Leitura recomendada


Pedro Correia,

Ao arrepio da história: o que quer (mesmo) o PCP do governo do PS. De Vítor Bento, no Observador.

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  1. Aqui deixo aberta a carta que enviei ao Presidente da Republica:
    É prática normal, aceitável e transparente que o partido ou coligação vencedora de eleições seja chamada a formar governo. Ao contrário, afigura-se uma total inversão de valores que ao mais notório perdedor possa ser admitido que em desespero de causa arrebanhe promessas de apoio parlamentar pós eleitoral á toa de duvidosa seriedade e duração. Nesta circunstância e na impossibilidade de convocar eleições, veria com agrado um governo de iniciativa presidencial.
    Respeitosamente,

  2. Creio que já toda a gente começa a ver o óbvio. E os comentadores parece irem recuperando a memória, nomeadamente acerca da “relação” entre Mário Soares e o PCP. Uma coisa o Costa já conseguiu: pôr-me a pensar que Mário Soares até não é tão mau como o pintam.

  3. É óbvio que V. Bento e o PCP estão nos antípodas um do outro.
    O mundo do outro já desapareceu e ele ainda nem deu conta.
    O mundo do um, pelo que se vê, está em vias de explodir e ele também ainda não deu conta.
    Ambos esgrimem furiosamente moinhos de vento.
    E não se dão conta de que o caminho da salvação está algures entre D. Quixote e Sancho Pança.
    Abram os olhos.
    E os corações!

  4. O mais interessante desta trágica-comédia:

    Ouvir nas TV(S) os comentadores /politólogos/ Juristas/ banqueiros e quejandos… irem mudando , de mansinho, de opinião..

    Será que tem carteira ou são carteiristas?!!

  5. Sem entrar por explicações demasiadamente complexas aliceçardas em velhos fantasmas e chavões anti comunistas primários perfeitamente fora de moda, direi apenas que, aquilo que o PCP pretende do governo PS apoiado numa maioria parlamentar, é o de seguir uma politica com maiores preocupações sociais, concretamente no que diz respeito a salários e pensões,de molde a infletir na medida do possível, atendendo à atual conjuntura, a politica de destruição do estado social levada a cabo pelo governo da direita, PSD/CDS. É tão simples quanto isso.

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