Já li o livro e vi o filme (80)


Pedro Correia,

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O TERCEIRO HOMEM

Autor: Graham Greene  (1950)

Realizador: Carol Reed (1949)

Caso raro: o filme – rodado numa Viena cheia de cicatrizes da guerra – surgiu antes do livro, que começou como guião. A música, a presença de Orson Welles num dos seus melhores papéis e a magnífica cena final são ingredientes desta obra-prima.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (80)”

    1. A cena da roda, sim. Quando fui a Viena, em pleno Inverno, e apesar do parque das diversões estar a meio-gás, meti-me na roda gigante do Prater e por instantes pensei se estaria na mesma cabina onde tinham estado o Orson Welles e o Joseph Cotten.

        1. E eu estava com uma pessoa que, vá-se lá saber porquê, não achou a menor graça em descer ao sistema de esgoto de Viena seguindo a rota do filme (sim, há visitas guiadas para os cinéfilos mais fanáticos também aí). Fiquei sem conhecer a capital austríaca debaixo do chão…

  1. Uma obra-prima.
    Ponto.
    …mas já agora , a voz em “off” (Carol Reed) a dar início ao estilo narrativo de todo filme,”Viena bombed about a bit”…
    …e a música…e o rosto da Valli…e o judeu dos “baloon”…e…e…

    1. Tudo. A música, as ruínas, as sombras projectadas nas paredes, os escombros da guerra reflectidos a cada esquina, os diálogos, a inesquecível cena final na estrada do cemitério com Alida Valli magnífica sem pronunciar uma palavra.

  2. Ah, estava mesmo à espera deste. Ao contrário do que tantas vezes acontece, li o livro antes de ver o filme, a que aliás assisti na primeira ocasião possível. Na altura já tinha ido a Viena, onde infelizmente não voltei. e como sugerem em cima, essa fabulosa adenda do Welles não vinha livro, como depois comprovei. E no entanto tornou-se numa daquelas máximas fabulosas que dá sempre boa impressão invocar.
    Nota ainda para a presença de Alida Valli, no papel de uma vienense perdida e protegida pelo terrível Harry lime, e que curiosamente morreu na altura em que vi o filme.

    1. A humildade não era um dos traços mais marcantes de Greene. Mesmo assim ele reconhece:
      «The film, in fact, is better than the story because it is in this case the finished state of the story.»

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