Fé embrulhada em números


escafandro,

Ou seja: o PS garante atingir em 2017 o défice público que, mais décima, menos décima, o actual governo espera conseguir este ano. Sendo que, até lá, aumenta o défice público, desequilibra a balança externa (através do incentivo ao consumo) e coloca ainda mais pressão na sustentabilidade da Segurança Social (através da redução da TSU). Tudo isto se as contas dos seus economistas estiverem certas (mas quem duvida de Galamba?) e não ocorrerem eventos, nacionais ou internacionais, com impacto negativo.

O cartaz do Athaíde tinha afinal razão de ser: exige-se fé.

0 comentários em “Fé embrulhada em números”

  1. Qual fé? Repito o comentário que deixei no poste do Rui e a notícia que saiu hoje:
    “Programa do PS pesa 0,6% do PIB no défice de 2017”
    Aqui, penso que a percentagem até está calculada por baixo.
    A única coisa que o PS quer continuar a fazer (por isso enxotaram Seguro) é aumentar o défice, aliás… quando falam em querer gastar os últimos fundos europeus para quatro anos, Num Só Ano e tirar dinheiro da Segurança Social para “estimular” a economia… só mostra que tem clientela que além de querer desesperadamente “rapar o tacho”, ainda o quer fazer depressa.
    Com promessas de papas e bolos se enganam os tolos… e, estes, pertencem à parte do PS que deveria ser traduzida para P de Prestidigitadores e S de Sabidos.
    Felizmente não misturo números com fé, mas é um mal muito comum, isto de pedinchar aos santos por bens materiais e acreditar em milagres monetários, nada disto tem a ver com Fé mas é o, simples, aproveitamento de quem não sabe fazer mais nada do que manipular a idiotice e a ingenuidade.
    Sou apartidário mas não sou estúpido.

    1. Fé para acreditar que, quando até eles admitem que as suas propostas aumentariam o défice de 2017 em 0,6%, não o fariam subir afinal 2,6% ou 5,6%. Fé para acreditar nos números da criação de emprego que prometem (depois dos 150 mil de Sócrates, agora são 200 e qualquer coisa mil). Fé para acreditar que a economia crescerá por via do aumento do consumo sem voltar aos velhos desequilíbrios. Fé para acreditar que, com políticas similares às de 2009, desta vez eles têm razão. Fé para tudo isso e para muito mais, ainda que o PS seja tradicionalmente agnóstico.
      No fundo, estamos de acordo.

      1. Claro que estamos de acordo mas é, exatamente, isso que eles querem, que os idiotas tenham fé no resultado de uma roleta russa financeira. Aliás, quem o ouviu falar sobre os cartazes, parece ser normal errar e depois corrigir o engano… já estamos a entrar na loucura total, isto só mostra a forma de querer governar por “Tentativa e Erro” em que cada “tentativa” rende um pouco de valor particular a ser estudado e melhorado, removendo “erros” de cada repetição até atingir uma melhor qualidade nas tentativas futuras, ora isto pode ser muito bom para quem faça potes de barro mas, quando está em causa a vida das pessoas, basta mais um erro para ficarmos sem nada, até perder um dos únicos bens que nos resta que é o Serviço Nacional de Saúde… aliás, andam por aí muitos a rondar este último grande negócio para os privados (estrangeiros e nacionais) e já tenho idade suficiente para saber que nada acontece por acaso e há alturas críticas em que se chega ao ponto do não retorno e, nestas eleições, mais um erro e vai ser fatal.
        O grande problema é que parece haver cada vez mais ignorantes fundamentalistas que acreditam em milagres e que o dinheiro… cai do céu e que as dívidas são para ser feitas e não se pagarem…
        Onde alguma vez se viu que consumir melhora a economia, especialmente, numa zona económica sem fronteiras? Só se não consumirmos produtos estrangeiros, ora como se viu, no nosso último aumento de consumo que só serviu para ajudar a Alemanha a vender automóveis… o que prova que é impossível confiar no consumo para endireitar a economia, só para alguém que, talvez, só esteja interessado em nos enterrar de vez.

  2. Eu penso que é mais ao contrário, números embrulhados com muita mas mesmo Fé, ainda que no PS sejam quase todos agnósticos ou ateus mas eles lá sabem o que melhor serve os interesses deles e Não os dos seus concidadãos e Pátria.

  3. Os modelos econométricos do VGaspar e outros são execelentes, fazem previsões que podem errar, mas são bons modelos.
    O modelo do Centeno é uma bosta! Não é uma questão de fé é um modelo que sob certas circunstâncias e se tudo correr pelo melhor pode gerar uma situação xpto.

    E correr pelo melhor é continuar com as actuais circunstâncias, ou seja euro 20% desvalorizado relativamente ao dólar em dois anos, preço do petróleo a metade do preço de há dois anos. O BCE a comprar divida como nunca. Que querem mais? não pode o modelo funcionar? Pois pode, mas não encontro nenhum cálculo do impacto no programa PAF ( esta sigla parece um pneu a furar).

    Apresentem estudos diferentes para base de discussão e não criticarem sem nada fazerem.

  4. Quem dúvida de Victor Gaspar que fez as continhas todas e disse ter errado nas medidas? Vem a Maria Luis e fez aquilo que Victor dizia não poder ser. Perante tal o PS tem economistas que são o que são e a coligação tem economistas que erraram e mesmo assim continuam no erro.

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