Vindo de um homem de mão e ex-membro do Governo de Passos Coelho, e um dos maiores apoiantes da defunta coligação PSD/CDS-PP, da intervenção da troika e do acatamento integral e sem questões das “ordens” que esta deu, não deverá ser anedota.
Tudo tem uma explicação, apesar de algumas vezes não ser a que mais nos convém.

Se calhar, porque é pessoa inteligente, refrescou a verve francófona com releitura de Laclos – onde por exemplo Madame de Mertreuil aconselha Volanges – “não deve dizer tudo o que pensa, e deve aprender a dizer o que não pensa” – isto para permitir enquadrar também a recorrência de farsolas de “tempos novos” naquelas aparências que iluminem, assim que for conveniente, a ocacidade onde apenas sopra a velha bazófia infestada de mau cheiro …
É por estas e por outras que detesto a política e os políticos.
A grande maioria, pelo menos.
São medíocres, em todos os aspetos, como demonstra, à saciedade, este tipo de discurso, quer na forma, quer no conteúdo.
Uma vergonha!
João de Brito