«Sou a mãe do Fernandinho, que é sem dúvida, um miúdo “engraçadíssimo que corre por todo o lado com cara de rufia”! E é muito mais que isso. O mundo seria de certeza mais pobre se ele não tivesse nascido. Porque eu seria muito mais pobre, a nossa família seria mais pobre, muitos à nossa volta seriam mais pobres. Pode ser incompreensível, mas é imensurável a alegria que este miúdo é e a alegria que este miúdo nos traz. Devia ter nascido, sim. E todos os dias agradeço ser mãe deste miúdo. E todos os dias penso que falta fazem a este mundo, cada vez mais pobre e mais asséptico os tantos miúdos com t21 que não nascem, apenas por ignorância de quem acha que pode decidir sobre a vida deles.»
Da nossa leitora Rita Líbano Monteiro. A propósito deste texto da Francisca Prieto.

Um dia destes, uma mãe que conheço das andanças da T21 comentava que os bebés pré-diagnosticados morrem…de medo. Do pavor que os pais têm de os terem. Achei muito curiosa (e muito verdadeira) a perspectiva.