Ponham-se a pau, Eça e Camões


Pedro Correia,

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Era o que faltava à Porto Editora para se actualizar: após mais de sete décadas ao serviço da excelência do serviço público, passou a receber lições de pedagogia do poder político.

Pedagogia censória, passe o oxímoro, em nome de valores respeitáveis, como a igualdade e a liberdade. E com solene chancela oficial, que manda – utilizando o eufemismo “recomenda” – retirar duas publicações dos postos de venda. O fantasma do doutor Salazar deve emitir uns sopros irónicos lá entre os vetustos reposteiros de São Bento.

Com a diligente brigada dos bons costumes apostada em pôr multidões ordeiras e ululantes a entoar a novilíngua deste admirável mundo novo, condenando sem cuidar sequer do rigor dos factos, o vocabulário comum em democracia torna-se policiado como se vivêssemos em ditadura. E não tenhamos ilusões: esses patrulheiros não tardarão a exercer censura com carácter retrospectivo, pois só quem controla o passado é capaz de controlar o futuro. Atenção, misógino Pessoa. Toma cuidado, falocrático Eça – reles perpetuador de “estereótipos de género”. Põe-te a pau, racista e islamófobo Camões.

Haja cuidadinho com as cores também. Os daltónicos, coitados, é que se tramam.

74 comentários em “Ponham-se a pau, Eça e Camões”

    1. Na dúvida, o melhor é usar-se sempre cor-de-rosa. Acho aliás que devia ser essa a nova cor das viaturas oficiais dos senhores ministros. Preto é cor misógina. Direi mesmo: falocrática.

      1. Dos senhores ministros e das senhoras ministras, não seja machista ou vou fazer queixa á polícia do pensamento.

  1. Permita-me a crítica – “lições de pedagogia do poder politico” é demasiado eufemístico para a diligente diligência de ministro (“hélas” qualificado de adjunto ) que oferece ouvidos a uma parlapatice desenxabida de filha de um companheiro de partido e põe as “coisas á andar” com “panhache”.
    Estes fretes entre gentes do “Beau Monde”, “adjuntados” por adjuntos do governo da nação que se comportam como amanuenses de intermitentes laicos “cleros” exorbitados pelo gerigonço “tempo novo” a parir “abades” e “abadessas” cheios de epifanias cuja frequência rivaliza com idas a “toilette” e com só trabalham em papel “couché” para a coisa, porque “glossy”, aparecer séria e de “Alta-Definicão”, é antes circo e muito vagar de gente que não tem grande coisa para fazer. Não são “pensadores”, são comparsas d’ Entretenimento de horários da manhã ou tarde, entre noticiários.

    P.S: Ricardo Araújo Pereira, com quem eu raramente estou de acordo, e insuspeito de ser fidalgo da “reacção”, mostrou o quanto é “much ado about nothing” este frete ministerial adjunto á filha do “camarada” – comprou os dois livros (o empregado ter-lhe-á replicado “os livros proibidos?!”) e comparou-os para concluír o quanto pífio é correlacionar esta palhaçada com qualquer discussão sensata (e importante!) sobre “igualdades de género”.
    P.P.S. : Ontem na TV, o adjunto ministério manda para uma TV a senhora (ver link apeso), presidente (ou será “presidenta”?) explicar às maltas – afinal o problema é que os livros estão “(..) a reforçar (…) ideias que nós gostaríamos que fossem desconstruídas”. Ainda me vou deliciar com a senhora a “recomendar” rever e anotar Hemingway por quaisquer Maria ou Manel Capaz….
    http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-08-24-Nao-e-de-menor-importancia-o-tipo-de-imagens-que-transmitimos-as-nossas-criancas-1

    1. Totalmente de acordo com a sua observação quanto ao RAP. Neste caso foi ele, humorista, a funcionar como jornalista. Pegou nas publicações, leu-as com atenção e formulou juízos próprios, assentes em factos – não em suspeitas ou boatos.
      Isto revela até que ponto o jornalismo português está degradado.

    1. Isto acontece, Teresa, porque os jornalistas deixaram de cumprir o essencial da sua missão: ir às fontes, verificar os factos.
      Agora o que está a dar é a notícia com base no “parece que” e no “ouvir dizer”. Correr atrás da primeira bacorada posta a circular numa rede social.

  2. Caro Pedro Correia. Muito boa tarde. Não foi devido a mais esta cena que ando preocupado com muitas coisas que persistem no meu País. Permita breves exemplos. Em muitas farmácias, as caixas de medicamentos chegam ás mãos do farmaceutico como que expelidas, chegam de um tubo, o que me remete para qualquer coisa…….digamos, nojenta, ainda que existindo na natureza humana……Outro caso, marcadores, para lá de virem em muitas cores quando deviam ter uma cor neutra e a letras pequeninas indicando, azul, preto, vermelho etc, alguns têm um inacreditável simbolismo masculino – Stabilo Boss! Inacreditável. Isto para já não falar na vergonhosa organização de corredores e prateleiras de supermercados (e onde estão as supermercadas com prateleiros?), ou na pouca vergonha das lojas de roupas com separação de indumentárias para os géneros e idades. Uma vergonha escandalosa. Mas não há que perder a esperança. Creio estar quase a convencer o presidente da junta de freguesia aqui na aldeia a, retirar os urinóis e substitui-los por sanitas, retirar a vulgar e ordinária sinalética e substituir por indicação genérica – casas de banho comuns!
    Além disso, e isso deixa-me muito contente, parece que ele vai publicar um edital com coimas para os donos de canídeos que se atrevam a levantar a perna para urinar, todos têm que se agachar. Aliás, para condizer com a generalidade que se vai agachando por tudo e por nada. Eu não me agacho, apenas porque me dói a coluna vertebral, mal que não atinge os que têm cartilagem em vez de vértebras. Cumprimentos.
    António Cabral

  3. Por alguma razão, a lista de avençados do BES nunca foi divulgada. Seria chato ficar a saber quantos pseudo-jornalitas não passam de paus mandados de interesses instalados.

  4. não sei se têm filhos, um rapaz e uma rapariga, se os tem gostaria de saber se dava o livro da Porto Editora de que se fala das meninas ao seu filho, ou vice-versa, tenham mas é juízo pois não quero ver esta editora ou outra a pedir dinheiro por má gestão, o governo fez bem e ponto final, à que virar a pagina do livro

      1. “Está tudo bem assim e não podia ser de outra forma”. Cito de memória, mas julgo não errar na fórmula. E como está actual…

        Costa

          1. Precisamente, precisamente. A ver, pelos apoiantes da geringonça. Caso se queiram dar ao trabalho de pensar.

            Costa

      2. o salazar tambem dizia ao teu comentário “és um Asno” deixa lá o salazar em paz que já morreu faz muitos anos.

  5. Tanto alvoroço por tão pouco, estes casos súbitos de histerismo coletivo são o melhor exemplo da hipocrisia e da falsa moralidade da sociedade em que vivemos, exaltam-se por causa de livros de exercícios e encolhem os ombros a propostas de emprego discriminatórias e ultrajantes. Um verdadeiro espelho dos nossos dias, onde só se reclama daquilo que é moda reclamar.

          1. Claro que não é preciso ir longe, o meu blog bem menos conhecido que o Delito de Opinião, sempre que tem a honra de ser divulgado pelo portal Sapo é invadido por exemplos desses.
            Muitas vezes leio os posts destacados para depois ler os comentários, são um excelente objeto de estudo social.

    1. Escreveste bem, Edmundo.
      Sublinho este trecho: « O que me incomoda nesta onda do politicamente correcto é que se seja tão fundamentalista que um dia destes temos uma sociedade composta apenas por hermafroditas.»
      Todas as ideologias têm os seus fundamentalismos. A ideologia de género não foge à regra. O que não se compreende de todo – nem pode aceitar-se – é que um ministro “recomende” a retirada de livros do mercado, a reboque precisamente de meia dúzia de fundamentalistas vociferantes nas redes sociais.
      Num mercado onde o repulsivo ‘Mein Kampf’, do Hitler, está em exposição em qualquer livraria, alguém se lembrou de abrir fogo contra duas inócuas publicações da prestigiada Porto Editora.
      Fica aberto um péssimo precedente em democracia.

      1. Eu diria que há aqui cristalina coerência. A Porto Editora, desde o primeiro momento, uma espécie de impiedosa tropa de assalto da blitzkrieg do acordês, demonstra a sua completa obediência acrítica à hierarquia do regime que recusa tocar nessa obscenidade.

        Costa

  6. Mal vão o jornalismo e a democracia quando dependemos de um humorista para nos dar factos em vez de enganos propositadamente (não tenho dúvidas) urdidos.

  7. Qualquer dia escolhem-nos os livros para ler. Os livros para comprar. Até tenho medo se saber quais serão, quando as palavras são tidas de forma tão literal, quando a mensagem principal é atropelada, quando livros como o «Mataram a cotovia» são considerados desaconselhados por conter uma palavra que, no contexto, denuncia o racismo. Quando um livro de Valter Hugo Mãe é alvo de polémica por uma página ou duas.
    Assusta-me que se recomende a subtração de livros, mas arrepia-me a quantidade de pessoas que, sob a alçada da liberdade de expressão, abertamente concorda.

    E lá está, nem vamos falar de cores, qualquer diz dizem-me que, por ser mulher, não posso preferir o rosa ao azul.

    1. Sublinho estas suas palavras, Cátia:
      «Assusta-me que se recomende a subtracção de livros, mas arrepia-me a quantidade de pessoas que, sob a alçada da liberdade de expressão, abertamente concorda.»
      De recuo em recuo, vamos tolerando e até aplaudindo contínuas supressões da liberdade individual em nome de uma suposta cartilha colectiva.

      1. Falta pouco para pensar ser pecado. Falta pouco para que se aplauda a esta conclusão. São demasiadas as pessoas que falam sem refletir.
        Estive uns dias a digerir o tema destes livros. Há tanto para dizer e ao fim ao cabo tão pouco que se consiga explicar a quem não quer entender.
        Escrevi sobre o tema, ou se calhar algaraviei sobre o tema. A minha abordagem é mais humorística, mais irónica, porque a mim, face ao que ouvi, enquanto mulher e enquanto mãe de um rapaz, enquanto pessoa que assume ser de um género, que quer manter o seu género, ainda que procure igualdade de direitos (coisas que as pessoas tantas vezes confundem); resta rir para não chorar.
        Deixo-lhe aqui o link do meu texto e faço notar que, se entender ler, não pode esperar a qualidade da sua escrita Pedro:
        http://embuscadafelicidade.blogs.sapo.pt/o-mundo-em-formato-unissexo-ou-melhor-230476

  8. É extraordinária a associação que a brigada_dos_combatentes_contra_o_politicamente_correcto faz da retirada dos cadernos de exercícios com uma hipotética censura ao livre pensamento.

    A demagogia tem limites.

    1. Quando o Governo recomenda a retirada de duas publicações do mercado soa ao antigamente.
      À velha Comissão de Censura, para ser mais exacto.

      E as brigadistas da ideologia de género assemelham-se ao velho Movimento Nacional Feminino.

      1. É que nem de encomenda essas suas referências ao Movimento Nacional Feminino num assunto onde a chancela da ideologia desse movimento transpira por todo o mililitro de tinta gasta para imprimir esses cadernecos.

        A censura mora noutros lugares (jornalistas com trabalho precário, quem detem os meios de comunicação, relações dos media com o poder financeiro e político), não invente o que não existe.

          1. No link que refere como sendo prova de censura, não vi censura nenhuma. Vi uma recomendação de retirada de uns cadernos de exercícios onde é manifesta, nalguns exercícios, a promoção da desigualdade na dificuldade dos exercícios, quer fossem para meninos ou para meninas.
            Fica sempre bem malhar no supostamente politicamente correcto.
            Rende sempre umas quantas indignações solidárias e sempre se pode falar da ameaça da censura (risos).
            O segundo link não vejo a relação com o tema.
            Acho que a imagem do exercício (labirinto) que circulou impede qualquer classificação de pós-verdade à Trump.

          2. Extraordinário.
            É incapaz de ver intenções censórias num gabinete ministerial que recomenda em comunicado oficial a retirada de obras do mercado editorial – algo inaudito em regime democrático.

            Mas foi capaz de vislumbrar a putativa “promoção da desigualdade” nas obras censuradas.
            Fazendo tábua rasa do que o Ricardo Araújo Pereira muito bem observou.

            O pior cego é sempre aquele que não quer ver.

          3. Gostei da promoção que faz de RAP, considerando um crime de lesa argumentação fazer tábua rasa de uma intervenção humorística.

            Ao ver o vídeo dele, gostei particularmente da chalaça da menina que seria mais intelectual que o menino porque a situação da menina era num museu e a do menino era um prédio. Para a narrativa humorística dele, não dava jeito referir que, até nesse exemplo, a dificuldade era superior no exercício do menino, mas isto até dou de barato.

            A associação desta questão a uma qualquer actividade censória tem o mesmo nível de rídiculo das intervenções políticas a seguir à tomada de posse do actual governo de que “isto” (i.e. Portugal) ia virar uma Venezuela, uma Cuba ou até uma Coreia do Norte, vinha aí um novo PREC e outras pérolas.

            Arranje lá melhor assunto que este da censura é por demais ridícula.

          4. Segue transcrição parcial do comunicado com chancela oficial e sem a devida vénia:
            «A CIG, por orientação do Ministro Adjunto, recomendou à Porto Editora – tendo em conta o seu relevante papel educativo – que retire estas duas publicações dos pontos de venda, disponibilizando-se para colaborar na revisão dos conteúdos das mesmas.»
            http://www.portugal.gov.pt/media/31683792/20170823-madj-comissao-igualdade.pdf
            Facto raro em democracia: um acto censório divulgado no Portal do Governo.

          5. A sua interpretação do comunicado do governo (e a da brigada_do_antipoliticamente_correcto) fez-me lembrar uma anedota da mãe que foi ao psiquiatra com o filho por causa da obsessão dele sobre sexo. Um dia conto-lha.

            É curioso o recurso à intervenção humorística de RAP para fundamentar o alt-thinking sobre este assunto, esquecendo parte do que ele afirma, nomeadamente, reconhecendo que algo devia ser feito e que a discriminação estava lá. Só não concordava com o formato “recomendação”.

            Acho que a decisão deu o flanco às críticas e aos artigos meio jocosos. Tem a sua dose de ridículo. Largamente ultrapassada pela reacção de “denuncia” de censura.

            Pelos lados dos EUA, também está a decorrer uma “campanha censória” com a retirada de estátuas de personalidades defensoras do esclavagismo. Ó crime de liberdade de pensamento!

          6. Não reconheço a nenhum ministro capacidade para ser crítico literário, recomendando ou deixando de recomendar leituras a cidadãos. Não consta de nenhum programa eleitoral nem faz parte do mandato para que este ou qualquer outro governo tenham sido eleitos.
            Nenhum democrata se atreve a sugerir que livros devem ou não ser “retirados dos postos de venda”, como consta do comunicado ministerial. Isso é uma atitude própria de ditadores.
            Comparar o general esclavagista Lee nos EUA a duas publicações para crianças da Porto Editora é abusar da desonestidade intelectual. O tipo de “argumento” que põe fim imediato a qualquer hipótese de debate.

          7. Crítico literário ???? Li bem ????

            A comparação feita com o general esclavagista está ao mesmo nível da sua prosa:

            “E não tenhamos ilusões: esses patrulheiros não tardarão a exercer censura com carácter retrospectivo, pois só quem controla o passado é capaz de controlar o futuro. Atenção, misógino Pessoa. Toma cuidado, falocrático Eça – reles perpetuador de “estereótipos de género”. Põe-te a pau, racista e islamófobo Camões.”

            Falando de desonestidade intelectual…

          8. Passamos assim de um caderninho para crianças em Portugal à defesa do esclavagismo no sul dos EUA: pura falcatrua intelectual, o que demonstra bem o calibre da falange que surge em defesa do ministro censor.

            Você passa os dias a exercer de patrulheiro do governo nas caixas de comentários, repetindo as mesmas baboseiras de blogue em blogue, como se comprova aqui:
            http://605forte.blogs.sapo.pt/porto-editora-breves-consideracoes-6256?page=2#comentarios

            Com franqueza, há maneiras mais edificantes de passar o tempo.

          9. Houve quem associasse os caderninhos a uma censura revisionista da literatura portuguesa que por aí viria.
            Por falar em falcatruas…
            Como já entrou no modo ‘rotular quem comenta’, vejo que o nível está a descer vertiginosamente.
            Já começa a ser um padrão consigo.

          10. Continua a patrulhar as caixas de comentários em defesa da dama? Mas presta-lhe fraco favor: a sua capacidade de argumentação está ao nível do pré-primário.
            Devia experimentar fazer uns exerciciozinhos desses caderninhos para crianças de 4 anos que vocês querem censurar.

          11. E lá veremos o Makiavel, ungido e lambido pelo carvoeiro, dedo em riste, animado pelo brilho da bigorna, versejando virtudes a eito, berrar alto, para início de conversa, que se tombem estátuas de D. João II.

  9. Louvo-lhe o texto, caro Pedro Correia!
    Parece-me, valha de mérito ao governo e à bovina comunicação social, haver método nesta loucura! O pior que nos poderia acontecer seria a loucura sem método!

      1. Há sempre gente que anseia pelo trilho da metódica insanidade!! Vesgos de um olho e mancos de uma perna, vão de rebolo. Só param quando a tragédia lhes der nos dentes. E ainda assim duvidando metodicamente do sucedido!!

        (Sinal dos tempos, a nossa media de referencia, assim como a media de referencia por esse ocidente, rendem-se utilmente ao papel de farsantes (incumbentes). Triste e trágico)

        1. Em nome da “igualdade”, há sempre gente pronta a aplaudir todas as restrições à liberdade.
          Grande parte da história do século XX edificou-se nesta premissa. Com os resultados que sabemos.

  10. Se a recomendação do governo não era obrigatória porque foi çogo seguida?
    Falta de convicções próprias ou reconhecimento de que os livros como estavam eram idiotas?
    Qual a razão de haver livros diferentes?
    O governo, depois de a questão ser levantada publicamente, não se deveria pronunciar.
    Não será ter a cabeça no salazarismo considerar uma recomendação do governo equivalente a uma proibição?

    1. O governo foi atrás de três ou quatro talibãs das redes sociais que levantaram uma monumental histeria sem sequer terem lido as publicações em causa. Como ficou demonstrado de forma magistral pelo Ricardo Araújo Pereira.
      Hoje recomendam a retirada do mercado de livros produzidos por uma empresa privada – por sinal a mais prestigiada em obras de pedagogia e didáctica. Há uns dias o primeiro-ministro recomendava o boicote a uma empresa de telecomunicações, também privada.
      Amanhã estarão a recomendar o encerramento de um determinado jornal ou o boicote a um canal de televisão.
      As longas caminhadas autoritárias começam sempre com pequenos passos.

      1. Não respondeu às perguntas:
        Porque é que o livro foi retirado se a editora não estava obrigada a tal?
        Porque é que os livros eram diferentes?
        (não só na capa mas também nos conteúdos)

        1. O ónus da prova compete sempre aos acusadores.
          Não é a parte acusada que tem de provar a inocência. A menos que também neste campo queiram subverter as normas democráticas.
          O Ricardo Araújo Pereira demonstra bem que essa prova não foi feita. Pondo a ridículo a fúria inquisidora das patrulhas de turno.

  11. há uma confusão generalizada em relação à interpretação da imagem, que é deveras pedagógica:

    – o caminho do operário, oprimido pelo patronato, até ao convés da caravela, onde se trabalha a sério, é muito mais sinuoso que aquele percorrido pelos militantes da cor-de-rosa classe política até ao “trono” do regime.

    o conflito é de classes e não de género.

    se olharmos com atenção, vemos a criança masculina (substantivo e adjectivo femininos!!! salvo seja) em calção e calçado de trabalho.

    agora a sério,
    o erro está em ter uma coroa e não uma panela de cozinha ou um ferro de engomar no hemisfério direito, da menina.

    …

    raios e coriscos, em segunda abordagem, interrogo-me:

    – afinal qual é o motivo para o menino aparecer primeiro, à esquerda, e a menina mais tarde, à direita?!

    1. Eu vou mais longe. Questiono-me por que raio há-de vigorar em Portugal este regime falocêntrico em que os primeiros-ministros e os presidentes da República são sempre homens.
      Não pode haver maior “estereótipo de género”. E nem um transexual no governo!

  12. O mais aberrante desta estória é a Porto Editora, não ter tomates /clitóris para fazer um maguito (a) ao censor (a)!

  13. O mais aberrante desta estória é a Porto Editora, não ter tomates /clitóris para fazer um maguito (a) ao censor (a)!

    “Manguito”

      1. Por alguma razão o Governo e a Catarina “Intifada” Martins querem alterar a lei para permitir vigilância sobre a internet e afins. E não é para caçar os turras que são amigos deles: é para nos caçar a nós.

  14. Deixa lá, que nas mesmas redes sociais onde esta história se propagou como um incêndio florestal não falta quem ande já a insinuar “ligações” entre o Ricardo Araújo Pereira e a Porto Editora ou o Governo. O facto de o RAP, que nem é suspeito de ser de direita, ter desmontado de forma tão exemplar este episódio acaba por ser secundário.

    Enfim, a velha táctica de tentar matar o mensageiro quando a mensagem não agrada continua viva e com saúde.

  15. fartei-me de ler o post, pois convencido que tinha lido o termo rigor , quis confirmar mas nao encontrei. Assim sendo nao posso alertar para a batota.

    quanto á brigada, patrulheiros, o Pedro saberá do que fala, e ate terá razao, se tiver .

    Sei que existem por ai minis brigadas, eternamente desalentadas, pois o povo nao os ouve, se calhar porque o povo prefere entoar, que caçar bruxas.

    Estranho é o Pedro nao pedir ao menos a demissao do miinistro. Mesmo assim o sapo evidenciou o post.

  16. Em favor do Delito devo dizer que fiquei mais bem informado sobre a gravidade da situação do que pelo que vi na CS, porque é mesmo grave mais este caso criado para atacar empresas privadas conceituadas e que prestam relevantes serviços e de reconhecida qualidade. Se o 1º caso e mais relevante foi feito pelo 1º Ministro para sacudir a água do capote (que adágio tão frio) por mera táctica política já conhecida e muito utilizada (com ás vezes relevante sucesso pelo PS “profundo”), já esta situação resulta de um capricho de quem quer “educar” o povo e amansá-lo para o tempo novo. Por outro lado tenho de concordar e sublinhar uma vez a completa falência da CS em termos de qualidade em que a única relevância procurada foi a de surfar a onda da “rede”, qualquer dia (ou mesmo já quiçá) estarão a dar-nos as “noticias” antes dos FACTOS ocorrerem.
    Apesar do desencontro frequente de opiniões que tenho com a maioria dos autores do Blog continuo a vir aqui exactamente por isso, pois obrigam-me a “pensar”.

    ” A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado. “

  17. Continuas a ser um burro falas do Salazar e do Kim Jong-un sem saber o que andas a dizer podes dizer o q quiseres não digo mais nada só digo e repito és um asno

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