Penso rápido (51)


Pedro Correia,

Faz-me impressão verificar que apenas um terço dos militantes do PS tenha entendido votar nas recentes eleições para as federações socialistas. Isto é um sério indício de fragilidade do partido, que aliás as mais recentes sondagens vêm demonstrando. O PS sairá deste processo eleitoral interno mais debilitado, mais dividido, com feridas muito sérias por cicatrizar — desde logo uma ferida já antiga, causada pela governação Sócrates.
Enfim, boas notícias para os partidos situados à esquerda do PS e também para franco-atiradores como Marinho Pinto. Interrogo-me se serão boas notícias para a democracia portuguesa.
Não custa vaticinar desde já que o elenco da próxima legislatura em São Bento será bastante mais fragmentado do que o actual. É aliás a tendência que se vai verificando por essa Europa fora. Cada vez que ouço um responsável partidário, por cá, reclamar “maioria absoluta” nas urnas tenho de concluir que vive num mundo que nada tem a ver com a realidade.

2 comentários em “Penso rápido (51)”

  1. Mais custa a acreditar que nos dias de hoje, alguém, diga que consegue fazer pelo PS, o que os outros não sabem fazer!…. Isto é que é vidência pura!……

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