
Parece que o Primeiro-Ministro resolveu exercer a sua autoridade sobre o Governo e censurar o comportamento de alguns ministros. Julgava eu que tivesse sido pelos erros evidentes da política de alguns ministérios. Mas não. A razão da censura é terem faltado ao Conselho Nacional do PSD. Segundo se lê na notícia “os membros do Governo de coligação com o CDS-PP que são militantes sociais-democratas ou independentes são convidados a estar presentes nas reuniões do Conselho Nacional do PSD, nas quais há uma bancada reservada para eles“. Parece, no entanto, que esse amável convite é na verdade uma obrigação pois, segundo o Primeiro-Ministro, “os membros do Governo têm a obrigação de ouvir e de responder perante o partido“, e pelos vistos, mesmo quando são independentes.
Mesmo no tempo de Cavaco Silva, quando o PSD teve a maior maioria de sempre, nunca aconteceu nada de semelhante. Cavaco Silva distinguia sempre o partido do governo e nunca misturava as duas situações. Obrigar ministros a ir a uma reunião partidária para responder perante o partido é um exemplo da partidarização do Estado absolutamente inaceitável. Nos termos do art. 191º, nº2, da Constituição os Ministros respondem perante o Primeiro-Ministro e, no quadro da responsabilidade política do Governo, perante o Parlamento. É esse o lugar adequado para os Ministros prestarem contas à Nação.
E já agora, se não fosse pedir muito, talvez aconselhasse a que se moderasse um pouco o vernáculo do Primeiro-Ministro. Quando se ouve num debate parlamentar sobre o estado da Nação um Primeiro-Ministro a afirmar que “não vai pôr porcaria na ventoinha“, a única coisa que conseguimos é lamentar o estado a que isto chegou.

Eu diria que na fotografia Passos Coelho está a apontar para os seus cada vez mais parcos cabelos, e para a cada vez mais evidente careca, e a dizer, precisamente, O estado a que isto chegou!.
Provávelmente, o passo a seguir será a substituição das duas setas curvas ascendentes, por uma cruz suástica… e a instituição da saudação de braço estendido “Heil Coelho”.
Agora, os “sábios” já não se preocupam com os problemas da crise: origens, consequencias, palpites, soluções, etc, etc… Não!
Agora a moda é se um ministro se bufou, se errou no falar português, se deu uma rapidinha, se está mais feio… Tricas á Bobone …
Como dizia Millor Fernandes
“Foda-se” “Puta que pariu” Cómo caralho “
É a linguagem que os sábios merecem!
Não sabia que Millôr Fernandes era o autor dessas expressões. Muito obrigado por essa informação.
Claro que M.F não é o autor destas expressões…mas, escreveu sobre elas e outras do mesmo teor.
Ver: Comentário no spot ” Haja mais critério e respeito”, de João Carvalho.
Saudações
Que desilusão! E eu que tinha ficado a pensar que o homem tinha enriquecido, graças aos “royalties” que cobrava de cada vez que alguém dizia essas expressões.
Preparava-me mesmo para passar a dizer sempre que as ouvisse: “Não se esqueça de dizer: Como diz Millôr Fernandes”
É evidente que Passos precisa de um novo chefe de Relações Públicas e (sejamos honestos) de um novo barbeiro.
A sessão de ontem não foi própria para pessoas sensíveis.
No discurso do Seguro julguei-me por momentos num ‘programa da tarde da TV’. Só faltou apontar para a galeria e surgirem as vítimas do Governo para o reality show me levar às lágrimas!
Outra coisa não seria de esperar do homem quando nada mais o consola senão o partido.
Já quanto ao novo penteado, tem toda a pinta de se tratar de mais uma sugestão da sua amiga Angela.
A “porcaria na ventoinha” é tipicamente uma bosta para desviar as moscas que não resistem a um fait-divers.
Já a insistência na militância dos independentes soa a remodelação governamental à vista… a menos que os ministros independentes também tenham que ir às reuniões do CDS… e o absurdo permite afinal dispensar os ministros do CDS do mesmo frete.
A plebeização é geral. Perdeu-se a vergonha e com ela os modos.
Está a condizer com o «acordo» ortográfico, ou o Tua, exemplos de absoluta falta de respeito por Portugal, pelo povo português, pela democracia, pela decência.
Pois vai, eu tambem presinto o mesmo. Resta saber é o quanto e o quão distante vai a porcaria…
estavam a espera do quê?
Uma coisa é certa, a porcaria cada vez fede mais.
Mal de nos, que no meio desta porcaria nunca mais nos limpamos.
São os filhos dos “fundos faceis” mas são o que temos, é com eles que jogamos no Europeu.
Parece-me que por este andamento nunca conseguiremos igualar com o futebol…
Reina a desordem dentro do convés, porque será? (pergunto-me)