Reitero o meu frontal repúdio por esta expressão que há dez dias escuto e leio até à náusea, sem reserva nem pudor, envolta na pirotecnia tablóide em sessões contínuas que hoje serve de padrão dominante ao jornalismo. Como se um ser humano, seja quem for, possa confundir-se com alguma peça de caça e a Lei de Lynch fosse uma conquista civilizacional, celebrada em hossanas no espaço mediático.
Até à náusea
Pedro Correia,

Não tenho visto Lei de Lynch. Pelo contrário, tenho sempre ouvido dizer “alegado<\strong> homicida” quando é praticamente certo que ele é mesmo (duplo) homicida.
E se foi um amigo que lhe emprestou a pistola em vez de lhe emprestadar dinheiro?será só um o criminoso?
Fora do contexto ou talvez nem por isso.
Dado que as questões do jornalismo e da literatura – hoje e aqui – me parecem cada vez mais ligadas e se prendem com evidentes limitações “comuns” de vária ordem, permito-me pôr isto aqui adiantando que me falaram em quase 500 obras a concurso.
Prémio LeYa 2016
Comunicado do júri do Prémio LeYa 2016
O júri do Prémio Leya 2016, formado por Manuel Alegre (Presidente), José Carlos Seabra Pereira, José Castello, Lourenço do Rosário, Nuno Júdice, Pepetela e Rita Chaves, deliberou por unanimidade não atribuir este ano o Prémio, tal como previsto no Artigo 9, alínea f) do regulamento.
Lisboa, 19 de outubro de 2016,
Manuel Alegre, Presidente do júri
PS- A alínea do Artigo 9 referida:
f) Se as obras concorrentes não apresentarem a qualidade exigida, o Júri poderá deliberar não atribuir o Prémio.
Não sabia, meu caro. Estou a saber por si agora. É um acto de coragem do júri: seria sempre mais fácil – e populista, como agora se diz – premiar alguém, mesmo obviamente menor e sem talento.
Totalmente de acordo, foi também isso que pensei.
Uma situação para meditar.
Abraço amigo
Para meditar, sem dúvida. Abraço retribuído com todo o gosto.
No caso em concreto, valorizar um pouco mais a etimologia e reconhecer a existência de um sentido figurado poderá resultar num bom efeito antiemético.
Valorizo a carga semântica das palavras. E verifico que um ser humano, seja ele quem for, está hoje cotado ao nível de um Pokémon. a/caca-ao-homem-1748167
No mês passado tivemos a “caça ao Pokémon”, este mês vamos no 12.º dia de “caça ao homem”.
Substantivo próprio no primeiro caso, substantivo comum no segundo. Sinais dos tempos.
Acompanho por inteiro as palavras de António Bagão Félix:
https://www.publico.pt/sociedade/notici
Pokémon (contracção de “Monstros de bolso” em japonês romanizado) pode ser substantivo próprio (o título/marca) e substantivo comum (designando colectivamente 721 espécies ficcionais).
No exemplo citado, é substantivo comum.
Essa discussão não me interessa porque desloca o cerne daquilo que aqui trago, bem ao jeito das redes sociais onde todos os “debates” duram alguns minutos. Mas era substantivo próprio, desde logo por ser grafado em maiúscula.
pokémon – pronto, está resolvido.
Verifiquei agora, graças ao seu comentário, que tinha o acento errado na palavra ‘náusea’. Já pude corrigir.
Então vamos a nova correcção: afinal, Pokémon é adjectivo.
Acabo de içar a bandeira branca. Rendido por cansaço.
expressão reme-me memória para o filme (e livro) PLANET OF THE APES, em que o canastrão charlton heston é caçado por macacos trajando cabedal, rifle a postos, a cavalo.
Charlton Heston, conseguiu ter sempre papeis principais em filmes que “marcaram”. Por exemplo: o extraordinário “soylent green”.
Vi esse filme. Tão mau que nem tinha realizador creditado. Tiveram de arranjar um pseudónimo à última hora.