O CÔNSUL HONORÁRIO (1973)
Autor: Graham Greene
Realizador: John Mackenzie (1983)
Greene, neste livro tão subvalorizado, retoma alguns dos seus temas dominantes, como a importância de reafirmar a ética num mundo que a despreza. O filme – com um Joaquim de Almeida muito jovem – não atinge o nível do romance.

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Li o livro e vi o filme já há muitos anos e nenhum deles me marcou particularmente, já quase não lembro a história.
Outros livros há do Graham Greene que ficaram sempre na minha memória.
🙂 Antonieta
Não é um dos melhores livros de Greene, mas li-o com um interesse muito especial por se passar numa região do globo que sempre me atraiu. E por prefigurar um dilema que desde então se tem tornado cada vez mais actual: até que ponto a Igreja Católica pode ser fiel a Deus sem servir o ser humano? Não a humanidade em abstracto, mas os homens em concreto.
O filme tem para nós, portugueses, uma curiosidade adicional: foi – salvo erro – a primeira participação de Joaquim de Almeida numa grande produção internacional.
Sim, ele estreou-se no filme ‘The Soldier’, em 1982, mas não penso que fosse uma grande produção (não vi o filme).
A primeira vez que eu o vi numa grande produção foi no ‘Bom Dia Babilónia’, dos Irmãos Taviani (selecção oficial de Cannes em 1987) e gostei imenso. Tive oportunidade de rever este filme não há muito tempo em dvd e não me desiludiu.
Voltando ao Cônsul Honorário, tenho pena de não me lembrar bem da história, talvez volte a ler o livro, se bem que não o tenha cá em casa.
🙂 Antonieta
‘O Cônsul Honorário’ passa-se essencialmente no Paraguai, durante os anos de chumbo da ditadura. É uma obra muito interessante não só por causa do conflito religioso (o protagonista é um padre, ou um ex-padre, agora não me recordo com exactidão) mas também na óptica do indivíduo-David contra o sistema-Golias. Enfim, um tema que me é muito caro.
Confesso que não li o livro.
Vi o filme e gostei bastante, talvez porque não li o romance. 🙂
Eu vi primeiro o filme, na estreia: julgo mesmo que escrevi sobre ele (na altura fazia uns exercícios de crítica de cinema). O livro, só o li vários anos depois. E dei por mim a gostar bastante mais dele do que eu pensava, atendendo ao facto de já conhecer o essencial do enredo.