Sindicatos exigem o aumento do salário mínimo. Confederações patronais dizem que sim, senhor, é justo – desde que tal não represente um aumento de custos para as empresas. Quadratura do círculo? Era não conhecer este país. Sindicatos e patrões reúnem-se e congeminam um plano a que a falta de originalidade é incapaz de retirar brilhantismo: o Estado que pague. Num tocante gesto de boa vontade (sindicatos e patrões ouviram dizer que as contas públicas passam por algumas dificuldades), só lhe é pedido que assegure 80% do custo total.
A beleza da concertação social
escafandro,

Meu caro jaa
Permiti-me roubar para o meu Fio de prumo, com os devidos créditos!
À vontade, Helena. É uma honra.
Há uma mensagem subliminar nessa atitude dos parceiros – que óbviamente estes negarão solenemente existir: o Estado que emagreça, despeça pessoal ou de qualquer modo se vire para que quem trabalhe no privado tenha mínimos de subsistência garantidos.
É a beleza do politicamente correcto que mantém e manterá a miséria geral!
No que respeita às confederações patronais admito que se possa ter essa leitura. Mas no que respeita à UGT acredito mais tratar-se da posição de sempre: o Estado é um poço sem fundo.