Um comentário em “A culpa foi do artigo 31.º”

  1. O que é que em 1999 impedia um deputado de no fim da legislatura pedir o respectivo subsidio de reintegração por exclusividade, mesmo que não a tivesse declarado no principio da legislatura? Nada, e vários deputados o fizeram. Apenas tinham de provar que não tiveram outros rendimentos para além do vencimento de deputado e outros previstos na lei, como a colaboração paga com meios de comunicação social. Foi o que aconteceu, e o presidente do Parlamento que na altura era socialista, atribuíu o subsídio a Passos Coelho com base nas declarações de rendimento que apresentou relativas a esses anos. Acresce a isto que os eventuais pagamentos que a Tecnoforma lhe terá feito, apenas teriam ocorrido entre 2000 e 2004. Não vejo como seria possivel alguém em 1995, 96, 97, 98 e 99, declarar rendimentos que teria auferido entre 2000 e 2004, e eu digo teria auferido, porque até hoje ainda não vi nenhuma prova desses pagamentos.
    Não estou aqui a tentar ilibar o 1º ministro de nada, porque ele também não está a conduzir as coisas da melhor maneira. Mas na narrativa dos media não bate a bota com a perdigota, e têm passado os dias a citarem-se uns aos outros.
    No fim desta história, que há-de ter um fim, pode até provar-se que Passos Coelho praticou alguma espécie de ilícitos, e nesse caso só lhe resta demitir-se e prestar contas a quem tem de prestar, e explicar aos que votaram nele, como é que se atreveu a candidatar-se a presidente do PSD e depois a 1º ministro de Portugal, tendo rabos-de-palha deste tipo.
    Mas se nada se provar e se isto tudo não passar de uma campanha para ofuscar o facto de altas figuras do PS, entre as quais uma ex ministra, estarem a ser condenadas nos tribunais a pesadas penas de prisão, aos que andam nos media a promover esta campanha até agora apenas baseada no diz-que-disse, sem apresentarem nenhum tipo de provas, como é o caso da carta que ilustra este post, a esses nada acontece, e vão continuar a fazer nos media este jornalismo rasca tipo “para quem é, bacalhau basta”.

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