Faz o que eu digo, não faças o que eu faço


Teresa Ribeiro,

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Segundo o estudo anual do Fórum Económico Mundial “A crise mundial de liderança é uma tendência que toca todos os outros problemas. O risco é que em lugar de inovar e colaborar para enfrentar os desafios comuns, os países e os dirigentes dos mesmos procurem respostas no isolamento, retóricas nacionalistas e antigos hábitos”.

Conclui-se portanto que em matéria de governance os donos do mundo não têm espírito empreendedor e recusam-se a sair da sua zona de conforto, agindo ao arrepio das regras de sucesso que instituíram para os povos que lideram. Enfim, nada que não tivéssemos já percebido.

Cambada de piegas!

0 comentários em “Faz o que eu digo, não faças o que eu faço”

  1. Os governantes, interessam-se em favorecer os grandes do mundo e assim garantirem o seu futuro. A falta de humanismo é total e nós vemos e sentimos isso, mas continuamos como se nada se passasse. Também nós, temos culpa porque estes senhores, já mostraram que é isto que vão fazer e nós aceitamos. Cada povo tem o que merece e nunca, este ditado, esteve tão certo como hoje.

  2. Para aqueles que acreditaram no fim da História após a queda do Muro as palavras de bom senso podem ser:

    – Podem-se enganar alguns durante algum tempo, mas nunca todos durante todo o tempo.

    – Os interesses dos muitos acabam sempre por se sobrepor aos interesses dos poucos.

    Estimem a Classe média, ela demostrou ser a chave da paz social.

  3. Cumprimento-a, minha cara.

    O tema de seu post obriga-me a transpor, por diferentes palavras, o que várias vezes abordei de uma forma genérica.

    A denominada “crise” de liderança sempre existiu. Em regra, os povos, que são o reflexo da estrutura da família e as instituições o espelho desta última, foram educados segundo o princípio da obediência. Não raras vezes, em nome de um Deus que se desconhece ainda, usou-se e usa-se a prerrogativa de Sua vontade para incutir um espírito de obediência que assenta não só na submissão perante a prepotência, que leva por nome autoridade ao invés de autoritarismo, como também para determinar e fazer cumprir a sublimação da autoridade, isto é, da liderança que cada um em si deve buscar, interpretando também a voz do mundo.

    Diga-se em boa verdade que este fenómeno não possui como causa única o vínculo religioso. Ele é fundamentalmente de índole social, antropológico, que é usado nas mais diversas expressões sociais, recordo-me agora do fenómeno político.
    Mas existiu uma grande excepção: o cristianismo em SI e não as expressões cristãs que se foram desenvolvendo ao longo destes últimos dois mil anos.
    Para compreender este corte seria necessário abordar a temática sobre a diferença entre o que é uma religião NATURAL e o que é a religião REVELADA. Como não é este o tema EM APREÇO deixo o mote e sigo em frente.

    Na grande maioria dos casos (99,9%) o Homem desenvolve sua sede de conhecimento em função da honra e projecção social, isto é, subordina sua liberdade comprando a aceitação dos comuns. Esta atitude não está em consonância com o desenvolvimento da necessidade de partilhar e fazer crescer o outro, todos os outros.
    Não nos admiremos, portanto, que quando em situação de algum relevo o Homem busque aliviar a anterior sublimação, reproduzindo em sua conduta todos os actos de submissão a que sempre se submeteu e, consequentemente, por ter vivido em função de uma cega obediência não é capaz de revelar aquilo que sempre se exige: Liderança.

    Aliás, no caso luso, este preceito, o da liderança, possui dois vectores que não se dissociam: o marialvismo e o conceito de que é trabalhando muito (que ainda não compreendi o que significa este muito), que é a conversa de quem é e foi escravo e deseja passar o testemunho a outros, que se revela tal atributo.

    Antecipando as conclusões de tudo quanto se infere neste comentário, não é por acaso que o impulso à descoberta desta liderança pessoal tenha sido abafado na catequese, espiritualidade e no colectivo de uma Nação ( ou das nações).
    O cristianismo mete medo até aos que se dizem cristãos: “Não vos trateis por pai e por doutor. Porque só um é Pai e Mestre”.

    Dizia Jean Guitton algo assim: “O conhecimento, ao progredir, desembaraçará as fórmulas anteriores de suas imperfeições, tornará mais precisas as adaptações da Verdade, mas o Verdadeiro subsistirá”.

    Já agora: Aos olhos do não crente, o crente é um louco. Eu não quero apoderar-me deste elixir dos não crentes. E como dizia, e bem, o autor referido, os não crentes são seres feitos para ver, para disfrutar do que vêem mas que por não conseguir ainda levantar as pálpebras não vêem.
    Mas o curioso nesta matéria é o facto dos que se dizem crentes também terem necessidade de ver.

    O verdadeiro empreendedor é aquele que inicia a obra pelas fundações, isto é, por si mesmo.

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