«Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, nada seria.
Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me fizesse escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria.
O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo.
O amor jamais acabará.As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá.
Com efeito, o nosso conhecimento é limitado, como também é limitado nosso profetizar.
Mas quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança.
Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então veremos face a face. Agora, conheço apenas em parte, mas, então, conhecerei completamente, como sou conhecido».
Carta de S. Paulo aos Coríntios

Quem é capaz de amar assim?
Parece realmente sobre-humano que o amor possa ser esta espécie de rendição incondicional, estou de acordo…
Mas, ao mesmo tempo, há lá coisa mais humana do que o amor? Não é isso o que nos distingue?
Acho que, na sua génese, acontece e pulsa assim. E é por isso que se faz e se desfaz.
E depois, teimosamente, refaz-se …
Sem ele, como dizia Sophia, “a vida é um deserto sem água, uma noite sem lua, um país sem nome, uma terra nua”.
Ou então … de nada nos aproveitaria, como escrevia Paulo de Tarso.
Sem dúvida! A capacidade de amar assim, existe. Só é pena ser tão rara…
O meu primeiro comentário é mais um lamento (ou uma esperança?) do que uma crítica.
Eu percebi, Cristina 😉 Mas é óbvio que o tema merece a dúvida…
Eu sei de quem 🙂
De quem, quê? A liberdade? De todos, de todos 🙂
Ame assim 🙂
Quem me dera, Isabel… Demasiado imperfeita 😉
Eu também. Mas a boa notícia é que se aprende bastante com o exemplo 🙂