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Paris, Novembro de 2015
(foto: Charles Platieu, Reuters)
1
O terrorismo jiadista combate-se como se combateu o terrorismo extremista na Itália e na Alemanha, na década de 70. Combate-se como se combateu o terrorismo da ETA, como se combateu o terrorismo do IRA.
Como?
Com serviços de informações competentes e organizados em rede, infiltrados nas organizações terroristas e dotados de meios efectivos para desarticulá-las. Quebrando-lhes as células dirigentes, os circuitos informáticos e as vias de abastecimento de armas e munições. E utilizando dissidentes e terroristas arrependidos nessas operações.
Não é preciso inventar a pólvora. A pólvora já foi inventada há milhares de anos.
2
Alguns tudólogos com lugar cativo no espaço mediático teimam em “perceber” o “porquê de o serem [assassinos], o que os levou a isso”. Estes raciocínios sempre me conduzem àqueles judeus que tentaram “perceber” as motivações dos nazis entre 1933 e 1939. Alguns desses judeus contemporizaram com a barbárie, deixaram que lhes saqueassem lojas e confiscassem propriedades enquanto procuravam mostrar-se bons cidadãos alemães: muitos escutavam Wagner e exibiam orgulhosamente as condecorações obtidas em combate na I Guerra Mundial em defesa do império germânico.
Acabaram nos campos de extermínio e nas câmaras de gás tal como os outros, os que não tinham tentado “perceber” o que levava as hordas hitlerianas a comportarem-se como bestas sanguinárias.
3
Rejeito as teses deterministas. Acredito firmemente no livre arbítrio e na responsabilidade individual: ninguém é criminoso antes de praticar um crime.
Mas não recorro a eufemismos para qualificar actos criminosos.
Lamentavelmente, quando ocorre um atentado terrorista, logo surge gente a considerar que os assassinos são vítimas. Da economia, da crise, da sociedade, da discriminação, do capitalismo, do aquecimento global, do planeta Terra, do sistema solar.
Isto para mim é inaceitável.
Um crime é um crime. A barbárie é a barbárie – tenha a cor ideológica que tiver, idolatre os deuses que idolatrar. Ponto final.
4
A ladainha da “destruição do Iraque”, invocada por sistema quando ocorrem atentados terroristas na Europa, equivale a dizer que as vítimas inocentes destes atentados “estavam mesmo a pedi-las”.
Equivale também a considerar vítimas os assassinos. Coitados, argumentam os arautos de tal tese, eles estão apenas a vingar o que os malandros dos ocidentais fizeram ao Iraque.
Essa é a lógica hitleriana do olho por olho, dente por dente. Hitler conquistou metade da Europa, espezinhando-a e escravizando-a, para vingar as humilhações sofridas pela Alemanha no Tratado de Versalhes. Alegava ele. E muitos concordaram.
Quando começamos a chamar vítimas aos assassinos os nossos padrões éticos invertem-se. O passo seguinte, nesta rota descendente, será chamar criminosos às vítimas verdadeiras.
5
É um absurdo incorporar um homicida numa categoria étnica, religiosa ou cultural, fixando-o neste rótulo.
Há assassinos em todos os quadrantes, em todas as etnias, em todas as classes sociais.
Este princípio não é de via única. É tão absurdo dizer ou escrever que “os muçulmanos professam uma ideologia assassina” como fazer proclamações genéricas de sentido inverso: “os ocidentais são culpados de terem explorado populações noutros continentes e estão a pagar pelo que fizeram” ou “os americanos foram lançar bombas ao Iraque e agora recebem o troco”.
6
A vida humana para mim tem valor absoluto em qualquer lado. Em Paris como na Síria. Em Bruxelas como no Paquistão. Sou incapaz de alimentar duas teses sobre o assunto em função das coordenadas geográficas.
A minha posição é clara: não quero “compreender” os terroristas. Que armam meninos na Libéria e os transformam em carne para canhão. Ou que usam meninas na Nigéria como bombas humanas. Ou que investem com demencial fúria apocalíptica contra crianças e adolescentes, como ainda há dois dias aconteceu em Manchester.
Nem conseguiria, mesmo que quisesse.

A primavera árabe a bater-nos á porta. Uma exportação ocidental mal sucedida para uma encomenda não carimbada. Dos nossos apressados expedidores desaparecidos em parte incerta nem se ouve falar.
Não tem nada que ver uma coisa com outra.
Foram os Árabes e Muçulmanos que destruíram o Iraque não foram os Americanos.
Quem colocou as bombas nos mercados, quem explodiu em pontes, quem destruiu mesquitas e cortejos? Foram Árabes e Muçulmanos.
A única coisa que tem que ver é os muçulmanos bons não terem armas nem as quererem usar porque os pós-civilizados, E a primeira característica de um pós-civilizado é ser narcisista. Logo recusam as armas e a cultura das armas.
O 25 de Abril hoje teria como consequência Portugal nas mãos do PCP.
Veja quem lhes vende as armas. Veja como lucram as petrolíferas ocidentais com o caos do Médio Oriente – enquanto existirem atentados e estados de sítio essas empresas e os governos fantoches não têm de prestar contas perante a opinião pública. Aliás muito desse dinheiro assim ganho é aplicado em grupos terroristas para prolongar o caos “criativo”- veja o que se passa na Arábia e os EUA.
Arranjar um nexo causal entre o homicida de Manchester e o “caos do Médio Oriente” é o mesmo fio de raciocínio que levou tantas boas almas europeias nos anos 30 a justificar o expansionismo nazi pelas humilhações sofridas em Versalhes.
Nada de novo debaixo do sol.
De Nebauten O típico Marxista e um Marxista por definição é é Ocidentalista.
O outro, o “escurinho” (CGTP trademark) nunca tem vontade, ideias, poder… não existe, não limpa as armas, não as repara, não se prepara para a guerra, para matar milhar de outros.
É simplesmente um criança grande.
És tal e qual um colonialista do séc.XIX.Só que no Séc.XXI. O espelho.
Petrolíferas ocidentais têm baixado os preços do petróleo.
E fica notado que não fala das petrolíferas Russas um dos maiores países produtores de petróleo.
Como se vê não percebes pevas de industria de armamento, quem fabrica e quem as vende.
Quantas M16/M4 vês em combate por lá?
M16
Depois de derrotar milícias iraquianas e rebeldes sírios, o Daesh também herdou as armas norte-americanas que estavam em posse daqueles grupos. Além disso, alguns rebeldes sírios, apoiados e treinados previamente por militares dos EUA, acabaram juntando-se às fileiras do grupo terrorista, enquanto muitos outros desertaram, deixando para trás, à disposição do Daesh, as armas que Washington havia lhes fornecido
Heckler & Koch MP5
Com design alemão, a versátil submetralhadora de 9 mm fabricada desde a década de 1960 também figura na lista das armas mais populares do planeta. O modelo é considerado padrão nas principais unidades de operações especiais do mundo, sendo adotado por pelo menos 40 nações. Por meio de várias rotas ilegais, um grande número de submetralhadoras MP5 chegou à Síria e ao Iraque, onde foram rapidamente adicionadas ao arsenal do Daesh.
FN FAL
Popularmente conhecido como “sete meia dois”, o fuzil de assalto ligeiro de 7,62mm produzido pela empresa belga Fabrique Nationale (FN) foi amplamente utilizado pela maioria dos países da OTAN durante a Guerra Fria, com a excepção dos EUA, a tal ponto que a arma foi apelidada de “o braço direito do Mundo Livre”. Devido à sua popularidade e uso global, os terroristas do Daesh também não tiveram problemas para conseguir o FN FAL.
Ah então de repente passámos de quem lhes vende armas para armas capturadas.
Claro que os AT-5 , os AT-3, as AK-47, AKS, RPG’s – desde os tradicionais Soviéticos ás variantes Chinesa, Romena, Sérvia…
Todas em muito maior número não contam.
A tua obsessão como em qualquer Marxista é Ocidente.
É a típica poeira para os olhos tal qual a Guerra Fria os maus tratos de um polícia de Ocidental transformam-se n narrativa em equivalência à violência de todo o sistema Comunista.
Também apareceram Mp-44’s e o exército Sírio ou os rebeldes ainda operaram FH-18 e até apareceu um Sturmgeschütz III mas ainda não acusaste o tipo do bigode.
Luck não existiram umas guerras no entretanto. Tempestade do Deserto I e II? O Luck é ainda novo, mas ainda me lembro do Grande Iraque de Saddam (outrora aliado dos americanos ), muito diferente deste Iraque- espécie de país.
Como era de esperar temos a mentira de Nebauten
Aliado dos Americanos?
Com 50% do exército armado pelo Soviéticos
20-30% pelos Chineses e Franceses
Diversas fragatas,corvetas Italianas que nunca chegaram.
uns 5% pelos Brasileiros e 1% ou menos pelos americanos?
É esse o aliado americano?
Segundo documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, revela-se que grande parte do armamento utilizado pelo EIIL veio de grupos armados pelos EUA e cooptados por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Califado Islâmico, que hoje controla territórios na Síria e no Iraque. ic+State+of+Iraq%22&sort=2
https://search.wikileaks.org/?q=%22Islam
Sobre o Iraque, consultei a sua fonte predileta:
https://en.wikipedia.org/wiki/United_Sta tes_support_for_Iraq_during_the_Iran%E2%8 0%93Iraq_war
United States support for Iraq during the Iran–Iraq War, against post-revolutionary Iran, included several billion dollars’ worth of economic aid, the sale of dual-use technology, non-U.S. origin weaponry, military intelligence, and special operations training.[1][2] At no point, however, did the U.S. directly supply arms to Iraq.[3]
U.S. government support for Iraq was not a secret and was frequently discussed in open session of the US Senate and House of Representatives. On June 9, 1992, Ted Koppel reported on ABC’s Nightline that the “Reagan/Bush administrations permitted—and frequently encouraged—the flow of money, agricultural credits, dual-use technology, chemicals, and weapons to Iraq.”[4]
A ignorância é atrevida e, de uma forma geral, malcriada e nascida.
http://observador.pt/especiais/estado-is lamico-petroleo-refinar-do-medo/
http://www.dn.pt/dinheiro/interior/saudi-a ramco-a-petrolifera-que-valera-35-vezes-m ais-do-que-a-bolsa-de-lisboa-5175214.htm l
Oito das 10 principais empresas da indústria de defesa ocidental obtiveram, desde os ataques terroristas contra Paris, ganhos bolsistas entre os 1,67% e os 10,08 por cento. No Médio Oriente, o negócio pode movimentar 110 mil milhões de dólares na próxima década
http://visao.sapo.pt/actualidade/economi a/2015-11-24-Quem-ja-lucra-com-a-guerra-a o-Estado-Islamico-
Mesmo nada a ver com nada? O 25 de Abril hoje agora só para o ano, tudo a ver.
A cultura de uma sociedade moderada tem tudo que ver com os resultados de momentos de tensão e ameaça darão. Se os moderados não têm armas e não há cultura de armas os moderados acabam a prazo.
O 25 de Abril só não acabou numa ditadura Comunista por causa de Eanes, Neves e mais alguns com os inúmeros cidadãos e a Igreja que estavam dispostos a pegar em armas para combater o comunismo. Isso não vem do nada.
Hoje, ao contrário os moderado têm horror a armas mas no entanto mostram um inesperado respeito e consideração pela capacidade militar russa.
Nunca usam as expressões da narrativa como “industria de armamento”, “lucros”, “complexo militar industrial”, “interesses económicos” etc quando se referem à Rússia.
Foi um dos grandes sucessos do jornalismo marxista de inclinação soviética que temos.
O armamento soviético nunca aparece no discurso a não ser para mostrar respeito. Quando o submarino nuclear Kursk afundou não ouvimos nos jornais protestos, criticas etc..
“25 de Abril sempre”, não passa nada.
“Nem conseguiria, mesmo que quisesse.” Nem eu.
Sendo certo que a criminalização da vítima (a extraordinária desvalorização do seu sofrimento, pelo menos, tornada mero sujeito ou veículo expiatório de culpas alegadamente herdadas – donde e sem mais discussão próprias) e a “compreensão” quanto aos terroristas estão de tal forma sedimentadas, nas mentes bem pensantes – é ver considerável número de comentários por aqui de cada vez que o tema é suscitado – que o pior é bem possível, desenha-se bem verosímil no horizonte, para nós. E por nossa própria (in)acção.
Invoca no seu texto Hitler. Quão oportuna essa invocação. Pena que a aliança entre o regime nazi e o grande mufti de Jerusalém, por exemplo, coisa de passado tão recente, seja tão esquecida. Esquecida, decerto, não por acidente.
Costa
Tem razão: nunca é de mais recordar essa miserável aliança, cimentada pelo ódio anti-semita.
Um dia destes abordarei esse tema aqui.
Aproveite e fale do Duque de Hamilton, de Eduardo VIII, de Aleister Crowley e da ligação da sua Aurora Dourada, da qual faziam parte elementos destacáveis da sociedade londrina, e o regime nazi. Fale também da Reichskonkordat. Da Krups e da IG Farben. Também, já agora, na Operação Paperclip…ou no Dr. Bernard Julius Otto Kuehn, etc…
Ou para quem se indigna com Hitler, mas canta loas a Salazar:
A 2 de Maio de 1945, dois dias depois do suicídio de Adolf Hitler no seu bunker em Berlim, Portugal, apesar de ser um país neutral, esteve de luto pelo ditador nazi.
Salazar também “construiu” navios anti-submarinos/minas para a Royal Navy em plena segunda grande guerra…
Em que álbum coloca isso EN?
https://en.wikipedia.org/wiki/Portuguese-c lass_naval_trawler
Estaleiros CUF (Lisbon)
Arsenal do Alfeite (Lisbon)
Estaleiros Mónica (Aveiro
Em que álbum? Num dos Ena Pa’ 2000. A diferença reside em que quando Hitler morreu não havia a necessidade estratégica do Estado português declarar um qualquer luto em honra da criatura. E se o fez isso tem mais significado do que os navios que fala. Éramos pressionados pelos aliados a colaborar- veja as Lajes.
Costa, veja a simpatia do duque de Hamilton, ou de Eduardo VIII, e muitos outros políticos britânicos, pela causa nazi. Pegando nas suas palavras ” coisa de passado tão recente, seja tão esquecida. Esquecida, decerto, não por acidente.”
Esquecidos, esses casos? Não me goze… Falados e documentados abundantemente.
Mas onde quer você chegar? A isso dos erros, ou pior, de uns legitimarem a mais repugnante maldade de outros? “Outros” que com larguíssima cobertura mediática berram impunemente um virginal estatuto de ausência de qualquer mal e posse de todo o bem? Ao masoquista dogma de que o mundo ocidental tudo merece de horrores e nunca expiará a sua infinita culpa (até, talvez, isso chegar à sua porta; a um filho seu, a si, aos seus bens)?
Não partilho dessa sua visão daa coisas. Mas é bem possível que ainda, eu os os meus, venha a pagar por ela. O que você achará, pelo menos, muito natural.
Costa
Meu caro , essa história do mufti também está sobejamente documentada – ex : Jerusalém, de Montefiore – ao contrário das simpatias inglesas, americanas, croatas, ucranianas, romenas pelo nazismo.
O que abomino é a hipocrisia do Ocidente, herdeiro de Pilatos. Nós o somos o par do Oriente num tango de morte.
Nem só jovens “radicalizados” filhos de imigrantes e nascidos já na Europa têm ódio à civilização europeia. Pela sua abertura, pela sua tolerância, pelo seu abraço acolhedor à diversidade, pelo seu cosmopolitismo.
Muitos europeus ancestrais estão na primeira linha do ódio à Europa. Odeiam a democracia liberal europeia e suspiram por um ‘big bang’ que possa devolver-nos às cavernas.
Esses são os cúmplices morais dos terroristas – os que lhes dão alento e resguardo. Muitos deles acoitam-se sob pseudónimo nas redes sociais, onde dão largas aos instintos mais predadores e primitivos.
A avaliar pelo que escrevem, já regressaram emocionalmente às cavernas. Ou, no fundo, nunca de lá saíram.
Venero a cultura e os ideais europeus, nascidos no e do Renascimento italiano e Protestantismo – Thomas More, Erasmo, Spinoza, Vico, Bacon, Blake, Voltaire, etc. Abomino no que a Europa se tornou desde o século XVIII à actualidade . Uma Europa estruturada ideologicamente sobre o cadáver do Homem. Uma Europa que nada mais conhece do que colher dinheiro pelo cultivo da ignorância e da guerra. Uma civilização que fez do esgoto moral as suas pias baptismais. Uma civilização que se tem hipertrofiado no e pelo sangue dos outros. E estes, os outros, têm sabido bem copiar-nos.
Outrora veios de Ouro, hoje de escória. Ontem corajosos no desafio ao dogma, hoje hipócritas nas aritméticas mentais.
Caramba, amigo, deixe esse luto pelo Ancien Régime. Não será já tempo de aderir ao século XIX?
Caramba amigo, ao menos leu? Onde vê uma defesa do velho regime,eu que advogo o derrube das certezas feitas por medida.
Várias certezas, sem aspas, não são feitas por medida.
O valor absoluto da vida humana, por exemplo.
O Pedro é um lírico. ” O terrorismo jiadista combate-se como se combateu o terrorismo extremista na Itália e na Alemanha, na década de 70.” AH..ah ah.
Caro, o terrorismo jiadista é a expressão revelada no corão. Os adolescentes mortos não merecem que se esteja sempre a desculpar a ideologia islâmica.
Acha “lirismo” dar combate sem tréguas ao terrorismo jiadista como se deu ao IRA, à ETA, às Brigate Rosse ou ao Baader-Meinhof?
Olhe que não, olhe que não.
Caro Pedro, querer comparar os grupelhos intelectuais burgueses de extrema esquerda com uma ideologia que agrupa cerca de 7 bilhões de pessoas e dizer que se combate da mesma maneira, ou é ignorância ou é necessidade de ter de escrever alguma coisa.
Esmaga a minha ignorância com o peso da sua sabedoria, caro Campus.
Um bilhão deve ser no Brasiu. Por cá é um bilião. Um bilião na Europa quer dizer um milhão de milhões, 12 zerinhos. O bilhão que está a referir (e que corresponde à escala pequena que é usada nos EUA) corresponde a mil milhões, 9 zerinhos. O Planeta tem 7,6 mil milhões (7,600,000,000) de habitantes.
O leitor supra nunca leu o mais acutilante livro de filosofia do Capitão Haddock: ‘Mil Milhões de Mil Macacos’.
Tem razão, como diria o da ONU a matemática não é o meu forte.
Leia as obras de Haddock. Empregará bem o seu tempo.
Pedro Correia, continua a surpreender-me, agradeço a sua sugestão de leitura mas o livro ” Tombo das Terras Municipais” de R.J.Haddock Lobo não fará o meu género de leitura, lamento, leia o Pedro e se quiser faça o resumo numa outra crónica.
A vida humana para mim tem valor absoluto em qualquer lado. Em Paris como na Nigéria.
Ainda ontem estava aqui a dizer que Kennedy foi uma beleza de presidente, quando foi ele que transformou a guerra do Vietname numa guerra de massacre. Pelos vistos, a vida humana para si vale em Paris e na Nigéria, mas não no Vietname. Para si, a boa opinião dos americanos sobre Kennedy vale mais do que a vida dos vietnamitas.
Como vai a sua horta biológica, Lavoura? Tem empurrado muitos carrinhos de hipermercado nas maravilhosas ciclovias do doutor Medina?
Eu não tenho horta nenhuma, nem biológica nem ser o ser. Deixe-se de investir contra esse “moinho de vento”.
E a propósito das ciclovias do Medina: nunca mais vi nenhum post da interessante série “postais de Lisboa”. Desistiu da apear Medina do seu poleiro?
Nem pense nisso. Vou retomar esse tema – e vai ser muito em breve. Prepare-se pois terá que espadeirar muito em defesa da sua dama.
Para o Luís Lavoura o Vietcong representa um Vietnamita mas um habitante de Saigão não. Diz muito.
Para quem sustenta que Kennedy mandou despejar napalm no Vietname e bombardear o Laos, qualquer delírio é possível.
Prezado Pedro Correia,
Porque os bombistas não são vítimas, não concordo que eles sejam contabilizados quando se fazem a contagem dos mortos.
Pois, não são vítimas. Embora alguns falem deles como se fossem.
Todo o problema tem solução desde que as causas sejam substancializáveis. Concretas, palpáveis, materiais e objectivas. Se não determinadas o problema(s) não é eliminado, pois não é isolável. Apenas nos resta actuar conforme a evolução/manifestação do problema. Sem causa o problema(S) não pode ser erradicado – daí a necessidade da sua casuística.
São por demais evidentes as provas que qualquer interferência armada na região não soluciona nenhum problema associado ao terrorismo. As acções preventivas/retaliação apenas deslocam o problema, espacial e temporalmente – Do Afeganistão para a Síria, do Iraque para o Iémen, do presente, para a hora que se segue..
Quanto ao livre arbítrio podemos encarará-lo como o zigue-zaguiar do bêbedo numa estrada. Se isolado temporalmente o movimento do caminhante parece aleatório, mas com o devir este mostra uma padrão, segue o trajecto definido pela estrada que toma.
Fala nos nazis, mas Hitler não foi o “culpado”. Hitler não criou a partir do zero. Veja Galton, e o movimento eugenista, na Inglaterra do séc XIX. Veja a Sociedade Thule, veja os Dragões Negros, japoneses, veja as ideias respaldadas por psiquiatras ilustres sobre Higiene Mental, etc
Não acabámos com o nazismo. Nunca acabaremos com xenofobia, racismo, violência, pois as causas não foram determinadas. Pois as causas nunca são simples, nem lineares. Elas continuam no meio de nós, disfarçadas.
Penso que o terrorismo acabará por dentro, como qualquer/grande parte dos sistemas ideológicos, e não por uma qualquer acção tomada de fora – estas apenas deslocarão o problema. E em ultima analise o terrorismo nunca será erradicado, nem o próximo será melhor, uma vez que a maldade faz parte da nossa ontogénese. Há quem diga que a violência e o mal são responsáveis, indiretamente, nas respostas que elaboramos às suas ameaças, pelas grandes conquistas da humanidade. Tenhamos paciência, resiliência e esperança. E coragem!
Nunca conseguiremos erradicar o Mal, inerente à condição humana. Mas podemos e devemos punir os assassinos.
A primeira punição é tratá-los como tal. Não como heróis ou símbolos, com palavras de discreto enaltecimento e suave “compreensão” pelos crimes.
Pedro Correia parece pensar que tem a solução. A mim parece-me demasiado linear com o seu ar de duro. Falta provar que o que preconiza funciona. Tenho grandes dúvidas. Será que o mesmo método conduzirá ao fim de todas as guerras? Ou só desta? Se conduzir ao fim de todas, é uma grande descoberta com a qual me congratulo.
Eu limito-me a estudar História contemporânea. Investigo o que foi o terrorismo na Europa das últimas décadas e as soluções adoptadas para lhe pôr fim.
Em todos os casos – todos mesmo – nunca faltaram vozes a dizer que se tratava de problema impossível de solucionar.
Não era, como os factos comprovam.
Insisto: não há que inventar nada. Já tudo foi inventado.
Caro Pedro,
sobre este tema permita-me a sugestão de dois títulos (ficção):
ALVES, Clara Ferreira – Pai Nosso. Lisboa : Clube do Autor, 2015.
HOUELLEBECQ, Miche – Submissão. Lisboa : Alfaguara, 2015.
O primeiro, já lhe falei dele, remete, quiçá, para a compreensão das razões deste novo tipo de terrorismo, agora religioso e não politico.
O segundo remete para um hipotético futuro de uma Europa submissa ao islão.
Agradeço-lhe as sugestões, António. O segundo livro conheço bem: li-o logo em 2015 e mantém-se na minha lista dos dez melhores romances surgidos nesta década. Uma obra com vários atributos, dos quais destaco estes: lucidez, incorrecção política, desassombro intelectual.
Caro Pedro Correia, e as declarações de circunstancia com apelos tão vagos quanto o repúdio!? As habituais platitudes vazias, em todos os sentidos! Ele é facebook, twitter e outras plataformas tais. Ditam as mesmíssimas coisas, em texto e valor, do mais anónimo ao mais notório e influente personagem!
Há um efeito de saturação destes eventos, gerando cansaço e uma crescente indiferença (natural na banalização destas coisas). E essa é a verdadeira tragédia! Como questiona Rui Ramos, hoje – Há alguma coisa de novo para dizer sobre o terrorismo?
E para onde se dirigirá politicamente essa indiferença!?
Essas atitudes, amplificadas pelo jornalismo fofinho e delicodoce agora tão em voga, apostado em nunca fazer ondas a propósito de coisa nenhuma, são uma variante da filosofia de candidatas a concursos de beleza: queremos paz e amor em todo o mundo e enviamos beijinhos para toda a gente.
“Um crime é um crime. A barbárie é a barbárie ” E um terrorista é um terrorista.
O problema é que houve muitos terroristas que deixaram de o ser. Exemplo (há mais) os líderes dos movimentos que lutaram contra o colonialismo. Não me refiro só ao colonialismo português, veja-se o inglês (os terríveis Mau-Mau do Quénia …), o francês, etc. Tudo depende da definição de terrorista. Muitos ocidentais são definidos (agora ou no passado) como terroristas por outros povos. E muitos líderes de outros povos defendem também uma linha dura (género terrorista é terrorista) contra aqueles que eles definem (nós!) como terroristas. Por norma um terrorista que vence é promovido a grande estadista. Por estas e outras razões eu penso que a linha dura defendida por P. Correia não resulta. É preciso compreender (não no sentido de desculpar) e mais subtileza. A teoria de Bush do eixo do mal, meia -bola e porrada neles, parece que não foi grande coisa. Se cada parte considera a outra terrorista só a guerra decidirá. Foi assim com Hitler. E neste caso tivemos a sorte de os maus perderem. Mas nada garante que os maus percam sempre. Mais subtileza precisa-se.
A linha dura, sólida, não resulta?
Tentemos então a via alternativa, líquida: convidamos os terroristas a tomarem chá connosco em Seteais.
Às cinco em ponto.
Anónimo a 24.05.2017 às 17:54
Ainda não percebeste que basta um lado para considerar que o outro é um Infiel.
E ainda não explicaste porque é a mulheres árabes não se explodem contra a “opressão”, o “desespero” e “discriminação”…
“E neste caso tivemos a sorte de os maus perderem.”
Não foi sorte, foi trabalho e fazer a guerra.
“E ainda não explicaste porque é a mulheres árabes não se explodem contra a “opressão”, o “desespero” e “discriminação”…
https://en.wikipedia.org/wiki/Monoamine_ oxidase_A
Pela mesma razão de a população prisional ser maioritariamente masculina.
Para esta pequena península da Ásia, conhecida por Europa, a única garantia quanta a esta canalha assassina, mas garantia séria e sólida ( das que metem medo…) é a Igreja Ortodoxa Russa – cristã e misericordiosamente apoiada no seu braço secular, o Czar (seja ele qual for : na Santa Rússia há sempre um Czar em exercício…), cuja metodologia ( dele, Czar…) dialogante, compassiva e de reconhecido humanismo tem dado alguns frutos…
Atendendo à dimensão territorial e à(s) fauna(s) que a povoam , a relação “qualidade/preço” tem-lhes sido, até ao momento, bastante favorável…
O misericordioso czar russo resolve problemas à moda do tio-avô Estaline: mandando alvejar ou envenenar opositores, jornalistas e qualquer um que ouse fazer-lhe frente.
Se o seu modelo é esse, não difere muito do outro.
O problema meu caro é que o islão comanda ao assassínio aos infiéis. Eu seu que dá trabalho estudar o Corão, ou perder tempo a ver vídeos de imãs nas mesquitas ou outros radicais islâmicos que justificam as suas acções de violência com os mandamentos do profeta. Mas é necessário. Veja as criticas do musico Morrissey de mANCHESTER aos políticos britânicos, hoje. É preciso começar a exigir mais dos políticos e envergonhá-los. Mas não é repetindo a ladainha que o islão nada tem a ver com o terrorismo que eles fazem alguma coisa. Bem haja.
Dizer que a responsabilidade é dessa entidade abstracta a que se convencionou chamar Islão equivale a ilibar quem mata, quem fere, quem estropia, quem viola.
Nada como uma difusa “culpa” colectiva para atenuar os crimes concretos de quem prime o gatilho ou lança a bomba.
Conheço gente muito boa, gente simples, trabalhadora, que gosta de descomplicar a vida ao mais básico, que sabe pouco “das coisa”, só do que falam no café e ao Domingo depois da missa.
Acredito que apenas com algumas peças de fantoches ao melhor estilo Punch and Judy lhes conseguia incutir as ideias espafurdias de demonização e fantochada que li para trás em alguns comentários.
A tristeza disto tudo, é que as barbaridades vêm pessoas supostamente esclarecidas, com conhecimentos e formação acima da média e muitíssimo inteligentes. Creio que também muito condicionadas politicamente.
Alguém que afirme que um assassino de crianças é um soldado com uma causa, é alguém completamente destrutivo.
Não hão-de os mentalmente insanos encontrar apoios para as alarvidades que comentem quando suportados, nem que mentalmente, por gente assim…
Obrigada Pedro pelo que escreveu. Escreveu bem. Escreveu certo.
Os não coniventes apoiam e agradecem.
Eu é que lhe agradeço, Dulce. Com uma vénia reconhecida.
A vida humana para mim tem valor absoluto em qualquer lado. Em Paris como na Síria. Em Bruxelas como no Paquistão. Sou incapaz de alimentar duas teses sobre o assunto em função das coordenadas geográficas.
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Terrorismo dos Mohameds na Europa !!!??? A Europa Civilizada enviou uma manáda de Jihadistas para combater o Rei Bashar Al-Assad na Siria…
A vida humana terá para si o mesmo valor que o seu nome. Como está à vista.
vida humana…já reparei que a expansão islamica no Ocidente é em nome do humanismo…
De “expansão pelo Ocidente” percebia um tal Adolfo, em estreito conúbio com o múfti de Jerusalém: ial-record-what-the-mufti-said-to-hitler/
http://www.timesofisrael.com/full-offic
Não há desculpa, de facto, para o terrorismo. E não há nada a compreender nos que o fomentam e aliciam para a morte escondendo-se na sombra. De acordo. Mas uma das formas de combater este tipo de terrorismo passa, tem de passar, por perceber como é que jovens a viver em condições melhores do que viviam os nossos avós nas aldeias das serras portuguesas, se deixam aliciar para matar inocentes acreditando que pode ser uma boa causa por que valha a pena morrer.
Essa interrogação genérica terá sempre de ser feita, até para encontrarmos os melhores antídotos contra o veneno do terror.
Nunca, no entanto, para justificar os crimes.
Não tenho por habito comentar em blogs, no entanto, depois de ler este texto tenho de o fazer. E tenho de o fazer porque este texto reflete exactamente aquilo que penso, e de uma maneira tão clara, inteligente, articulada e estruturada que diz tudo o que eu sempre quis escrever, mas, não possuindo o talento necessário para isso, nunca escrevi.
Excelente texto.
Os meus sinceros parabéns
Eu é que lhe agradeço estas palavras, que são também um incentivo.
Creia que voltarei ao tema. Infelizmente, vai perseguir-nos durante anos.
As pessoas têm tendência a procurar justificações romanceadas para as desgraças, mesmo quando não existem, quem comete um atentado tem intenção de matar, de ferir, tem consciência do que está a fazer, a justificação é simples é tratar-se de um ignorante fanático que busca a fama e a glória.
Especialmente quando os atentados são feitos por pessoas que nasceram na Europa, nem a lavagem cerebral é justificação possível, é uma barbárie e ponto.
Isso mesmo, Psicogata. Os tudólogos adoram complicar o que é simples, para parecerem muito importantes.
Mas um drama é um drama.
Um crime é um crime.
Uma barbárie é uma barbárie.
Dar outros nomes a um morticínio, suavizando as palavras, é o primeiro passo para incentivar outros morticínios.
Não podemos perder batalhas contra o terrorismo. E desde logo não podemos perder a guerra das palavras, que também podem ser instrumentos letais.
O post é bonito, formal, politicamente correto, como se espera na comunicaçao social.
Logo o ponto 1, sendo tao tecnico como verossimil, refere uma realidade completamente diferente da atual.
Cheio de boas intençoes e comportadinhos , sim Pedro ! , esta o mundo cheio. Mas apesar da prosa , digo mais, apesar da repulsa geral contra o terror, o Pedro silencia o que está silenciado : porque os mortos nao falam e os vivos sao mortos, perseguidos.
e vejamos, e até é isto mesmo que se passa : a relevancia e alvoroço que teve a rebeliao dos negros contra os brancos em angola, nao foi a mesma que teve a retaliaçao exercida pelo branco !!!
O ponto 1 é lindo, mas sou ainda mais direto e implacável. Desde que cesse todo o terrorismo que continuamos diariamente a cometer noutros paises.
Se calhar o Pedro ate sabe o que é isso da radicalizaçao, mas o povo nao sabe. O Pedro nao sente vontade de esclarecer o povo ?
E nao foram terroristas lutar contra e a favor de Franco, etc etc etc ?
cpt
Não entendi o que quis dizer.
Ficamos portanto quites: você também não me entendeu.
Se entendesse, jamais diria que é politicamente “correto”.
Prosa de “corretor”? Nem pensar. Não me apanham nessa.
E por falar em atos isolados que nada têm a ver com o islão, hoje um autocarro com cristãos coptas foi atacado no Egipto e causou pelo menos 23 mortos fora os feridos. Se na Europa é difícil ser cristão o que diremos nos países muçulmanos ?
No norte de África e no Médio Oriente está a haver por estes dias uma autêntica “caça ao cristão”. Perante o silêncio envergonhado e chocante de grande parte da comunidade internacional.