Se o caso TVI for o que parece, é muito grave. Por isso seria recomendável ponderação aos que desde a primeira hora e presumo que sem acesso a informação privilegiada decidiram que tudo isto não passa de uma sujeira da oposição. A verdade é que faz sentido suspeitar da suspensão em vésperas de eleições de um serviço noticioso que incomodava particularmente o primeiro ministro.
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. E este adágio popular aplica-se também a quem se precipitou a ilibar José Sócrates.

Inteiramente de acordo, Teresa.
Também se pode aplicar o inverso a este discurso, não é … ?
O ‘post’ focou os dois lados. Ou seja: cada um deles e o seu inverso. Sobra mais algum inverso? Ou não leu o que está escrito?
Acha mesmo ?
Leia bem e veja lá se não parece que está a falar em ambos os casos para o mesmo lado ?
Pode não ter sido propositado, mas parece…
Não percebo nada do que escreveu. Se fosse um pouco mais claro, daria para replicar. Assim nem isso.
Estranho !
Nem eu, pelos vistos, o compreendo a si, nem o Pedro me compreende a mim.
Há dias assim…
Pois há. É a vida.
Obrigada, João. Para não variar chego atrasada para responder, no caso ao M.Coelho. E não há mesmo nada acrescentar ao teu comentário…
Nunca vens atrasada. Estamos uns para os outros. Cheira-me que esta é uma das marcas já consolidadas de equipa que tem feito a diferença e nos distingue.
Pois é.
Sem dúvida, João e Pedro. Uma marca da casa de que muito me orgulho.
Também sem acesso a informação privilegiada, houve quem não tivesse dúvidas em acusasr Sócrates, Teresa.
Como “observador independente”, continuo a esperar o desenrolar dos acontecimentos para tomar posição.
Como me dizia há poucos minutos um ex-membro do governo de Durão Barroso, Sócrates criou condições para que suspeitassem dele, o PSD aproveitou bem a oportunidade.
Carlos: Pois, acho que o mais sensato é mesmo isso; aguardar os acontecimentos para tomar posição. E é claro que Sócrates criou condições para que suspeitassem dele, facto que qualquer partido de oposição aproveitaria…
Concordo contigo, Teresa, não há dúvida de que Sócrates não merece crédito e de que nada fez para que nesta situação não fosse suspeito, mas pergunto-me até que ponto não se estará a cair no exagero. Sou insuspeita porque não apoio Sócrates nem vou votar nele, mas começa a ser culpado de tudo. Será mesmo?
É isso mesmo, Leonor. Como diz o povo, “Quando um pobre cai no chão, toda agente lhe m… em cima”.
Começa a ser suspeito que ele seja suspeito de tudo, Carlos. Já quando foi aquela história com a não recondução do João Lobo Antunes pensei nisto, embora o contexto seja diferente.
A direita tem os dentes grandes, Leonor! Até dia 27 de Setembro os casos vão suceder-se. A única coisa que interessa é lançar a desconfiança sobre Sócrates. A direita sempe foi pouco apreciadora da vedad, Gosta masi de bisbilhotice.
Um pobre a cair no chão? Estamos a falar de um primeiro-ministro que governa há quatro anos e meio com maioria absoluta, Carlos.
Ó Pedro, o teu sentido de humor não está hoje nos seus melhores dias! Sabes muito bem o que penso de Sócrates e não mudei de opinião. Mas este linchamento público que lhe estão a fazer é ignóbil. Como bem diz a Leonor, foi o caso LA. Desde então foi a história dos assessoresde Belém, uma série de insídias dignas de basfond, o caso Alexandre Relvas… Tu achas mesmo que o homem é tão estúpido que, a dias das eleições faça tanta asneira? Pois digo-te- porque o conheço- que não é! Governou mal, fartou-se de fazer asneiras e criar anti-corpos, mas em termso poíticos é um tipo inteligente.
O que hoje ouvi deu-me a certeza de que há realmente uma orquestra afinada a criar casos, para intoxicar a opinião pública. E a fonte não é anónima , nem do PS. É bem credível!
Que sera, sera/ whatever will be, will be. Leonor, o melhor mesmo é esperar que as tais notícias sobre o Freeport apareçam e observar o que entretanto se vai passar na TVI. Não vamos ter que esperar muito até ver as primeiras luzes ao fundo do túnel.
Estou completamente desencantada com o panorama político, e não só, do nosso país e até já duvido que se vejam luzes ao fundo do túnel, Teresa. A montanha ainda vai parir um rato…
Muito sensato, Teresa. Eu também continuo à espera de que alguém me explique – de uma forma convincente, note-se – o que aconteceu na TVI. Se foi uma decisão política para silenciar vozes incómodas, é gravíssimo mas parece-me um tiro no pé de Sócrates. Mas a verdade é que neste caso é ele “a mulher de César”, e muito terá de ser clarificado sobre todo este assunto que nasceu (por acaso?) em vésperas de eleições legislativas.
Factos, Ana. Aqui vão alguns factos:
A ordem para extinguir o Jornal Nacional – que recebeu violentas críticas de José Sócrates, em Abril, no congresso do PS e em entrevista à RTP – veio de Juan Luis Cebrián, administrador da Prisa e há 30 anos o maior aliado do Partido Socialista espanhol na comunicação social. E eis como um espanhol interfere directamente numa decisão editorial do mais relevante canal de TV portuguesa, violando a lei portuguesa. Recordo: em Portugal, nos termos da lei, quem toma as decisões de carácter editorial é a Direcção de Informação, não a administração da empresa, seja ela qual for. E a decisão de retirar MMG do ecrã e de suprimir o JN é uma decisão editorial.
Se Cebrián fez isto de mote próprio para agradar ao poder político português, bem pode limpar as mãos à parede. Mas custa acreditar que um empresário tão experiente possa ser tão desastroso. O timing não podia ser pior para ambas as partes. Humm, esta hipótese não me convence, Pedro. Oops! Já estou a especular!
O timing é péssimo, um erro desastroso para qualquer das partes, se bem que aquele Jornal Nacional e MMG eram uma vergonha.
Pois, Leonor, também nunca fui fã, mas repetindo a citação que o Pedro fez aí mais acima de Mário Bettencourt Resendes, “Portugal ficou menos plural sem o jornal da MMG”
Se é um acto de censura é absolutamente reprovável, sem qualquer desculpa, Teresa, este meu comentário foi só um desabafo. Por razões éticas e a bem da insenção MMG já devia ter saído do cargo, jamais por censura.
Um irrefutável facto… de facto.
E a demissão em bloco da direcção de informação só vem confirmar as suspeitas de abuso de poder e de ingerência da administração da TVI. Tudo isto é grave e escandaloso, seja qual for o prisma por que se olhe.
Pois. Um escandaloso abuso de poder a 24 dias de eleições legislativas.
Ora bem, Ana. Também me parece um sinal a ter em conta. Como diz o ditado: Quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro”
Criticar o timing da decisão é reconhecer que esse telejornal era eleitoralista?
Descule, Pedro Sousa, mas nem estou a perceber muito bem onde quer chegar.