empurrava desde ontem e tudo estonteava na batida. andou beijando o céu por entre as casas e foi aquele azul quase uma vida. refeito olhava a rua, incrédulo foi voando de rajada. à medida que insistia na corrida, que a distância o apartava, sentia-se o vento agrilhoado. a chuva ainda o chamou de onde andava. estranhou a recusa à tempestade e o rol de frases descabidas: “pode lá perder-se o vento!”. o vento que desde ontem empurrava e tudo estonteava na batida, mentia. fintava a noite, quando viu o azul e a rua em alvorada. beijando o céu por entre as casas, amainou no beco a ventania.

Quando um belo texto reencontra uma bela imagem, dá nisto : um romance enternecedor.
😉
terno abraço, cr
Belíssima corrente de ar.
LOL, aragem, aragem