Quando o telefone toca


Rui Rocha,

– Senhor Murakami?

– Sim, o próprio.

– Olá, viva, está bonzinho? Estamos a ligar da Academia Sueca…

– Oh, pá, oh pá. Eu sabia, eu sabia! Quando li… não conseguiam contactar o Dylan, oh pá, oh pá, nem acredito nisto, pensei logo que se iam lembrar de mim!

– É verdade, Senhor Murakami. Estivemos a pensar e chegámos à conclusão que o melhor era mesmo ligar-lhe.

– E fizeram muito bem, valha-me Deus.

– Que bom! Estávamos com medo que levasse a mal. Já sabe: tantos anos à espera e agora… só porque não conseguimos contactar o homem…

– Ora essa! Ora essa. Aqui estou totalmente disponível, não faltava mais nada…

– Pronto, Senhor Murakami. Então se tivesse o número de telefone do Dylan e fizesse a gentileza de o partilhar connosco… Senhor Murakami? Está… Senhor Murakami? Senhor Murakami…!

5 comentários em “Quando o telefone toca”

  1. E porque não pedir o telefone do Dylan ao Roth?
    Afinal são ambos do mesmo país, teria mais lógica, não?

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