Cogitação de fim de dia


cronicasnofeminino,

Mas alguém ainda em acredita em políticos destes ou destes?

28 comentários em “Cogitação de fim de dia”

  1. Não concordo com a tag!
    Mas “assino por baixo”: que merda de políticos!
    E não me refiro só aos actuais (que são mais que as mães), mas também a todos os que tiveram a “inteligência” de conduzirem o país até AQUI!
    Alguns dos quais se apresentam agora como paladinos da “boa política”, do “desenvolvimento”, da “justiça social”, do “etecetra”!
    Minha cara Senhora: não há pachorra para tais dislates!

    Cumprimentos!

    1. Pois, tem razão, são mais os políticos. Todos os que nos conduziram até aqui e os que nos estão a conduzir ao abismo e teimam que não se passa nada. Fazem-me lembrar o Sócrates, a mesma estratégia: negar até ao fim o que é evidente. Não entendo como não previram que tanta austeridade ia dar nisto. Até eu que nada percebo de finanças percebi. Se as pessoas não têm dinheiro, não consomem. Pobre do pequeno comércio e das empresas pequenas que estão todas a fechar e pobres de nós que andamos a fazer tantos sacrifícios para isto.

    2. hahaha!

      “porque apertaram de mais, não vão cumprir o défice.”

      É isso 11 mil milhões de nova dívida mais 1100 euros por cada português até Maio não chega? Quanto queria 15 mil milhões, 20 mil milhões?

      Mais uma Socratista não assumida.

      1. É tão fácil acusar os outros através daquilo que se é: um não assumido. Um não assumido que aqui aparece para ‘mandar umas bocas’ nem sempre simpáticas e muitas vezes ao lado a coberto de algo que considero abjecto e nojento, o anonimato.
        Se me tivesse lido antes sabia que o que penso em relação ao Sócrates.

  2. Felizmente que, ainda nos resta algumas actividades económicas que não vão à falência:

    Rock in Rio / Madonas/ Futebol e quejandas !

  3. Torraram os subsídios dos trabalhadores e reformados do sector público, agora ameaçam torrar os do privado, enquanto isso há quem esteja cada vez mais rico e os mesmos de sempre vão dividindo entre si os conselhos de administração em regime de escandalosas acumulações. Depois admiram-se que chamem ladrão ao ministro dos pastéis de nata como hoje sucedeu na Covilhã…

        1. Às vezes a comunicação online tem destas coisas. Peço desculpa por não ter entendido. Vinha enfurecida por me acusarem de socrática e ainda por cima não assumida. Tudo bem 🙂

  4. No contexto actual, será isto o mais importante: a demonstração (honesta) do superficial inconstante? Quem se preocupou com a raiz das coisas, quando se mentia para vender a pseudo saúde e felicidade económicas e, sobretudo, a indelével e aparente coerência dos discursos?
    Prefiro isto, de longe.

    1. Eu prefiro competência, Laura, e honestidade. Passos Coelho está a fazer o que Sócrates fez: negar até à última que a situação é muito grave e neste caso concreto, porque apertaram de mais, não vão cumprir o défice. É tão difícil admitir que se errou? Claro. Os políticos não fazem isso e entretanto somos nós mais uma vez quem vai pagar esta diligência de nos mostrarmos muito cumpridores para o exterior.

      1. Isto são teorias à Manuel José a Carlos Queiróz…
        falarem antes do tempo!

        Anda por aí muita boa gente… a rezar e todos os santos para que o “homem” falhe…
        …
        Eu não vos dizia! Eu bem que vos avisei! Mesmo à Portuguesa!

        1. Por aqui se vê que só alguns pagam esta crise. se lhe fossem ao bolso queria ver o que pensava. E quem avisou quem? Outro que só lê o que lhe apetece e distorce tudo à sua maneira. Já o disse por aí em vários comentários que, embora não tivesse votado Passos Coelho, ele conseguiu desiludir-me. Nem sei porque me dou ao trabalho de me justificar.

  5. Mas leu o relatório em que se baseiam as notícias ou ficou mesmo pelo que diz o jornal? É que o título do INE para o relatório até é outro completamente diferente, dizendo que diminuíram as necessidades de financiamento da economia e aumentou a poupança. E diz mais, diz que o rendimento disponível estabilizou apesar da diminuição das retribuições (aumento de 0,2%, por causa das prestações sociais). Para além disso há um conjunto de factores conjunturais que explicam esse aumento do défice no primeiro trimestre. É que quando se compara o que é comparável, o défice diminuiu 1,5% (não chega, mas isso é outra história, até porque ainda faltam nove meses de execução e não estão aí incluídos grande parte do aumento do IVA e o corte dos subsídios).
    Os políticos podem ser maus, mas reflectem essencialmente a exigência dos seus eleitores.
    henrique pereira dos santos

    1. Não sei então por que é que PSD e CDS vieram dizer que as notícias não eram animadoras e Pedro Passos Coelho não descartou mais medidas de austeridade. Se pudesse ia-me embora daqui para fora. estou farta que me roubem e enganem.

      1. Pela sua resposta deduzo que não leu o relatório, ficou-se pelas notícias de jornal. Tem alguma razão para supôr que é menos enganada pelos jornalistas que pelos outros? Vá ler o relatório, qualquer leigo, como eu, consegue lê-lo e ver a distância que vai do que lá está ao que está no jornal.
        Agora respondendo às suas duas perguntas, pela ordem inversa: 1) Passos Coelho não descartou novas medidas de austeridade porque ninguém, no seu perfeito juízo, pode dar garantias de que não vão ser precisas. As notícias da execução são más, no que diz respeito às receitas (não tão más como dizem os jornais, mas más) e razoáveis (até talvez boas) no que diz respeito às despesas, mas é muito cedo para ter certezas do que se vai passar, sobretudo numa altura de instabilidade tão grande. O facto das pessoas se enganarem não quer dizer que a enganam; 2) Por que é que PSD e CDS reagiram como reagiram? Porque os riscos existem e politicamente a melhor forma de lidar com eles é baixar as expectativas. Se o Governo falhar a meta do défice até 1% ninguém vai reagir porque é a expectativa que tem sido vendida (até tem sido vendida uma expectativa de erro maior, mas estou a considerar as pessoas sensatas). Se acertar, ou falhar até 0,2% vai aparecer como sendo um governo de heróis que conseguiram não falhar. Temos de concordar que neste ponto de gestão de expectativas aprenderam alguma coisa com a fanfarronices de Sócrates que a realidade se encarregava de desmentir.
        henrique pereira dos santos

        1. Não, não li o relatório e não, também não vou ler. Há coisa mais interessantes. Tenho ali A Grande Arte do Rubem Fonseca à minha espera. Não, não tenho razão nenhuma para considerar os jornais menos aldrabões que os demais mas não lhe parece então estranho que todos os jornais tenham noticiado o mesmo? E que se é mentira que o próprio governo não tenha desmentido? Posto isto, e mediante toda esta atitude, sim, neste caso concreto acredito nos jornais.
          Para bem de todos, é bom que tenham aprendido com as fanfarronices do Sócrates, vamos ver é se não lhe pegaram o jeito de fugir à verdade e fazer como a avestruz.

          1. Não, não há mentira nenhuma, há uma coisa bem pior: meias verdades. É verdade que défice do primeiro trimestre de 2012 é 7,9 e do primeiro trimestre de 2011 é de 7,4. Mas convém reparar no seguinte. Estes némeros dizem respeito ao primeiro trimestre e estão no relatório de conjuntura do INE. Quando este relatório saiu, na sexta feira, já havia números dos dois meses seguintes da execução orçamental. Viu algum jornal usar o facto de já haver informação sobre os dois meses seguintes para discutir tendências? Eu também não. A comparação de receitas e despesas, para ter sentido, deve ser feita entre o que é comparável. Viu algum jornal referir que as receitas do IRC do primeiro trimestre de 2011 estavam empoladas pela antecipação de dividendos em 2010? Eu também não. O IVA do primeiro trimestre reflecte muito imperfeitamente a alteração do iva da restauração e outras mudanças no IVA. Viu algum jornal referir isso na interpretação dos números? Eu também não. As despesas com pessoal têm vindo a mostrar uma aparente diminuição cada vez maior, antes das contas reflectirem o corte dos subsídios de férias (só será visível na execução de Junho) e de natal (visível na execução de Novembro). Viu jornais referir isso? Eu vi, alguns no meio das notícias e sem explicar o que isso significará no défice do fim do ano. O perfil de pagamento dos juros é bastante diferente em 2012 em relação a 2011, com uma maior concentração do pagamento no primeiro semestre e mais alívio do segundo. Viu os jornais falar disso? Eu não. Os pagamentos à RTP foram concentrados no princípio do ano em vez de diluídos ao longo do ano, o que evidentemente sobrecarrega as contas do primeiro trimestre e alivia os trimestres seguintes. Viu os jornais referirem isso na interpretação dos números? Eu não. Passos Coelho disse que retirados os factores conjunturais o défice do primeiro trimestre andaria pelos 6,5 ou coisa que o valha. Não tenho dados para saber se ele tem razão ou não (ou melhor, posso ir ao relatório da UTAO sobre a execução do primeiro trimestre mas neste momento não o vou fazer), o que está longe de indiciar uma execução pior que a de 2012, mas também está longe de dar tranquilidade sobre o que vai acontecer em 2012.
            De qualquer maneira apenas achei excessivo o seu comentário, mas dado que não se informou sobre o assunto, nem se quer informar, fica o post explicado. Bem como a falta de qualidade dos políticos: com eleitores com este grau de exigência na formulação dos seus juízos, é natural que os eleitos sejam o que são.
            henrique pereira dos santos

          2. Estamos quites, eu também acho excessivo o seu comentário e os considerandos que faz à minha pessoa lamentáveis. Mas concordo, é por causa de eleitores do seu calibre que temos os políticos que temos. Passe bem.

          3. Tocou o sino a rebate? A coisa lá mais para a frente resolve-se? Você deve ir muitas vezes a Fátima, mas deixe que lhe digue que nem Nossa Senhora nos vale, Passos é mesmo incompetente, diria mesmo aldrabão compulsivo. Tenho pena é dos inocentes úteis como você que se prestam a este trabalho.

          4. Meu caro senhor, eu nunca votei no passos coelho, não gosto dele, acho inacreditável a forma como se comportou em relação a ferreira leite e etc.. Estou convencido de que se não fosse a troica (e, eventualmente, Gaspar, que tem o peso que tem por causa da troica) passos coelho, assessorado pelo impensável relvas, estaria essencialmente a fazer o mesmo que sócrates.
            Mas faço-lhe notar que referi factos que podem ser verificados nos relatórios produzidos sobre o assunto, que ajudam a ver melhor onde estamos. Pelo contrário, o senhor limitou-se a fazer um processo de intenções.
            É uma diferença de tomo.
            Como há um nível de discussão abaixo do qual eu desligo, peço-lhe licença para me retirar sem que se ofenda.
            henrique pereira dos santos

          5. No geral concordo com os factos do Henrique e na minha opinião não existe diferença significativa deste governo com o ultimo ano do governo anterior. Ou seja aumento de impostos e cortes de despesa na minha opinião em muitos casos com prioridades completamente erradas.
            Não vislumbro nada de bom nos próximos anos para o nosso País. Deixo alguns factos, não do trimestre mas do quadrimestre já conhecido:

            Dívida total (fim de abril de 2011) : 158 177 019 805€
            Dívida total (fim de abril de 2012) : 185 768 557 053€

            Receita Total (fim de abril de 2011): 11 265 800 000€
            Receita Total (fim de abril de 2012): 11 103 300 000€

            Obs: Menos IRC, IVA (o aumento trouxe o efeito contrário) e menos ISP.
            Mais IRS (aumento de impostos)

            Despesa Total (fim de abril de 2011): 13 804 900 000€
            Despesa Total (fim de abril de 2012): 14 162 100 000€

            Obs. Apesar destes valores existe uma diminuição da despesa corrente primária (coisa que também aconteceu no ultimo ano do governo Sócrates)
            O aumento da despesa é devido às prestações sociais.

            Saldo em Abril 2011 -2 539 100 000€
            Saldo em Abril 2011 -3 058 800 000€

            O desemprego aumentou neste ultimo ano 2,6%

            Em relação ao comentário que o Passos Coelho fez sobre que sem os factores conjunturais o défice do primeiro trimestre andaria pelos 6,5%, por mais que me esforce não chego a esses números, mas em todos os anos há factores conjunturais, em 2011 era a divida da saúde por isso não dou importância, acho até que isso é coisa de politico, falou mas não disse nada.

            Com um ano de governo vejo que vai ficar tudo na mesma, a gordura está lá quase toda (na saúde existe uma tentativa de melhorar), os tachos para os amigos etc.
            Não se vê um pensar com futuro, somos governados por politicas do dia a dia. Em resumo este governo é mau como anterior.

            Por ultimo os números de Maio conhecidos agravam os que apresentei, nalguns casos de tal forma que não andarei muito errado se disser que o Gaspar tem de arranjar entre 2 000 000 0000,00€ e 2 500 000 000,00€, e preocupa-me porque acho que ele os arranja…

          6. Os factos que ele apresenta estão correctos, talvez visto de forma ideologicamente próxima, mas estão correctos.
            Talvez o Henrique veja algo que eu não vejo ou tenha ainda a esperança que as coisas se invertam, não sei.

            Algo tem que ser feito para cortar a despesa, na minha opinião com cortes muito mais profundos na gordura, nos institutos, fundações e outros organismos. Temos de acabar com muitos empregos do estado, temos de pensar se vale a pena ter almirantes quando não temos barcos, temos mais chefias agora que no tempo colonial que havia guerra. Temos me meter na prisão quem rouba 100,00€ no BPN mas também quem rouba milhões no mesmo banco. Temos de dizer sem receio que o “nosso” presidente e alguns primeiros ministros deveriam responder em tribunal por aquilo que fizeram, temos de deixar de votar nos Isaltinos deste País. Nos políticos que entram sem nada e em meia dúzia de anos estão ricos. Temos de resolver o problema das PPP que em 2014 serão um encargo adicional de 2 000 000 000,00€/ano. E por ultimo temos de gastar menos do que aquilo que ganhamos, o estado e nós próprios.

          7. Miguel Ribeiro, agradeço imenso que tenha recolocado a discussão na apreciação dos factos.
            E sobre os factos que refere gostaria de fazer alguns comentários.
            O primeiro é sobre o crescimento da dívida. A dívida vai continuar a crescer mais algum tempo, é uma inevitabilidade porque para não crescer era preciso que houvesse superavit em vez de défice. O que há de diferente agora é que o ritmo de crescimento da dívida está a abrandar (desde as primeiras medidas de austeridade de Sócrates).
            O segundo facto relevante, e que se relaciona com este, é o facto das necessidades de financiamento terem andado acima dos 10%, depois foram diminuindo ali pelos patamares de 10 a 8% e no primeiro trimestre de 2012 andaram pelos 3,5%, exactamente o facto que o INE destaca no relatório (juntamento com o aumento da poupança). isto resulta de uma queda acentuada das importações e de uma subida expressiva das exportações.
            A comparação do IVA só começa a ser verdadeiramente relevante a partir de Maio. E há uma diminuição preocupante. Mas a diminuição de Maio é de 1,8% que compara com mais de 10% do mês anterior. Ou seja, sendo a situação preocupante e negativamente longe do previsto, também não pode ser lida como havendo uma base razoável que se pode projectar para o ano todo.
            O aumento da despesa deve-se ao aumento das prestações sociais, mas também a um perfil diferente dos juros (a UTAO mostra isso com bastante clareza). Isso significa que no segundo semestre pagaremos menos juros que no segundo semestre de 2011.
            Já tenho visto essa estimativa de desfasamento entre o previsto e o que se vai verificar, mas ainda não percebi como foram feitas as contas, até por ter reparado que toda a gente tem desvalorizado a diminuição da despesa com ordenados, o que não consigo compreender (em Maio esse desfasamento, neste caso positivo para a execução, acentua-se também bastante).
            Não faço a menor ideia sobre se este Governo é melhor ou pior que o anterior porque este governo não faz o que quer, faz o que os credores deixam. Só quando tiver outra vez liberdade poderemos ver a sua qualidade (que a mim não me parece muita, mas não tenho a certeza). Agora o que sei é que o governo anterior sempre defendeu uma política de endividamento, o que nas actuais circunstâncias não é mais governo, é mesmo loucura pura. O actual governo, não sei se por opção, ou porque o obrigaram a fazer assim, tem vindo a tomar medidas que estão a ter efeitos importantes na diminuição das necessidades de financiamento da economia. O custo que estamos a pagar é o razoável? Não tenho a certeza. Mas a verdade é que não vejo ninguém propôr seriamente, ao nível nacional (isto soluções que não passem por decisões europeias e que portanto não estão ao alcance do governo nacional tomar), soluções mais razoáveis que as que troica definiu.
            henrique pereira dos santos

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