O meu avô Zé, o pai do meu pai, deixou-nos quando eu tinha cinco ou seis anos. Tinha passado apenas um mês desde o falecimento do avô Albino, o pai da minha mãe. Tudo aconteceu numa curta vertigem que juntou as duas perdas num luto só.
Cada um à sua maneira acabaram por se tornar para mim as referências difusas e distantes de um tempo antigo e de um mundo de que apenas tive conhecimento pessoal por aquilo que me recordo deles.
Lembro-me do meu avô Zé ser muito reservado. Ninguém duvidava do extremo amor e dedicação à minha avó e a cada um dos seus filhos, mas também ninguém se lembrava de que alguma vez tivesse dito uma palavra que o demonstrasse.
No dia em que morreu fiquei surpreendido pelo choro desesperado da minha avó deitada em posição quase fetal na sua cama. Nunca lhes tinha observado afecto que justificasse aquele pranto. Apenas conhecia as rotinas automáticas de uma relação reservada e descobri nesse dia, e nessa hora, que afinal, além do recato respeitoso perante nós, que éramos o primeiro ciclo à sua volta, as décadas de luta partilhada assentavam afinal num amor que me fora ocultado.
Após voltas e mais reviravoltas, entremeadas com diversas paragens com várias décadas de duração, chegou-me há dias às mãos uma agenda do meu avô Zé. Nela estão registadas datas de sementeiras, jornas a pagar por trabalhos feitos, assim como receitas e despesas diversas. O que seriam à época apenas registos banais, embora metódicos, acabaram por me levar numa viagem de memórias que não tinha.
A sobrevivência da família e o governo da casa eram uma ciência baseada na frugalidade. Havendo a quem, até as borras de vinho podiam ser vendidas.
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Na história universal o dia 3 de Agosto de 1943 ficou marcado pelo início da Operação Rumyantsev em que o Exército Vermelho tentou recuperar a cidade de Karkiv na Ucrânia. Nesse dia o meu avô começou a época de praia. Às 5 da manhã meteu os filhos todos, ainda a dormir, debaixo de uma manta no carro puxado por uma junta de bois, e seguiu a pé com os bichos pela arreata. Pelos meus tios soube que numa dessas viagens seguiu com eles uma galinha adormecida empoleirada no eixo fixo do carro de bois, que depois de adormecer no curral só acordou uns solavancos mais tarde, já na descida para o Valado.
Nesse ano de 1943 terão alugado uma casa na Rua Magalhães Lima número 16 e o contacto parece ter sido a Dª Mecia Bem. Provavelmente alguma peixeira que terão conhecido pela venda de porta a porta. A ida à praia era como que uma obrigação motivada por fins terapêuticos. Ele e a minha avó eram primos direitos e, por recomendação médica, uns dias junto ao mar eram uma forma de minimizar as consequências da bronquite que, a diferentes níveis, afligia todos os filhos. Chegaram ao alto da Pedreneira, na última descida até ao mar, pelo meio dia.
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O primeiro de Dezembro de 1943 ficou marcado pela Declaração do Cairo na qual Roosevelt, Churchill e Chiang Kai-Chek exigiram a rendição incondicional do Japão. Nesse dia o meu avô semeou favas no terreno que conhecemos por Valdeus.
No dia 6 de Dezembro os primeiros judeus italianos foram enviados de Milão e Verona por comboio rumo a Auschwitz. Nesse mesmo dia o meu avô semeou aveia nos Olivais. Fez ontem 77 anos.
Cada uma das datas ali anotadas corresponde a um acontecimento digno de registo na vida rural do meu avô, e é interessante compará-las com o que estava a acontecer ao mesmo tempo pelo mundo fora. A guerra mantida à distância pela nossa geografia e pela habilidade diplomática de Salazar era algo muito remoto e a aparente banalidade destes apontamentos é um testemunho do universo paralelo e remoto do mundo rural português dessa época.

Notável texto este, aliás como sempre são suas memórias, Paulo. Também tive um avô Zé esquivo de afectos com todos, menos comigo, tavez porque só produziu filhos varões. 😊
Obrigado Dulce.
Parece que demonstrar os sentimentos para com os familiares directos era como que abrir um flanco expondo uma fraqueza. As dificuldades da vida não se compatibilizavam com muitos mimos e exprimir emoções seria um capricho prazeroso, quase pecaminoso e por isso a evitar. Mais austero do que isto só os calvinistas.
Como se sentiriam os nossos avós Zés se pudessem ver como tratamos os nossos descendentes?
Ele e a minha avó eram primos direitos
Na minha família paterna também há pelo menos um caso de primos direitos casados.
É curioso que cá em Portugal ainda exista esse costume das sociedades árabes.
Julgo que este tipo de casamentos resultava da limitação geográfica que se impunha às pequenas comunidades. A escolha não seria muita e assim não se baixava o nível. Quem tinha propriedades não se casava de ânimo leve com quem vivesse à jorna.
O meu avô também tinha uma agenda. Lembro-me de o ver a escrever nela, quando era criança. Mas depois de ele morrer nunca a vi. E o meu avô não escrevia bem (tinha pouca escolaridade), e creio que só anotava na agenda estritamente o que era necessário – não idas à praia nem sementeiras. Não era um diário.
Quando o meu pai morreu descobri uma data de cartas escritas por ele ao meu pai (o meu pai guardava todas as cartas que recebia). Mas deitei tudo fora, porque não suportaria a dor de ler aquilo e rememorar todos os tempos idos.
Caro Paulo Sousa,
gostei muito de ler este seu texto, por vários motivos e, especialmente, pelas circunstâncias actuais que me obrigam ao contacto absorvente com a gestão de preciosidades como a que generosamente partilhou com os leitores do Delito de Opinião. Faço o exacto mesmo exercício correlativo, não só com a história dos meus antepassados como com a da minha existência. Estava eu a nascer, estava beltrano a assinar o primeiro contracto de trabalho (por exemplo). Estavam os meus X avós a casar, estava Freud a nascer (e por aí fora).
Uma das experiências mais ricas e gratificantes que tive (e ainda tenho) neste âmbito, obtive-a via http://www.tombo.pt. Nem queria acreditar na quantidade de informação que os assentos de nascimento e óbito podem proporcionar. Reconstruí, de certa forma, uma parte da história desconhecida dos meus antepassados por essa vida e, em alguns casos, fiquei absolutamente siderada com o que encontrei. Refiro-me, precisamente, às datas, ao facto de cento e muitos anos depois, recomprarem-se parcelas de terra que foram outrora pertença daquela mesma linhagem, datas de aniversário, óbito, casamento que correspondem a datas de, nascimento/óbito/casamento das actuais gerações, enfim, uma viagem absolutamente extraordinária que me parece profundamente enriquecedora.
Se tiver interesse e oportunidade (caso desconheça, claro) sugiro a participação neste estudo: http://odisseiagenetica.i3s.up.pt/conte xto/
Chancela i3S/IPATIMUP, com o que se pode depreender em matéria de rigor na gestão das amostras (e possibilidade de as amostras puderem ser aproveitadas para estudos paralelos que muito contribuirão, estou certa, para melhor lidar com problemas actuais). Em termos nominais, andará no dobro ou triplo daquilo que as empresas mais conhecidas nesta área praticam… mas é ‘IPATIMUP’…
É possível que os resultados possam surpreender… foi o caso na minha família com o que já se descobriu (e estamos ansiosos pela abertura do próximo curso para, com este, descortinar o que nos falta).
Cruzar o que se reconstrói via certidões de óbito/nascimento/casamento com o que se obtém via análise de ADN, é ainda (pode ser) mais arrepiante.
Genuinamente muito grata pela partilha. 🙂
Cruzar o que se reconstrói via certidões de óbito/nascimento/casamento com o que se obtém via análise de ADN, é ainda (pode ser) mais arrepiante.
Eu acho que sim, descobrir toda a quantidade de pessoas que por aí há que não são filhas biológicas do seu pai…
Caro Anónimo das 10:41,
Os dois nem sempre coincidem… Existem estimativas que a taxa média de NPE (non-paternity events) pode rondar os 2%. Isto é, em cada 100 indivíduos, o pai biológico de 2 deles não corresponde ao pai “afectivo”. Em termos genealógicos, isso quer dizer que numa árvore de costados completa até à 7ª geração, contendo 127 indivíduos, existem em média 2 erros na atribuição da paternidade.
Daqui: https://tombo.pt/conteudo/genealogia-ge netica
No meu caso, para além do nariz assinatura da avó paterna (que é também o do pai) um conjunto de evidências adicionais não só o comprovam, como nunca fizeram duvidar.
Se algum dia se vier a cruzar com a existência de mortes prematuras/súbitas na história passada de alguém que lhe seja próximo, e a existência de mortes prematuras/súbitas, ou mortes com assinatura como lhe chamo, na história que conhece, a por si vivida, lembre-se desta interacção. Poderá dar-se o caso de ver que há datas que se repetem, há pessoas que morrem no seu dia de aniversário, no dia do aniversário da filha/mãe/pai, morrem de forma muito semelhante e, pasme-se, no mesmo dia, do mesmo mês, com diferença de dezenas de anos.
Pessoalmente, fiquei francamente feliz por me saber nascida exactamente duzentos anos depois de um antepassado que, curiosamente, se chamava Salvador. Salvou-me literalmente, o dia. 🙂 Já contava com dois familiares (meus conhecidos) falecidos no meu dia de aniversário, fico muito feliz por saber que nasci no mesmo dia do “tio” Salvador.
Sinceros votos de boas pesquisas. E de ainda mais felizes resultados das mesmas.
Gostei de ler porque é um sinal de que a ideia generalizada de que a genealogia é uma actividade de candidatos a fidalgotes parvos está a abrir brechas.
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Dedico-me à genealogia há uns 60 anos – intermitentemente e nunca exclusivamente – e conheço o nome e datas de alguns milhares de antepassados; de alguns relativamente poucos, tenho resumos biográficos interessantes. A maior parte dos meus conhecimentos históricos nasceu exactamente de curiosidades despertadas por vivências familiares.
Tive muita, mas mesmo muita sorte. A minha varonia, que conheço até ao final de XVI início de XVII começa com um escrivão que também assinou o Auto de Aclamação de D. João IV, legivelmente e com uma caligrafia de longe melhor do que a minha. Depois, o filho mais novo desse casou com uma cristã-nova rica e o filho do casal foi processado pela Inquisição. Desse ramo cristão-novo, os processos levaram-me ainda mais longe, com dados biográficos, descrição dos bens que possuíam e relações familiares alargadas. Mas ficou a riqueza e nas gerações seguintes, todos se licenciaram em leis em Coimbra e como só o mais velho herdava os bens vinculados, os outros seguiram carreiras ou seja mais história.
Depois o meu 4º avô casou muito tardiamente com uma filha e viúva de militares e numa família até aí de bacharéis, houve três gerações em que quase todos foram militares e as filhas casavam em famílias de militares. Índia, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, Macau, S. Tomé, Timor em todo o lado tive familiares. Finalmente o meu avô, nascido na Guiné ou já no barco de regresso a Cabo Verde – nunca consegui saber com certeza – casou no Brasil e a minha avó era 1/4 polaca e 3/4 alemã mas na origem, exilados políticos e não emigrantes económicos e novamente pude obter um manancial de informação que, no ramo alemão, ultrapassa de muito longe o que tenho dos portugueses.
Acho que é uma actividade que pode ser extremamente enriquecedora e, graças à Internet e à política quase geral de pôr os arquivos on-line que pode ser prosseguida sem custos significativos a não ser de tempo.
A minha mulher odeia, mas eu talvez seja um pouco viciado
Caro Francisco Almeida,
gostaria de agradecer (muito!) o seu comentário, dizer-lhe que terei imenso gosto em responder-lhe mas que, com grande pena minha, não poderei fazê-lo nas próximas (muitas?) horas. O seu comentário acaba por focar outros pontos muito interessantes que, felizmente, excedem aquela que já seria a minha resposta à provocação que precede esta sua partilha.
Aos 17 (tenho 38) comecei a fazer perguntas ao avô paterno, neto paterno ele de um Francisco e de uma Francisca e neto materno, imagine-se, de um Francisco e de uma Francisca. 🙂 Assim mesmo, sem apelidos. Não sonhava eu que havia apelidos perdidos ao longo da história mais recente (Olá Isabel Paulos! 💐, descoberta aqui, no Delito de Opinião) e na história mais longínqua. Quando nos imaginava mais árabes do que uma tâmara (sou algarvia e até 1800 e picos todos os que “conheci”), vi a tâmara mirrar até à quase inexpressividade. Uma das particularidades arrepiantes, passa por entre o que é apelidos que não foram transmitidos, ao que é a informação que se recolhe via certidões, ao que traz o extraordinário teste a que me refiro, conclui-se que aquela senhora, Condessa, uma verdadeira Senhora devo acrescentar, que durante todo um jantar me perguntou, afirmativa, se a minha ascendência não seria francesa, afinal, até estava certa. Tinha eu, na altura, 20 acabados de fazer, ainda o meusparentes.com.pt (primeiro site que usei para organizar – por carolice – não tinha sido adquirido pelo MyHeritage e a minha resposta, não, não Senhora Condessa, francesa, só a minha madrinha, Verónique, de seu nome, mas por casamento com o muito português senhor meu padrinho. A Senhora Condessa deixou-nos aos noventa e muitos, há um par de anos, já não vou a tempo de dizer-lhe, glup, que (afinal, glup) até tinha (alguma, quase muita, mas eu ainda estou em negação!) razão, mas é garantido que o próximo Pêra Manca que comprar não será para oferecer, mas para consumir cá em casa, que ainda hei-de sentar-me na cafetaria da FEA, vinda da Sé de Évora, depois de dar uma palavrinha (e deixar uma vela) à Nossa Senhora do Ó. 🙂 Isto tudo à laia de txin-tixin, Senhora Condessa. 🙂
A parte militar, também a tinha, sem sequer sonhar, com a particularidade de estar ligada à minha praia de sempre, a da Amoreira (por contraponto à mana, que sempre teimou ‘Arrifana’, ganhava a mana, que conduzia). Por falar em caligrafia ao longo dos anos do meu (5° avô) que me dá o ‘AL’ do CAL, evidencia o que terá sido o declinar das suas funções neurológicas… se as encarregues pela motricidade fina se visuais, não consigo dizer. Mas o avô apadrinhou gente até muito perto da sua morte. Deixou testamento (bem como a Senhora sua mulher) e foi assim que foi possível perceber que o meu pai, sem fazer a mais pequena ideia, andou a comprar parcelas de terreno sem nada que o justifique remotamente (a não ser os amontoados de pedras que a filha mais nova – eu! – tanto aprecia; a miúda sempre gostou de vulcões, fazer o quê…? e sempre viu lá por casa pedras do deserto da Líbia).
Bom, acabei por me alongar muito para além do pretendido, mas há inexpressividades geográficas contidas no ADN familiar que nos fazem rir… imagine que ainda eu não era nascida, quando o pai emigrou para locais que não eram os comuns à época, quando nem a proximidade geográfica, nem as condições de trabalho ou remuneratórias, o justificavam. Mas a verdade é que por qualquer razão, papá decidiu para lá ir.
Oded Rechavi, seria (parte d) o trabalho de quem lhe falaria, se tivesse tempo e condições para isso. Por ora, e mais uma vez, o meu agradecimento pela partilha.
Obrigado pelo seu comentário CAL,
Soube desse projecto numa entrevista ao Prof. Sobrinho-Simões que ouvi num podcast há uns tempos. Parece bem interessante.
Por sugestão da nossa colega do blog Cristina Torrão, já andei a procurar registos que me pudessem ser familiares na página da torre do Tombo, mas o que encontrei tem falhas de vários anos, exactamente nos que eu tinha por onde começar. Nesta agenda encontrei também datas de nascimento de todos os meus sete tios-avós (com o meu avô eram oito filhos) e também dos meus bisavós. Tenho um problema chamado tempo disponível que não ajuda nada…
Vou investigar o link que sugere. Gostava de participar.
Muito obrigado
Eu é que agradeço a atenção. 🙂
No caso da minha família, deparámo-nos com um obstáculo chamado livros que não foram devolvidos à região e que só poderão ser consultados na Torre do Tombo (microfilmes). Tivemos essa viagem programada para o início deste ano. Em Janeiro adiamo-la para finais de Fevereiro e… a realidade impôs-se. Não sonhamos quando a faremos (para cúmulo a prima que me acompanharia trabalha numa ERPI, daí que tenha cuidados extremos). Há caligrafias impossíveis de decifrar (padres que se perpetuam no registo de nascimentos/casamentos/óbitos até, literalmente, o dia anterior à sua morte, ainda que já tivessem substituto e quando já não estariam em condições de redigir), há borrões de tinta que impossibilitam a leitura, algumas folhas em mau estado, há padres que se referem a ‘Expostos’ por ‘creatura’, outros por ‘um anjo!’, assim mesmo, com ponto de interrogação, há pormenores deliciosos, há uma descarga de adrenalina que se manifesta quando se encontra um registo especialmente difícil de localizar (encontrei um, ao cabo da segunda verificação de 190 páginas; estava mesmo na 190°…). Há quem descubra que já havia história de gravidez gemelar na família, há quem a 9 de Outubro de 2020, olhe para o resultado de uma ressonância magnética cranioencefálica e se lembre de uma descrição numa certidão, numa segunda certidão e… oh diabo… 🙂 Como diz o caro Francisco Almeida, é viciante (para mim foi). É relativamente fácil retirar horas ao sono, reorganizar a sua vida para conseguir chegar a horas de recolher uma certidão de óbito numa conservatória de registo civil que permitirá desbloquear a pesquisa num ramo, chega 3 minutos atrasada e… inspira, expira, inspira. 🙂
Se der por si a ter oportunidade de estar em contacto directo com livros de meados de 1700, a ler registos de actividades do seu 7° Avô, alferes, brrr… talvez se entusiasme.
Junte-lhe o grupo de WhatsApp para onde partilha trechos, fragmentos de imagens, com primos… e prepare-se para a risota e algumas, eventuais, dores de alma.
A responsável pelo estudo, não sabe quando voltará a haver edição online, mas tem duas amostras de familiares meus e sabe da existência de um terceiro interessado. Quantas vagas mais terão de ser preenchidas para que haja nova edição, com franqueza, desconheço.
Renovo agradecimentos pela atenção mas, sobretudo, pelo texto em si (incluo tudo o que escolhi não partilhar sobre o conteúdo em si).
Bem haja.
Magnífico texto!
José Manuel Gonçalves
Obrigado José
Muito bom texto, Paulo. Com entrada directa na futura antologia do DELITO. 456479.html
Fez-me lembrar de algum modo este que aqui escrevi, já há bastante tempo:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5
Obrigado Pedro
Um abraço
Muito bom.