr. Francisco cultive-se!!
Lerpa? Também se joga, sim senhor. Pretas e vermelhas
Será que o cultivado queria dizer lerpa de lerpar, então queria dizer em calão militar que «perde tudo», que para o caso a um lorpa também acontece.
Altamente
obrigado
Só cá faltava agora os imbecis e essa corja de negacionistas merdosos falarem do Xadrez como um jogo racista, sendo eu um jogador de Xadrez amador mas com grande paixão pelo jogo é para mim inaceitável. Está mais do que na hora de não tolerarmos mais do que já toleramos desta gente completamente chanfrada da cabeça que só quer inverter a ordem das coisas.
Miguel Santos
Devem ser apoiantes do “choko” chinês.
Mas, verdadeiramente democrático é o muito antigo “mancala”, com umas covas esculpidas ou cavadas no chão e umas pedrinhas sem feitio ou cor especial é jogado para deixar caminho aberto até chegar ao lado do adversário.
Junto dum chafariz para os lados de Évora aparece esculpido numa laje um “tabuleiro” para jogar “mancala” , talvez do tempo dos árabes que jogavam em buracos no chão de terra, e seria um entretenimento à espera da vez pra água.
Estes paneleiros negacionistas só tomam juízo quando lhes enfiarem pelo o cu a dentro a bazuca da felicidade
Maria Rita
Maria Rita, deve ser pseudónimo, então isso diz-se aqui no Delito de Opinião?
‘Enfiarem pelo cu dentro uma bazuca de felicidade’, isso é o máximo pra gayjada.
O melhor jogo jamais criado.
Sim, sem qualquer dúvida.
Por vezes penso que a Rainha é liberal denaus pirque se movimenta por aí como una barata tonta e no fim é muito senhora de deixar que qualquer um a coma. Não é grande representante dos ##.
De resto, como em tudo o mais levado ao exagero por desocupados ressabiados, é apenas ridículo.
Não é bem assim.
A Rainha no xadrez não é passiva, pelo contrário, ela “não se deixa comer”, ela come.
Quando por azar se deixa comer (o que é raro) há sempre peão disposto a dar a vida por ela.
O operário, o soldado sai do tabuleiro e a Rainha volta à vida e ao jogo.
A Rainha no xadrez é, literalmente, uma destruidora de corações, poderia cantar:
“Tantos homens na vida que eu matei por me amarem, nunca se aperceberam da Rainha (a tal barata tonta) por quem passaram”.
Oh Pedro, há lá coisa melhor e mais democrática do que conseguir comer a Rainha com um peão?
mais do que apenas democrático é mesmo um acto republicano
Os Peões adoram ser promovidos a Rainha. Não há nenhum que, chegado ao lado mais afastado do tabuleiro, não seja promovido a Rainha se quem promove o Peão souber jogar. Jogos com várias Rainhas da mesma cor há muitos por aí e famosos.
E porquê a promoção a Rainha? Porque é a peça mais valiosa: vale 10 Peões, 2 Torres, 3 Bispos ou Cavalos. O seu raio de acção não tem limites nas linhas, nas colunas e nas diagonais.
A Rainha é como a Mulher. O poder reside sobretudo nela e o Rei não passa de um pau mandado cujos movimentos não ficam longe dos do Peão. Não se pode é dizer isto a certas pessoas, nomeadamente feministas, porque elas não percebem.
Coitado do Rei. Todas as outras peças podem comer a Rainha, mas o Rei nunca lhe chega a tocar. Deve ser muito duro para um Rei ter que se contentar com Torres, Bispos, Cavalos e Peões. Se em vez de Bispos houvesse Madres Abadessas, se as Torres fossem daquelas senhoras sobredimensionadas e se os Peões fossem call girls disfarçadas, talvez o Rei fosse mais feliz.
Chess, e estava eu ufano com este meu textinho e vem V. e destrói-me por completo. Pois faltou-me a clarividÊncia de referir esse traço fundamental, o de que o Xadrez é um manifesto transgender, toda essa corrida dos pobres peões a quererem alcandorar-se em Mulher… Permite-me que altere o texto incluindo essa sua magnífica consideração?
Duas Raínhas no início do jogo?.
Seria lesbianismo.
Curioso: quem também se enerva muito com o xadrez são os talibans.
Coitados dos afegãos.
Isso da Raínha comer o cavalo é baseado na Cazrina Catarina?
Uma raínha comer outra… pouca-vergonhice ou inspiração em coisas de insectos?
Não é de admirar hoje as coitadas das mulheres sentirem inveja destas rainhas paponas