Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (100)
Pedro Correia,
«Não há normas. Todos os homens são excepção a uma regra que não existe.»
Fernando Pessoa (1888-1935)
20 comentários em “Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (100)”
Estava ansioso pelo número 100… talvez o maior poeta/pensador de todos os tempos em Portugal. Compreendo, mas como o conjunto da sua obra só ficou praticamente conhecida depois da sua morte, dificilmente poderia receber a tempo o prémio Nobel
Pois. Este pensamento mostra que pessoa via cada homem como um ser único, em vez de o ver primariamente como membro de um grupo – um ponto de vista tipicamente liberal. Também noutros textos de Pessoa, sobre o comércio, se vê que os pontos de vista económicos dele eram tipicamente liberais, ou seja, que ele era a favor do comércio livre.
Na verdade essa regra não existe – embora só tenha acontecido uma vez, em 1931: Erik Axel Karlfeldt (havia recusado anos antes por pertencer à Academia). As regras de todos os Prémios Nobel são muito vagas e ambíguas – as ditadas por Alfred Nobel no testamento. As outras são implícitas – e decididas, mantidas, ou alteradas por quem é responsável pela decisão. Explicitamente nada impede que o Nobel seja a título póstumo. Mas não, não vai acontecer… com muita pena nossa 🙂
P.S. O Prémio Nobel da Paz só com muita boa-vontade se pode dizer que respeita as «regras» testamentadas por Alfred Nobel, por exemplo…
Digamos que essa foi a excepção necessária para a confirmação da regra (vigente, mesmo sem ser expressa). Não conheço outra. Excepção que não por acaso beneficiou um sueco: mesmo a título póstumo, jogava em casa. Se não houver outra, existe pelo menos esta semelhança entre o Nobel e o futebol: o factor casa conta.
Cá para mim deram-lhe o Nobel depois de morto para não ter o desplante de voltar a recusar… 🙂
Estava bem morto. E assim ficou, André. O Nobel não conseguiu ressuscitá-lo.
Estava ansioso pelo número 100… talvez o maior poeta/pensador de todos os tempos em Portugal.
Compreendo, mas como o conjunto da sua obra só ficou praticamente conhecida depois da sua morte, dificilmente poderia receber a tempo o prémio Nobel
Sim, Carlos. Tal como sucedeu com Kafka, por exemplo. Dois escritores que mais teriam merecido o Nobel.
Um verdadeiro liberal.
É um extraordinário pensamento, este. Pessoa, além de um poeta enorme e um prosador notável, era também um excelente pensador.
Pois. Este pensamento mostra que pessoa via cada homem como um ser único, em vez de o ver primariamente como membro de um grupo – um ponto de vista tipicamente liberal.
Também noutros textos de Pessoa, sobre o comércio, se vê que os pontos de vista económicos dele eram tipicamente liberais, ou seja, que ele era a favor do comércio livre.
Esses textos são pouco divulgados e mereciam ser mais conhecidos.
e… a propósito de Pessoa, spx?pi=acortog
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.a
É altura!
Pessoa seria certamente o primeiro a assinar esta petição.
Para acabar em grande! (Devia receber pelo menos 5 Prémios Nobel da Literatura…)
Sim, André. Contando com os heterónimos, naturalmente.
😉
E se fosse a título póstumo?
Só lhes ficava bem.
O Nobel não é concedido a título póstumo. Esta é uma das regras do prémio.
Mas ficava-lhes bem, Gui, lá isso ficava.
Na verdade essa regra não existe – embora só tenha acontecido uma vez, em 1931: Erik Axel Karlfeldt (havia recusado anos antes por pertencer à Academia). As regras de todos os Prémios Nobel são muito vagas e ambíguas – as ditadas por Alfred Nobel no testamento. As outras são implícitas – e decididas, mantidas, ou alteradas por quem é responsável pela decisão. Explicitamente nada impede que o Nobel seja a título póstumo. Mas não, não vai acontecer… com muita pena nossa 🙂
P.S. O Prémio Nobel da Paz só com muita boa-vontade se pode dizer que respeita as «regras» testamentadas por Alfred Nobel, por exemplo…
Digamos que essa foi a excepção necessária para a confirmação da regra (vigente, mesmo sem ser expressa). Não conheço outra. Excepção que não por acaso beneficiou um sueco: mesmo a título póstumo, jogava em casa. Se não houver outra, existe pelo menos esta semelhança entre o Nobel e o futebol: o factor casa conta.
Cá para mim deram-lhe o Nobel depois de morto para não ter o desplante de voltar a recusar… 🙂
Estava bem morto. E assim ficou, André. O Nobel não conseguiu ressuscitá-lo.