Pois. Essa coisa dos fluxos de significação parece-me muito bem. Mas, nesse caso, em homemenagem à criatividade da artista reconhecida internacionalmente, talvez se pudesse ter deixado a significação fluir um bocadinho mais. Digo eu. Ora vejamos:
a) no site do COI, a propósito de pequenas moedas em cuproníquel:
b) no site da jovem artista conhecida pelas suas esculturas e instalações com um agudo sentido de escala e domínio da cor em objetos do dia-a-dia e de elementos da cultura tradicional que nos revela novos fluxos de significação e, ao mesmo tempo, uma visão cúmplice e crítica da sociedade contemporânea, a propósito de uma instalação com 385 x 225 x 50 cm composta por talheres em plástico translúcido, ferro pintado, corrente metálica, motor, fonte de alimentação e instalação sonora:
E vai daí, se calhar não. Eu é que me precipitei e isto está tudo enquadrado nas dimensões de descontextualização e, sobretudo, de apropriação. Desculpem lá o tempo que vos fiz perder, sim?


Está muito bem assim e não poderia ser de outra maneira.
Quer o COI quer “a jovem artista” (todavia já com uma fundação de seu nome), adoptam obedientemente a degenerescência acordística: é no que dá, num caso, depender-se das boas graças do regime para o indispensável financiamentozinho; e, no outro, para consolidar a peculiar condição de artista do regime, com o que tudo isso propícia. Desde logo a aprioristicamente assegurada condição de excelência de tudo o que se faça. Bem como a garantia de mercado para o que se faça, ou queira fazer. Porque sim.
Os portugueses, por norma orgulhosamente embrutecidos – com mais ou menos dinheiro, mas sempre orgulhosamente embrutecidos – gostam imenso disso. Acham-se cultos, sentem-se importantes (nascida em Paris, que diabo, Paris!).
Até se convida, parece, e por exemplo, um arquitecto famoso – e não lhe discuto o mérito -, para, alegadamente, purificar o crime impune de uma barragem sem sentido (ou melhor, com muito sentido…). E o povão vai na conversa.
Temos o que merecemos.
Costa
É reciclagem. Uma generosa tentativa de suavizar a sua (dela) gigante pegada. Ecológica.
Não esquecendo… http://lishbuna.blogspot.pt/2015/06/temo s-portanto-e-pelo-menos-quarta.html
Euro em 2016?
Não seria melhor apresentar novas moedas de escudo?
Como têm motor, pode sempre acontecer que gripem ou que o dito as leve para bem longe…
Jovém «artista» especializada em encher a conta bancária.