Já li o livro e vi o filme (137)


Pedro Correia,

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SORTE DO DIABO (2009)

Autor: Ian Kershaw 

Realizador: Bryan Singer (2008)

A reconstituição dos bastidores da Operação Valquíria, que quase conduziu ao derrube de Hitler em 1944, é um livro fascinante, surgido como obra autónoma a partir da monumental biografia do tirano elaborada por Kershaw. Serviu de base à película Valquíria, com o controverso Tom Cruise. Livro e filme tiveram o mérito de resgatar do esquecimento a heróica figura do coronel Claus von Stauffenberg.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (137)”

  1. Li o livro, mas o filme soube a muito pouco.
    O meu Pai lia tudo sobre as histórias da Segunda Grande Guerra e contou-me este episódio. Quando vi o livro tive que ler. Invariavelmente o meu Pai tinha sido muito preciso as explicar os factos.
    Ainda hoje gosto muito de ler sobre as histórias da história, sejam elas do Império Romano, Idade Média, etc. Depois, se possível, visito os lugares da história.

    1. O filme é uma produção média de Hollywood. E Tom Cruise, mesmo esforçado, não consegue evitar que o espectador perceba a todo o momento que está ali… o Tom Cruise.

  2. O filme e interessante mas sofre do problema habitual das produções de Hollywood no que diz respeito a dramas históricos: fica com sabor a pouco. Querem mostrar a acção toda, dar emoção às cenas e acabam por perder profundidade.

    Tom Cruise não me incomoda no filme, até me parece estar razoável. A personagem poderia ter sido desempenhada muito melhor por muitos outros actores (Christian Bale teria sido um pitéu com esta personagem) mas o problema começa desde logo pelo tom…

    Já o livro não o li… Infelizmente.

    1. Como se diz agora em português corrente, o livro é um ‘spin off’ da imensa biografia de Hitler escrita por Ian Kershaw. Uma biografia monumental cuja leitura vivamente recomendo. Por mais que pensemos saber tudo acerca de Hitler, temos sempre muito que aprender. Isso ensina-nos também muito sobre aquela época e faz-nos estabelecer paralelos interessantíssimos sobre os tempos actuais.

  3. O filme alemão sobre o mesmo tema – é muito melhor.

    Rigoroso, sem diabolizações extremas.

    Santos e diabos, somos nós todos – em arco-íris.

    “Vae victis”.

    1. A fonte directa nem podia ser o próprio livro, caro anónimo(a). Como as próprias datas que referi indicam, o livro surgiu depois filme – aproveitando o êxito deste. Acontece raras vezes, mas acontece. Mas não deixam de estar interligados.

      1. Como referiu, o “livro” foi publicado em 2001, enquanto capítulo do volume Nemesis. Em 2009 fizeram dele uma separata.

        1. Não escrevo livro entre aspas. A partir do momento em que foi separado do corpo principal da obra, aliás gigantesco, tornou-se um livro autónomo. Por vontade expressa da editora e do autor.
          Li este, tal como já tinha lido a monumental biografia de Hitler do qual foi extraído para edição autónoma aproveitando o relativo sucesso do filme.

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