Cuando Cuba era igual de rica que España antes de Fidel Castro.De Javier G. Jorrín, no El País.
Fidel y los escritores, una relación de desengaño y humillación.De Luis Alemany, no El Mundo.
8 comentários em “Leituras recomendadas”
Até parece que pelos títulos que escolheu defende que no tempo de Batista é que aquilo era bom. Uma sugestão: Em dezembro deste ano faz 10 anos que o general Pinochet nos deixou. Que tal lembra-mos, aos mais jovens, esta data especial?
Quanto aos escritores lembro Gabriel Garcia Marquez que se manteve fiel a Fidel até ao fim. E Jean Paul Sartre…Simone de Beauvoir….
Um escritor “ser fiel” a um ditador é um péssimo cartão de visita. Não para o ditador, mas para o escritor. Quanto a generais, fez em 2016 dez anos que o general Raúl Castro assumiu o controlo do poder em Cuba, herdado do irmão. E é um segredo mal guardado em Havana que o filho dele é a pessoa mais bem colocada para receber o poder do pai, que já tem 85 anos. Monarquia comunista, portanto. Os laços de sangue prevalecem sobre todos os outros.
Giovanni Papinni, Ezra Pound, Curzio Malaparte, Gabriele d’Annunzio, Luigi Pirandello, Oswald Spengler, Ernst Jünger, Martin Heidegger, Louis Ferdinand Céline…todos fantásticos.
Tem aí uma boa colecção de cromos. Lamento, mas não tenho para a troca. Quanto a García Márquez – que chegou a ser talvez uma espécie de amigo mais próximo de Fidel Castro, o homem que não tinha amigos – o carácter dele ficou bem ilustrado na história aqui relatada pela filha do general Arnaldo Ochoa: http://www.elmundo.es/internacional/2016/11/26/583969e922601d50688b4611.html?cid=MNOT23801&s_kw=fidel_y_los_escritores_una_relacion_de_desengano_y_humillacion
Até que enfim, homem! Felizmente não frequentamos a mesma Igreja…Pinochet quase um menino de couro…Ó Lucklucky a partir de quantos mortos é que se passa de menino de couro a ditador torcionário? Ou está mais relacionado com a cor dos bandidos? Sobre as Caravanas da Morte, ouçamos General Joaquin Lagos, capelão de Pinochet: “I was ashamed to see them. They were torn into pieces. So I wanted to put them together, at least leave them in a human form. Yes, their eyes were gouged out with knives, their jaws broken, their legs broken … At the end they gave them the coup de grace. They were merciless. “[…] “The prisoners were killed so that they would die slowly. In other words, sometimes they were shot them by parts. First, the legs, then the sexual organs, then the heart. In that order the machine guns were fired.
Operação Condor: A função principal era eliminar qualquer grupo de oposição aos regimes militares vigentes nestes países, fossem movimentos revolucionários armados como Tupamaros no Uruguai, Montoneros na Argentina, MIR no Chile, ALN no Brasil, ou mesmo lideranças políticas civis e militares como os casos de Orlando Letelier ou Carlos Prats.
Há excelentes escritores em péssimas companhias. Celine, por exemplo, sabe-se bem porque ele não o escondeu, preferia Pétain, já Sartre e Beauvoir, antes de preferirem Fidel não preferiram Pétain e os alemães, mas não se deram mal com ambos. Podiam lá deixar os boulevards. E depois do sobressalto germânico veio Fidel que era tão querido!!! E bem parecido. O preferido dos burgueses bem instalados na esplanada do cafe de Flore que nunca arriscaram nada.
Sempre houve excelentes escritores em péssimas companhias. O século XX está cheio deles – Neruda e Alberti com as suas odes a Estaline, Pound com as suas loas a Mussolini, Drieu rendido a Pétain, Shaw defendendo as purgas em Moscovo. Nunca mais acabaríamos se alargássemos a lista a todos os intelectuais que defenderam o indefensável. E que tanto contribuíram para que a palavra “intelectual” tenha caído em desgraça. Sartre e Beauvoir, entre Castro e Che, preferiam Che. Quando o argentino morreu, Sartre escreveu – com um exagero tipicamente parisiense – que tinha desaparecido “não apenas um intelectual, mas também o mais completo ser humano da nossa era.”
Até parece que pelos títulos que escolheu defende que no tempo de Batista é que aquilo era bom.
Uma sugestão:
Em dezembro deste ano faz 10 anos que o general Pinochet nos deixou. Que tal lembra-mos, aos mais jovens, esta data especial?
Quanto aos escritores lembro Gabriel Garcia Marquez que se manteve fiel a Fidel até ao fim. E Jean Paul Sartre…Simone de Beauvoir….
Um escritor “ser fiel” a um ditador é um péssimo cartão de visita. Não para o ditador, mas para o escritor.
Quanto a generais, fez em 2016 dez anos que o general Raúl Castro assumiu o controlo do poder em Cuba, herdado do irmão. E é um segredo mal guardado em Havana que o filho dele é a pessoa mais bem colocada para receber o poder do pai, que já tem 85 anos.
Monarquia comunista, portanto. Os laços de sangue prevalecem sobre todos os outros.
Giovanni Papinni, Ezra Pound, Curzio Malaparte, Gabriele d’Annunzio, Luigi Pirandello, Oswald Spengler, Ernst Jünger, Martin Heidegger, Louis Ferdinand Céline…todos fantásticos.
Tem aí uma boa colecção de cromos. Lamento, mas não tenho para a troca. Quanto a García Márquez – que chegou a ser talvez uma espécie de amigo mais próximo de Fidel Castro, o homem que não tinha amigos – o carácter dele ficou bem ilustrado na história aqui relatada pela filha do general Arnaldo Ochoa: 6/11/26/583969e922601d50688b4611.html?ci d=MNOT23801&s_kw=fidel_y_los_escritores_una_relacion _de_desengano_y_humillacion
http://www.elmundo.es/internacional/201
Comparado com Fidel, Pinochet era um menino de coro.
E que não deixou o seu país de rastos.
Talvez o Conde de Tomar nos possa falar dos 2 milhões de refugiados Chilenos.
Onde estão eles?
E lembre-mo-nos que o Chile não é uma ilha de onde é naturalmente mais difícil fugir.
Então onde estão os 2 milhões de refugiados Chilenos?
Até que enfim, homem!
Felizmente não frequentamos a mesma Igreja…Pinochet quase um menino de couro…Ó Lucklucky a partir de quantos mortos é que se passa de menino de couro a ditador torcionário? Ou está mais relacionado com a cor dos bandidos?
Sobre as Caravanas da Morte, ouçamos General Joaquin Lagos, capelão de Pinochet:
“I was ashamed to see them. They were torn into pieces. So I wanted to put them together, at least leave them in a human form. Yes, their eyes were gouged out with knives, their jaws broken, their legs broken … At the end they gave them the coup de grace. They were merciless. “[…] “The prisoners were killed so that they would die slowly. In other words, sometimes they were shot them by parts. First, the legs, then the sexual organs, then the heart. In that order the machine guns were fired.
Operação Condor:
A função principal era eliminar qualquer grupo de oposição aos regimes militares vigentes nestes países, fossem movimentos revolucionários armados como Tupamaros no Uruguai, Montoneros na Argentina, MIR no Chile, ALN no Brasil, ou mesmo lideranças políticas civis e militares como os casos de Orlando Letelier ou Carlos Prats.
Há excelentes escritores em péssimas companhias. Celine, por exemplo, sabe-se bem porque ele não o escondeu, preferia Pétain, já Sartre e Beauvoir, antes de preferirem Fidel não preferiram Pétain e os alemães, mas não se deram mal com ambos. Podiam lá deixar os boulevards. E depois do sobressalto germânico veio Fidel que era tão querido!!! E bem parecido. O preferido dos burgueses bem instalados na esplanada do cafe de Flore que nunca arriscaram nada.
Sempre houve excelentes escritores em péssimas companhias. O século XX está cheio deles – Neruda e Alberti com as suas odes a Estaline, Pound com as suas loas a Mussolini, Drieu rendido a Pétain, Shaw defendendo as purgas em Moscovo.
Nunca mais acabaríamos se alargássemos a lista a todos os intelectuais que defenderam o indefensável. E que tanto contribuíram para que a palavra “intelectual” tenha caído em desgraça.
Sartre e Beauvoir, entre Castro e Che, preferiam Che. Quando o argentino morreu, Sartre escreveu – com um exagero tipicamente parisiense – que tinha desaparecido “não apenas um intelectual, mas também o mais completo ser humano da nossa era.”