O que surpreende é que só agora o FMI tenha acordado para uma realidade destas, para a qual a maioria dos economistas já tinha alertado!
E não se tenha qualquer dúvida que o risco será ainda maior se eventuais medidas adicionais de austeridade vierem a ser tomadas pelo lado da receita fiscal, nomeadamente impostos sobre o rendimento, seja de trabalho ou de capital.


Ou se quando tomadas do lado da despesa, apontem baterias aos beneficiários de Rendimento mínimo, do SNS ou do subsídio de desemprego, enquanto o bandulho das PPP vai enchendo, para dar um exemplo.
Como qualquer Cidadão, julgo eu, gostaria que as PPP’s fossem alvo de renegociação. No entanto, e em abono da verdade, este assunto é uma falácia, e por vários motivos:
1. Foram assinados contratos de concessão, cuja blindagem não permite margem de manobra;
2. Foram os grandes escritórios de advogados que colaboraram na elaboração dos contratos, entidades que tantas vezes colaboram com o Estado, com os resultados que se conhecem;
3. A possível negociação, acreditem, apenas passará pelo prolongamento do período de concessão, isto é, reduzindo a factura no imediato mas aumentando-a no longo prazo;
4. Foi com o consentimento do Poder Político que tais contratos foram celebrados, incluindo um conveniente silêncio da Presidência da República;
5. A Banca, principal interessada neste assunto, nunca deixará de receber mediante as “expectativas” criadas (e assinadas), ainda para mais quando se debate com uma brutal falta de liquidez;
6. Acresce referir que, perante uma renegociação, as “ameaças” de despedimentos e falências das construtoras serão demasiado “pesadas” para que, em consciência, se possa admitir uma redução substancial da factura.
Em suma, este é apenas mais um dos casos em que, se efectivamente se fizesse uma investigação séria (e a Comunicação Social sabe como… mas não lhe interessa), muitos “galos cantariam”.
Não se iludam, a pretensa/suposta renegociação é uma valente treta…
Eu sou uma criatura pouco dada a ilusões…
Também não creio que a coisa vá a bem. Por isso suspeito que irá a mal.
Já começa a ser preocupante o bronzeado excessivo.
Talvez seja das deslocações ao Niger para o financiamento às escolas.
:))
Já tinha, de facto, pensado que a Senhora Lagarde está demasiado queimada.
Ou é o Niger ou são muitas horas de solário. Qualquer das hipóteses preocupante…
Já a queimaram pelo salário sem imposto, mas o solário imposto é capaz de ser pior, tem razão!
Excelente trocadilho, meu caro da Maia!
Mais uma adepta da teoria económica de José Sócrates.
Este blog está cheio deles.
Quando explodir não se admirem.
O presente é só uma brincadeira.