ATÉ À ETERNIDADE (1951)
Autor: James Jones
Realizador: Fred Zinnemann (Óscar de Melhor Filme e Melhor Realização, 1953)
Este arrebatador romance de guerra antibélico, galardoado em 1952 com o Prémio Nacional do Livro norte-americano, viu demasiadas arestas limadas na decepcionante passagem para cinema.

![j_jones[1].jpg j_jones[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/B1e0439f8/19114693_WE48q.jpeg)
![fhte[1].jpg fhte[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/B600437dd/19114660_t2UMR.jpeg)
Pelos vistos perdi o melhor, pois não li o livro.
Também não me lembro de ter lido alguma coisa deste escritor.
Vi o filme na tv, há muito tempo, e devo dizer que não me marcou particularmente (o.k. lembro-me da cena da praia).
🙂 Antonieta
A cena da praia é um clássico, Antonieta. E o desempenho de Sinatra no papel que lhe valeu o Óscar é inesquecível. Mas o filme, devido a pressões das altas esferas militares, deixa de lado quase todas as críticas contundentes que James Jones faz à instituição castrense neste arrebatador romance passado nas vésperas do ataque a Pearl Harbor (e na sequência imediata do bombardeamento japonês ao Havai.
E apesar disso o filme ganhou o Óscar de melhor argumento adaptado.
Fui googlar o escritor e descobri que ele também escreveu o ‘The Thin Red Line’, que foi adaptado para cinema pelo Terrence Malick.
Parece-me que estou a perder um grande escritor, vou tentar remediar isso.
🙂 Antonieta
É verdade, Antonieta. De comum têm a II Guerra Mundial no Pacífico.
Uma trilogia da guerra.
O filme do Malick é um dos melhores da década de 90. Vi-o na estreia, nunca o revi, mas recordo bem ter gostado muito dele.
Penso que o Anónimo se está a referir a ‘Whistle’, o livro que o James Jones deixou inacabado.
Bolas, agora fiquei com vontade de ler esta trilogia e rever os filmes…
🙂 Antonieta
O melhor filme é o do Malick. Mas não conheço o livro.
Gostei muito do filme.
No meu caso, este foi um daqueles filmes que induz a ler o livro.
Ler o livro , podendo dar rosto aos personagens deu-me um imenso prazer.
Aconteceu-me o mesmo, Dulce. E à medida que lia o livro ia percebendo como o filme – mesmo bom para os padrões rotineiros de Hollywood – ficava aquém do livro na sua denúncia implacável de uma certa insanidade latente na instituição militar e no ambiente claustrofóbico das casernas.