Já li o livro e vi o filme (20)


Pedro Correia,

002[1].jpg

1984_015Pyxurz[1].jpg 

1984 (1949)

Autor: George Orwell

Realizador: Michael Radford (1984)

Notável adaptação para cinema da obra-prima de Orwell. Mas o romance mantém-se imbatível: é um dos títulos imprescindíveis da literatura mundial.

0 comentários em “Já li o livro e vi o filme (20)”

  1. Ler cansa. E obriga a pensar, é uma maçada. E custa dinheiro. Para mal de obras como esta. Para mal de todos nós.

    Costa

  2. Primeiro vi o filme (aliás tive-o em k7 durante muitos anos) com um extraordinário John Hurt, mais tarde li o livro e, sinceramente, não consigo dizer qual prefiro: são ambos excelentes.
    Do Michael Radford destaco outro filme de que gosto muito:
    ‘Il Postino’, também adaptado de um livro de Antonio Skármeta.
    🙂 Antonieta

    1. Comigo aconteceu ao contrário, Antonieta. Li o livro muito antes – e cataloguei-o logo como um dos livros da minha vida.
      Vi o filme bem mais tarde e voltei a deslumbrar-me com este imaginário orwelliano – tão visionário, tão angustiante, tão certeiro.

  3. Complementa-se com “admirável mundo novo” de aldous huxley.

    “Os dias da birmânia” – outro bom livro de G.O.

    E o cativante: “Na Penú­ria em Lon­dres e em Paris”

    1. ‘Na Penúria em Paris e em Londres’ é uma extraordinária reportagem – do melhor que alguma vez li. Mostrando uma grande faceta deste escritor: a do Orwell jornalista.

      ‘Dias da Birmânia’ e ‘O Vil Metal’ são dois excelentes romances dele, de que pouco se fala. Merecem ser (re)lidos sem a menor dúvida.

  4. Li o livro em Inglês no liceu.
    Agora faz parte do plano nacional de leitura nestes termos :”1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas”. Permitam-me discordar do bellyfeel que se impinge às criancinhas.
    É uma obra incontornável . A adaptação conta com dois excelentes desempenhos, do John Hurt e do Richard Burton. Gosto muito do filme. Gostei muito mais do livro.

    1. Foi, salvo erro, o último desempenho do Richard Burton no cinema. O filme é muito bom, de facto, mas não supera – o que seria muito difícil – a obra-prima do Orwel.
      Péssima é essa “introdução” ao romance pelos cérebros do sistema educativo em Portugal. O exemplo que nos traz, Dulce, é bem elucidativo do contrabando ideológico que alguns – com chancela oficial – fazem a pretexto da literatura. Contribuindo não para a instrução mas para a burrice.

    2. O “abrir caminho para uma sociedade socialista” lá está, no preâmbulo da Constituição desta pobre república. O plano nacional de leitura mais não faz, ao conter essa passagem, do que servir em coerente obediência tal mandamento programático. Esse mandamento e a correspondente verdade de “Photoshop”, tão habilmente manobrada, historicamente, pelos santos e directores espirituais daqueles que tanto e tantas vezes guincham repetidamente, por cá, pela defesa da (sua) constituição.

      Tudo isto na segunda metade da segunda década do século XXI. Muito coerente e muito anacrónico. E de pedra e cal, com o beneplácito – ou a bovina submissão – do bom povo.

      Costa

  5. O “vil metal”, tem também outro titulo: “a flor de inglaterra”.

    Demandarei alfarrabistas portuenses.

    Temática lembra-me “o solitário” de Ionesco, da Ulisseia.
    Obra excelente, retrata um indivíduo que recebe uma herança e decide deixar de trabalhar.
    Abandonar a “corrida de ratos”, confessa.
    Depois é o processo de desintegração pessoal, nas rotinas da solidão

    1. ‘A Flor de Inglaterra’ aproxima-se do título original, mas funciona menos bem em português.
      Sim, o melhor é mesmo tentar no circuito alfarrabista. A Livros do Brasil tem reeditado vários títulos da Colecção Dois Mundos, mas este não está nos planos da editora, tanto quanto sei.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *