O GRANDE GATSBY (1925)
Autor: Scott Fitzgerald
Realizador: Jack Clayton (1974)
A xaroposa versão da década de 70, com Robert Redford como Gatsby, não presta homenagem à grande obra de Fitzgerald. O filme de 2013, protagonizado por Leonardo di Caprio, passou-me ao lado: fico-me pelo romance.

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Não estou a conseguir enviar um comentário maior. Vou tentar de madrugada.
Antonieta
Estarei atento ao seu comentário, Antonieta. Como de costume.
Outro romance fabuloso que soube a pouco passado à tela.
Li o livro algumas vezes e vi os dois filmes mais do que uma vez cada.
No primeiro tive o embalo hipnotizante do Robert Redford, que a par do Paul Newman e do Marlon Brando, era O meu homem de sonho. Ainda é carismático qb.
Do segundo, tento ainda entender a escolha do Tobey Maguire para o papel do Sam Waterston.
PS.: Desde que o TM nos “roubou” a imagem do Peter Parker, que para mim nem o Ceders House Rules lhe vale.
Aproveito ( e espero que o Pedro me perdoe o abuso) para desejar um santo Natal a todos os autores e comentadores do Delito de Opinião. Votos de paz.
Muito obrigado pelos seus votos, Dulce. Ficam retribuídos desde já, da minha parte. Com um beijinho.
Muito obrigada pelos seus votos, Maria Dulce.
Um Feliz Natal para si e família.
Beijinho.
Antonieta
Vi o filme quando estreou em Lisboa e gostei muito, mas nessa altura gostava de todos os filmes com o Robert Redford…
Depois comprei o livro numa edição da Penguin, e gostei tanto da escrita do Fitzgerald que li mais uns quantos dele.
Concluíndo: gostei muito de ambos.
🙂 Antonieta
Eu – confesso – sempre fui muito menos sensível ao Redford (e também à Mia Farrow), Antonieta. Considero o livro – que já li três vezes, em português e inglês – muito superior ao filme. Aliás gosto tanto deste romance que recusei ver a mais recente versão em cinema, protagonizada pelo Leonardo di Caprio. Limitei-me a ver o ‘trailer’, que me pareceu um vídeo-clip.
Revi o filme em 2009 quando comprei o dvd.
Reli o livro em 2011, desta vez em português, edição Clube do Autor, tradução de José Rodrigues Miguéis.
Voltei a gostar de ambos.
O filme teve, pelo menos, o mérito de me levar a ler um autor até aí desconhecido.
Quanto ao filme do DiCaprio, talvez o veja se passar na tv, não sou muito fã deste actor, aliás nem compreendo a fixação que o Scorsese tem por ele.
🙂 Antonieta
Fez bem em sublinhar o nome do tradutor, Antonieta. Esse era um tempo em que alguns dos nossos mais destacados escritores traduziam livros.
Saramago traduzia Remarque e Colette, Urbano Tavares Rodrigues traduzia Camus, Vergilio Ferreira traduzia Sartre, Cardoso Pires traduzia Horace McCoy, Sena traduzia Greene e Malraux, Rodrigues Miguéis traduzia McCullers e Fitzgerald, Casais Monteiro traduzia Hemingway, Sophia traduzia Shakespeare e Claudel, Aquilino Ribeiro traduzia Cervantes e Xenofonte.
Ainda ontem tirei da estante essa obra-prima do realismo americano que é ‘A Estrada do Tabaco’, de Caldwell, e lá surge o nome de Casais Monteiro como tradutor.
Esta é uma faceta dos escritores portugueses que tem sido muito pouco invocada. E merecia sê-lo.
Ou mais recentemente a tradução que o Pedro Tamen fez do ‘Em Busca do Tempo Perdido’ do Marcel Proust.
🙂 Antonieta
Sim, sem dúvida. Continua a haver excelentes traduções de escritores portugueses – mas são mais esporádicas do que noutros tempos. E é pena. Porque traduzir é outra forma de criar. Como o nosso Eça bem demonstrou ao traduzir ‘As Minas de Salomão’.
E também o Vasco Graça Moura que traduziu exemplarmente Dante, Petrarca, Shakespeare e Racine, entre muitos outros.
Antonieta
É verdade. Infelizmente já não está entre nós. Tive muita pena – era uma das nossas vozes mais lúcidas e interventivas, ao contrário de tantos intelectuais contemporâneos que se mantêm entrincheirados na torre de marfim, sem nunca proferirem uma palavra sobre tema algum de interesse público.