0 comentários em “Ponto de divergência”

      1. Pois. É esquecer as eleições e perguntar aos investidores o que é que eles querem mesmo. Depois é multiplicar por 2 e fazer-lhes as vontades.

    1. E acha que uma governação responsável não tem como umas das principais missões agradar e dar motivos para a que haja confiança nos investidores? Ou acha que os investidores são meros actores irracionais que hoje acordam e zangam-se com Portugal só porque sim?

    2. Num país que necessita de investimento e financiamento externo, não diminuir a desconfiança dos investidores é má governação.

    3. De que é que os investidores desconfiam?
      Ao mesmo tempo que o Governo português pede financiamento aos investidores (endividando-se junto deles), cria uma comissão para estudar de que forma não vai pagar esse financiamento (dívida). Boa governação, sem dúvida.

  1. Os investidores têm receio que Portugal comece rapidamente a crescer, por força dos investimentos públicos, altamente reprodutivos, no consumo…privado.

    1. A ironia é que (felizmente, atendendo à balança externa) nem o consumo privado está a subir tanto como Costa e Centeno desejavam. A confiança não abunda (por muita paz e afecto que por aí ande) e os aumentos de impostos não ajudam.

  2. Se so menos levasse à queda da República, mas nem isso: é mesmo em direcção à pobreza norte-coreana que nos dirigimos.

    1. Norte-coreana não direi, pelo menos a curto prazo. Mas, de momento, é sofrer e aguentar até os efeitos negativos começarem a sobrepor-se aos efeitos positivos da “devolução de rendimentos”.

      1. Não há efeitos positivos na devolução de rendimentos: tirando o alívio momentâneo que vai permitir aos funcionários públicos que já são avós dar parte do ordenado ou da reforma aos filhos e aos netos (se houver netos) que estão desempregados. Porque não há trabalho nem produção alguma e o arrendamento e alimentação absorvem todo o dinheiro disponível (e as rendas não descem por causa da bolha artificial de rendimentos na administração pública). O que existe é a tentativa egoísta de preservar ordenados e regalias sindicais em troca de uns fundos comunitários que já são apenas esmolas e não correspondem a plano nenhum e não vão reverter coisa nenhuma. A nossa estrutura laboral não produz a riqueza necessária para o socialismo que está na constituição: é tão simples quanto isto. Desde a legislatura anterior e obviamente nesta devia estar a processar-se uma transição moderada dos serviços públicos para o sector micro-empresarial (que absorveria o contingente laboral do estado em ldas ou em unipessoais como aconteceu com notários e alguns serviços judiciais) mas vai ser à bruta quando o edifício ruir completamente. Podia ter sido a bem mas vai ser à bruta. E nas escolas continua a formar-se alunos para “cientista” em vez de se apostar em modelos de empreendedorismo e auto-suficiência do aluno. Pelo contrário, prolonga-se e adensa-se o paternalismo do Estado sobre as próximas gerações. Mais uma geração perdida, pelo menos até isto ruir tudo. Com as “esquerdas” o caminho é para a miséria.

  3. Financiamento a 10 anos?
    Então mas já não se confia que o saudoso Passos do BANIF e dos Colégios regresse antes disso?

    Então e qual será o papel dos relatórios do BCE nisso?
    Nenhum?… experimente lá colocar as datas de saída desses relatórios.

    Já a situação ideal de estabilidade governativa é a espanhola, como se vê.

    Andaria Vª Exª preocupado com o mesmo grande aumento do gráfico no ano passado?

    O BCE e os seus mercados são clarinhos como a água, mesmo que seja a água dos pântanos.
    Bons banhos!

    1. O seu comentário é próprio de uma pessoa que não sabe ler um gráfico, ou seja é próprio de um “básico”.

      1. Dado o seu superior nível de conversação, vou justificar-me igualmente com elevada argumentação: quem diz é quem é!

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