Primeiro vi o filme (aliás tive-o em k7 durante muitos anos) com um extraordinário John Hurt, mais tarde li o livro e, sinceramente, não consigo dizer qual prefiro: são ambos excelentes. Do Michael Radford destaco outro filme de que gosto muito: ‘Il Postino’, também adaptado de um livro de Antonio Skármeta. 🙂 Antonieta
Comigo aconteceu ao contrário, Antonieta. Li o livro muito antes – e cataloguei-o logo como um dos livros da minha vida. Vi o filme bem mais tarde e voltei a deslumbrar-me com este imaginário orwelliano – tão visionário, tão angustiante, tão certeiro.
‘Na Penúria em Paris e em Londres’ é uma extraordinária reportagem – do melhor que alguma vez li. Mostrando uma grande faceta deste escritor: a do Orwell jornalista.
‘Dias da Birmânia’ e ‘O Vil Metal’ são dois excelentes romances dele, de que pouco se fala. Merecem ser (re)lidos sem a menor dúvida.
Li o livro em Inglês no liceu. Agora faz parte do plano nacional de leitura nestes termos :”1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas”. Permitam-me discordar do bellyfeel que se impinge às criancinhas. É uma obra incontornável . A adaptação conta com dois excelentes desempenhos, do John Hurt e do Richard Burton. Gosto muito do filme. Gostei muito mais do livro.
Foi, salvo erro, o último desempenho do Richard Burton no cinema. O filme é muito bom, de facto, mas não supera – o que seria muito difícil – a obra-prima do Orwel. Péssima é essa “introdução” ao romance pelos cérebros do sistema educativo em Portugal. O exemplo que nos traz, Dulce, é bem elucidativo do contrabando ideológico que alguns – com chancela oficial – fazem a pretexto da literatura. Contribuindo não para a instrução mas para a burrice.
O “abrir caminho para uma sociedade socialista” lá está, no preâmbulo da Constituição desta pobre república. O plano nacional de leitura mais não faz, ao conter essa passagem, do que servir em coerente obediência tal mandamento programático. Esse mandamento e a correspondente verdade de “Photoshop”, tão habilmente manobrada, historicamente, pelos santos e directores espirituais daqueles que tanto e tantas vezes guincham repetidamente, por cá, pela defesa da (sua) constituição.
Tudo isto na segunda metade da segunda década do século XXI. Muito coerente e muito anacrónico. E de pedra e cal, com o beneplácito – ou a bovina submissão – do bom povo.
O “vil metal”, tem também outro titulo: “a flor de inglaterra”.
Demandarei alfarrabistas portuenses.
Temática lembra-me “o solitário” de Ionesco, da Ulisseia. Obra excelente, retrata um indivíduo que recebe uma herança e decide deixar de trabalhar. Abandonar a “corrida de ratos”, confessa. Depois é o processo de desintegração pessoal, nas rotinas da solidão
‘A Flor de Inglaterra’ aproxima-se do título original, mas funciona menos bem em português. Sim, o melhor é mesmo tentar no circuito alfarrabista. A Livros do Brasil tem reeditado vários títulos da Colecção Dois Mundos, mas este não está nos planos da editora, tanto quanto sei.
Hei-de ler!
Faz bem, Inês. Vai gostar, de certeza. Muito.
Ler cansa. E obriga a pensar, é uma maçada. E custa dinheiro. Para mal de obras como esta. Para mal de todos nós.
Costa
Faz mal aos olhos. Provoca cefaleias. É uma xatisse.
Primeiro vi o filme (aliás tive-o em k7 durante muitos anos) com um extraordinário John Hurt, mais tarde li o livro e, sinceramente, não consigo dizer qual prefiro: são ambos excelentes.
Do Michael Radford destaco outro filme de que gosto muito:
‘Il Postino’, também adaptado de um livro de Antonio Skármeta.
🙂 Antonieta
Comigo aconteceu ao contrário, Antonieta. Li o livro muito antes – e cataloguei-o logo como um dos livros da minha vida.
Vi o filme bem mais tarde e voltei a deslumbrar-me com este imaginário orwelliano – tão visionário, tão angustiante, tão certeiro.
Complementa-se com “admirável mundo novo” de aldous huxley.
“Os dias da birmânia” – outro bom livro de G.O.
E o cativante: “Na Penúria em Londres e em Paris”
‘Na Penúria em Paris e em Londres’ é uma extraordinária reportagem – do melhor que alguma vez li. Mostrando uma grande faceta deste escritor: a do Orwell jornalista.
‘Dias da Birmânia’ e ‘O Vil Metal’ são dois excelentes romances dele, de que pouco se fala. Merecem ser (re)lidos sem a menor dúvida.
Li o livro em Inglês no liceu.
Agora faz parte do plano nacional de leitura nestes termos :”1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas”. Permitam-me discordar do bellyfeel que se impinge às criancinhas.
É uma obra incontornável . A adaptação conta com dois excelentes desempenhos, do John Hurt e do Richard Burton. Gosto muito do filme. Gostei muito mais do livro.
Foi, salvo erro, o último desempenho do Richard Burton no cinema. O filme é muito bom, de facto, mas não supera – o que seria muito difícil – a obra-prima do Orwel.
Péssima é essa “introdução” ao romance pelos cérebros do sistema educativo em Portugal. O exemplo que nos traz, Dulce, é bem elucidativo do contrabando ideológico que alguns – com chancela oficial – fazem a pretexto da literatura. Contribuindo não para a instrução mas para a burrice.
O “abrir caminho para uma sociedade socialista” lá está, no preâmbulo da Constituição desta pobre república. O plano nacional de leitura mais não faz, ao conter essa passagem, do que servir em coerente obediência tal mandamento programático. Esse mandamento e a correspondente verdade de “Photoshop”, tão habilmente manobrada, historicamente, pelos santos e directores espirituais daqueles que tanto e tantas vezes guincham repetidamente, por cá, pela defesa da (sua) constituição.
Tudo isto na segunda metade da segunda década do século XXI. Muito coerente e muito anacrónico. E de pedra e cal, com o beneplácito – ou a bovina submissão – do bom povo.
Costa
Anacrónico. É o termo exacto.
Pedro correia:
De que editora é “o vil metal” de GO?
Onde comprar? (resido no Porto)
Conheço a edição Livros do Brasil, colecção Dois Mundos.
Título original: ‘Keep the Aspidistra Flying’.
O “vil metal”, tem também outro titulo: “a flor de inglaterra”.
Demandarei alfarrabistas portuenses.
Temática lembra-me “o solitário” de Ionesco, da Ulisseia.
Obra excelente, retrata um indivíduo que recebe uma herança e decide deixar de trabalhar.
Abandonar a “corrida de ratos”, confessa.
Depois é o processo de desintegração pessoal, nas rotinas da solidão
‘A Flor de Inglaterra’ aproxima-se do título original, mas funciona menos bem em português.
Sim, o melhor é mesmo tentar no circuito alfarrabista. A Livros do Brasil tem reeditado vários títulos da Colecção Dois Mundos, mas este não está nos planos da editora, tanto quanto sei.