O aumento dos nascimentos claro que é uma boa notícia, isso nem se discute. Já a forma como a informação é dada pode, em contrapartida, ser fonte de preocupação. A primeira que me chegou sobre o assunto foi nestes termos: “O fim da crise contribuiu em grande parte para que 2015 registasse um maior nascimento de bebés“. Não saiu no Povo Livre nem na Folha do CDS, “o fim da crise” é anunciado num texto que consta de um serviço de notícias aparentemente isento. Resta saber se a história foi ditada por um assessor político ou se saiu espontaneamente da pena do jornalista que a escreveu.
Assim vai o nosso jornalismo.

![bebe1[1].gif bebe1[1].gif](http://4.fotos.web.sapo.io/i/P1806705e/18738739_PfKcp.gif)
Puxa!
Ultimamente os seus postes, indiciam uma “depressão do tipo -“catarinoide” BE”
Vê fantasmas a até no anuncio da procriação!!!
Devemos estar todos mais contentes com a noticia : — Os portugueses, “….” mais!
Eheheh! Gostei do “catarinoide”. Confesso que ando irritadiça. A campanha eleitoral, com o seu inevitável chorrilho de mentiras (de um e outro lado da barricada) faz-me sempre brotoeja. Mas tire lá por uns minutos os seus óculos laranjinha e diga-me se isto é forma de escrever notícias.
Ainda assim, não se compara com isto: ligacao-apresenta-pouco-programa-e-76370 44
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/co
Pois. É o que há mais, em todo o lado, mesmo na Imprensa dita de referência. Colunas de opinião travestidas de notícias passaram a ser uma tendência jornalística. Não gosto. Nada!
Mas este exemplo que eu aponto embora não pareça é pior, porque é subtil. Pior que uma coluna de opinião travestida de notícia só uma notícia inocente politicamente manipulada.
Há ainda outra via: não falar do que pode assustar. Vê se descobres na primeira página do Público uma notícia sobre as previsões de aumento do défice na apresentação do PS feita hoje. A esta hora, só lá vejo isto: cia/ps-simula-criacao-de-207-mil-postos-d e-trabalho-ate-2019-1705422
http://www.publico.pt/politica/noti
Mas o PS já assumiu que pretende atingir a meta do défice um ano depois do prazo estipulado pelo PSD/CDS (salvo erro no primeiro caso falamos de 2018 e no segundo de 2017). E no entanto prevê uma subida.
Errata: na última frase deve ler-se “entretanto” e não “entanto”
Senhora Dona
Teresa Ribeiro
´Há muito que deixei de usar com lentes : laranjinhas, rosinhas e muito menos vermelhinhas…
Efectivamente, não temos, salvo raríssimas exceções, jornalistas com “J” .
São uns autênticos “Master’s Voice” . Até já se dão ao descaramento de “comentarem ” a noticia!
Um exemplo: Uma jornalista da TVI, reportando o briefing do Conselho de Ministros :–” O CM aprovou um projecto de lei sobre a proteção de crianças maltratadas e de idosos abandonados…”Claro ( comenta) que se trata d’uma medida eleitoralista!!!
Palavras para quê… são “artistas” portugueses” Levam a boca com pasta “Costa”
Atenção
Am só tem a 3ª classe antiga .. desculpem-me os eventuais erros gramaticais.
Caríssimo AM,
A pasta Costa vende entre muitos jornalistas, não duvido. Mas a pasta Passos olhe que também.
Não pode ser…
Tem de se avisar o Galamba, o Dr. e surfista Adão ou um daqueles outrs “comentadeiros” da TSF ou o mesmo o Dr. Teixeira da SiC-N, para acertar a pedagogia/ensinamentos de divulgação desta coisa…
Sei lá, que desvende, por exemplo, que tais nascimentos correspondem na realidade a picos de proficiência no ano passado que coincidiram (logo potenciados!!) com uma daquelas decisões do TC a favor dos funcionários públicos, com uma reiteração do Draghi do “whatever it takes!”, uma recordação do Obama a proclamar “Yes we can” ou mesmo galvanizados pelas boas novas que se anunciavam para 2015 pelo Syriza ou pelo vizinho Íglésias deste milénio!
Agora o governo PPC&PP açambarcar acrescento de libido e virtualidades derivadas é que não pode ser! Só se algum de tal acréscimo vier de indução de descuido…:-)))
Cada um consome o que gosta, não é?
Estivemos sempre em crise, tivemos sempre défice e inflação.
Mas crise a sério foi quando nos estivemos a endividar loucamente.
Duplicação da Dívida da Democracia em 4-5 anos.
Os sintomas vieram depois. Mas isso não interessa pois não?
E estes socialistas a reproduzirem-se à maluca, não o preocupam, Lucky?
Teresa está assim tão certa q os reproduzidos são socialistas é q a crise serviu para dezenas de noticias durante todos estes anos sem q mtas vezes se descortinasse qq causalidade, se estes são já do fim da crise.
Indaguei se a crise é quando se tem a doença e nada se faz contra ela ou quando se começa a cura – mesmo que mal e porcamente – não obtive resposta…só uma pergunta de algo diferente…
Está muito optimista em chamar-lhes socialistas. Imagine-se o que faria a esta sua irritabilidade se começasse a duvidar 🙂
Já agora é isento os jornalistas deixarem os políticos dizer que são eles que criam empregos?
Isto é a Acção Socialista, Povo Livre, Avante ? _news=786743
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id
A sobrevalorização da política pelos jornalistas é isenção?
O país esteve em recessão entre 2011-2013 e está numa fase de recuperação desde 2014. Por fim da crise, depende do que entende por crise. Eu que sou um rapaz novo sempre ouvi dizer que o país estava em crise. Desde o 2º governo de Guterres, já lá vão 15 anos.
Se colocar «A recuperação bla, bla» não é por lá estar «recuperação económica» (que é um facto insofismavél) que a frase pode estar errada. É preciso provar que é assim mesmo, que tem sido a recuperação a grande causadora deste aumento de natalidade, que sendo coisa boa, só é positivo se for o início de uma tendência de crescimento.