A beleza da concertação social


escafandro,
Sindicatos exigem o aumento do salário mínimo. Confederações patronais dizem que sim, senhor, é justo – desde que tal não represente um aumento de custos para as empresas. Quadratura do círculo? Era não conhecer este país. Sindicatos e patrões reúnem-se e congeminam um plano a que a falta de originalidade é incapaz de retirar brilhantismo: o Estado que pague. Num tocante gesto de boa vontade (sindicatos e patrões ouviram dizer que as contas públicas passam por algumas dificuldades), só lhe é pedido que assegure 80% do custo total.

4 comentários em “A beleza da concertação social”

  1. Há uma mensagem subliminar nessa atitude dos parceiros – que óbviamente estes negarão solenemente existir: o Estado que emagreça, despeça pessoal ou de qualquer modo se vire para que quem trabalhe no privado tenha mínimos de subsistência garantidos.
    É a beleza do politicamente correcto que mantém e manterá a miséria geral!

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