A melhor propaganda é a que passa como notícia


Teresa Ribeiro,

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O aumento dos nascimentos claro que é uma boa notícia, isso nem se discute. Já a forma como a informação é dada pode, em contrapartida, ser fonte de preocupação. A primeira que me chegou sobre o assunto foi nestes termos: “O fim da crise contribuiu em grande parte para que 2015 registasse um maior nascimento de bebés“. Não saiu no Povo Livre nem na Folha do CDS, “o fim da crise” é anunciado num texto que consta de um serviço de notícias aparentemente isento. Resta saber se a história foi ditada por um assessor político ou se saiu espontaneamente da pena do jornalista que a escreveu.

Assim vai o nosso jornalismo.

0 comentários em “A melhor propaganda é a que passa como notícia”

  1. Puxa!

    Ultimamente os seus postes, indiciam uma “depressão do tipo -“catarinoide” BE”

    Vê fantasmas a até no anuncio da procriação!!!

    Devemos estar todos mais contentes com a noticia : — Os portugueses, “….” mais!

    1. Eheheh! Gostei do “catarinoide”. Confesso que ando irritadiça. A campanha eleitoral, com o seu inevitável chorrilho de mentiras (de um e outro lado da barricada) faz-me sempre brotoeja. Mas tire lá por uns minutos os seus óculos laranjinha e diga-me se isto é forma de escrever notícias.

        1. Pois. É o que há mais, em todo o lado, mesmo na Imprensa dita de referência. Colunas de opinião travestidas de notícias passaram a ser uma tendência jornalística. Não gosto. Nada!
          Mas este exemplo que eu aponto embora não pareça é pior, porque é subtil. Pior que uma coluna de opinião travestida de notícia só uma notícia inocente politicamente manipulada.

          1. Mas o PS já assumiu que pretende atingir a meta do défice um ano depois do prazo estipulado pelo PSD/CDS (salvo erro no primeiro caso falamos de 2018 e no segundo de 2017). E no entanto prevê uma subida.

      1. Senhora Dona
        Teresa Ribeiro

        ´Há muito que deixei de usar com lentes : laranjinhas, rosinhas e muito menos vermelhinhas…

        Efectivamente, não temos, salvo raríssimas exceções, jornalistas com “J” .
        São uns autênticos “Master’s Voice” . Até já se dão ao descaramento de “comentarem ” a noticia!

        Um exemplo: Uma jornalista da TVI, reportando o briefing do Conselho de Ministros :–” O CM aprovou um projecto de lei sobre a proteção de crianças maltratadas e de idosos abandonados…”Claro ( comenta) que se trata d’uma medida eleitoralista!!!

        Palavras para quê… são “artistas” portugueses” Levam a boca com pasta “Costa”
        Atenção
        Am só tem a 3ª classe antiga .. desculpem-me os eventuais erros gramaticais.

  2. Não pode ser…
    Tem de se avisar o Galamba, o Dr. e surfista Adão ou um daqueles outrs “comentadeiros” da TSF ou o mesmo o Dr. Teixeira da SiC-N, para acertar a pedagogia/ensinamentos de divulgação desta coisa…

    Sei lá, que desvende, por exemplo, que tais nascimentos correspondem na realidade a picos de proficiência no ano passado que coincidiram (logo potenciados!!) com uma daquelas decisões do TC a favor dos funcionários públicos, com uma reiteração do Draghi do “whatever it takes!”, uma recordação do Obama a proclamar “Yes we can” ou mesmo galvanizados pelas boas novas que se anunciavam para 2015 pelo Syriza ou pelo vizinho Íglésias deste milénio!
    Agora o governo PPC&PP açambarcar acrescento de libido e virtualidades derivadas é que não pode ser! Só se algum de tal acréscimo vier de indução de descuido…:-)))

  3. Estivemos sempre em crise, tivemos sempre défice e inflação.

    Mas crise a sério foi quando nos estivemos a endividar loucamente.
    Duplicação da Dívida da Democracia em 4-5 anos.

    Os sintomas vieram depois. Mas isso não interessa pois não?

      1. Teresa está assim tão certa q os reproduzidos são socialistas é q a crise serviu para dezenas de noticias durante todos estes anos sem q mtas vezes se descortinasse qq causalidade, se estes são já do fim da crise.

      2. Indaguei se a crise é quando se tem a doença e nada se faz contra ela ou quando se começa a cura – mesmo que mal e porcamente – não obtive resposta…só uma pergunta de algo diferente…

        Está muito optimista em chamar-lhes socialistas. Imagine-se o que faria a esta sua irritabilidade se começasse a duvidar 🙂

        Já agora é isento os jornalistas deixarem os políticos dizer que são eles que criam empregos?

        Isto é a Acção Socialista, Povo Livre, Avante ?
        http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=786743

        A sobrevalorização da política pelos jornalistas é isenção?

  4. O país esteve em recessão entre 2011-2013 e está numa fase de recuperação desde 2014. Por fim da crise, depende do que entende por crise. Eu que sou um rapaz novo sempre ouvi dizer que o país estava em crise. Desde o 2º governo de Guterres, já lá vão 15 anos.
    Se colocar «A recuperação bla, bla» não é por lá estar «recuperação económica» (que é um facto insofismavél) que a frase pode estar errada. É preciso provar que é assim mesmo, que tem sido a recuperação a grande causadora deste aumento de natalidade, que sendo coisa boa, só é positivo se for o início de uma tendência de crescimento.

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