Reflexão do dia


Pedro Correia,

«O PS não tem condições hoje para recusar um debate sobre reformas que têm a ver com o futuro do País. E que necessariamente dizem respeito a um partido com responsabilidades de governo. O PS não pode recusar debater um conjunto de decisões que vão ter de ser tomadas no futuro, no quadro dos imperativos desígnios de ajustar o País às condições de permanência na moeda comum, sendo o PS um dos partidos do arco constitucional europeu. Essa responsabilidade o PS não pode de forma alguma enjeitar.»

Luís Amado, no Diário Económico

25 comentários em “Reflexão do dia”

  1. “imperativos desígnios de ajustar o País às condições de permanência na moeda comum”

    Não percebo porque é que manter o pais na moeda comum há-de ser um desígnio mais imperativo do que manter as pessoas no país. Se o euro não nos serviu, e nos serve mal, e quem pode não o quer mudar para nos servir melhor, porque é que enquanto país nos havemos de sacrificar eternamente?

    1. “Se o euro não nos serviu, e nos serve mal”

      Onde é que o Euro não nos serviu?
      Qual foi a diferença para o Escudo?
      Não estivemos na bancarrota também e com o FMI cá?

      Houve ou haverá alguma moeda que serviu o Regime Socialista que temos?
      Claro que não, o ADN do regime,a educação publica e mediática que pela sua permanência de décadas já se tornou cultura criada pelo regime implica que iremos parar à bancarrota sucessivamente.
      Se a Dívida não estivesse já nos 120% e o Governo tivesse margem para se endividar muito mais julga que não fariam todos coro para tal?

      O curioso é que você não questiona o Regime Social Populista. Esse que impõe caminhar para o socialismo mesmo os que o não são…

    1. Porquê, se não há nenhuma incorrecção na frase? Sugiro que veja, por ex., Estilística da Língua Portuguesa, de Rodrigues Lapa.

          1. Àquilo que liga dois verbos chama-se conjunção, de acordo? Então suponho que “a” seja uma conjunção.

          2. Tenho todo o gosto em continuar a discussão, mas:
            Não me parece elegante fazê-lo no espaço dos nossos anfitriões.
            Estou na aldeia e a internet móvel às vezes funciona. Não sei é quando nem durante quantos minutos.
            Nem sempre o que liga dois verbos é conjunção. As preposições também os podem ligar. Veja, por exemplo, as frases “estou a pensar nisso; acabei de responder”. O que levanta a questão, manhosa, de saber o que são conjunções e preposições. Faltam os estudos, tanto em Portugal como no estrangeiro. Aliás, um dos raros que conheço sobre preposições é meu e de uma amiga, salvo erro de 2004, quando estudámos um subtipo. Pode encontrá-lo em www. Priberam.pt
            Cumprimentos rurais, em tempo de poda.

          3. Matéria interessante, de facto. Fica a conversa para outra oportunidade. Cumprimentos.

  2. Luís Amado e as Universidades de Verão do PSD, no seu melhor. Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
    E mais não digo.

      1. O que está em causa não é a reforma do estado, mas o corte de 4.000 milhões no estado social e nesse sentido o ps não deve participar. Vamos ser sérios e deixar-nos de propaganda barata

      2. Pedro, essa resposta em que se refere a “propaganda barata” não é minha. Eu uso o anonimato mas não tenho esse tipo de resposta a alguém que me interpela ou responde. Sim, ele é mal-amado, e concordo com o anónimo que respondeu no facto de se considerar reforma como cortes “baratos”.
        Se Passos e Cia., tivessem uma política consistente apresentariam o mote da sua dita reforma e então seria debatida por todos. Por exemplo, introduzir novamente o serviço militar obrigatório não é reforma, mas oportunismo.

          1. É verdade, Pedro. E a existir reforma nas Forças Armadas seria precisamente incluir os recursos aí disponíveis a favor da nação. Nos anos 80 as Forças Armadas, em particular a Força Aérea e Marinha, ministravam cursos nas mais diversas especialidades. Cursos estes que dotavam, e dotam, de excelentes capacidades técnicas, assim como de conhecimentos, os formandos. Nunca o meu juizinho entendeu a razão do dito “estado” (aqueles que o manipulam) não utilizar todos esses recursos, subcontratando-os, para poupar e para reaproveitar o investimento feito. Por exemplo, nunca percebi a razão de não se colocar, nos meses de verão, os recrutas, praças, sargentos e oficiais, em treino de campo, nas florestas portuguesas prevenindo assim, com sua presença, os incêndios. Matava-se dois coelhos de uma cajadada: ensinavam-se técnicas de orientação e sobrevivência e, usando a engenharia, limpavam-se alguns territórios. Também não compreendo a não utilização pela parte civil de cuidados de saúde, bons, diga-se, que os militares têm. Também não compreendo que se contratem serviços aos privados para desenvolvimento de software e não se potencie os recursos existentes nas Forças Armadas para fornecer tais serviços. Também não compreendo que não se utilize a engenharia militar para construir minas de retenção de água no topo das florestas para que, por inércia e uso de condutas com aspersores e válvulas, pudéssemos, no verão, humidificar certas áreas de floresta evitando, desta forma, incêndios. Mas há mais, muito mais. Veja a poupança que não se geraria com este tipo de reforma: no pensamento e actuação. Assim, já não seria necessário incluir o SMO, para captar mão de obra barata, e teríamos uma excelente capitalização dos impostos que todos pagamos para manter estas estruturas. Mas eu sei, eles pensam que o sector privado é que é rentável e gere bem. Mas eu sei que isto é mentira, porque nunca trabalhei no estado.

  3. Não percebo como é que a saída do euro ajudava a manter as pessoas no país .

    Com desvalorizações atrás de desvalorizações num país que importa quase tudo o que é essencial ao desenvolvimento da economia ?
    Então está bem …

      1. É defendida pelas cúpulas , que têem que defender causas fracturantes sabendo de antemão que nunca irão ter que decidir sobre elas .

        Porque pelo respectivo eleitorado já duvido , muito em especial o que tem empréstimos para habitação indexados à Euribor .

        1. JFA representa-se a si próprio. É respeitável, mas vale o que vale: há sempre alguém, felizmente, disponível para remar na direcção contrária – mas não passa a ter razão só por causa disso. A verdade é que PSD, PS, CDS e BE defendem a manutenção de Portugal no euro. Tal como na Grécia todas as forças políticas rejeitam o regresso ao dracma – excepto o Partido Comunista e os neonazis.

          1. JFA talvez tenha um pouco mais de razão porque escreveu contra a entrada no Euro evocando os problemas que vieram precisamente a verificar-se… O problema não é a ideia de moeda única (coisa que repugna os tais nacionalistas bacocos) mas sim a forma como esta foi construída, e houve quem se apercebesse cedo que ela não nos iria ajudar, pelo contrário.

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