Esta ilustração tem o seu quê de estranho e improvável, mas atrai-me. Imagino um sem-abrigo recente, alguém a quem a crise não quis poupar e atirou para uma situação indigente. Imagino o novo pobre, arruinado. Tudo perdido num ápice. Tudo, menos a sua biblioteca. Mesmo na rua, não é coisa que um homem dispense, enquanto for possível.


A ilustração é fantástica, João. E gosto da ideia romântica.
Fui realmente tentado por uma e outra, Leonor.
A concretização da ideia romântica: em Berlim há uma árvore estante. Foi criado no espírito do Bookcrossing, portanto é recomendado que quem tire livros os troque por outros, mas não é obrigatório e pode muito bem funcionar no espírito do post. Aqui uma fotografia que encontrei num blogue: http://gutenachrichtenreporter.files.wor dpress.com/2008/07/img_1957_klein.jpg
Vou usar a sua foto, que agradeço.
Tenho ideia do António Barreto ter fotografado algo semelhante, real, em Londres. A branco e preto.
Não era de um sem abrigo, mas era uma biblioteca de rua, conceito deveras interessante.
Pena que tenham praticamente acabado as bibliotecas itinerantes, que desenvolveram em muita gente o gosto da leitura!
É verdade. Mas acho que foram recriadas itinerantes em algumas regiões do país. Espero não estar enganado.
De beleza e arrepios. Não tem só um quê de improvável – tem vários. Estive não há muito no solar de uma família de pergaminhos perto de Aveiro. E dentro de duas salas literalmente forradas de milhares de livros do século XVIII aos nossos dias e de musgo entre as estantes. Um solar guardado pelo último sobrevivente da estirpe. Que já tinha 90 anos. Isto foi há dois anos.
Mais outra forma de saudade, Fernando!
É triste ver casas arruinadas, especialemente as maiores, como palacetes e quintas. Há várias na área de Sintra só com paredes. Quando se passa é inevitável pensar quem lá esteve, existiram herdeiros? banquestes, crianças? tragédia, ruína?
Infelizmente, um pouco por todo o país, meu caro.
João, o autor de semelhante fotografia tão comovente? Beijos
Gostava de saber, Patrícia, mas nem sei se é uma foto ou uma ilustração de natureza diferente. Beijos.
beijos!
E há em Inglaterra uma aldeia onde foi aproveitada uma cabine telefonica para guardar livros, que as pessoas vão trocando 🙂 o-de-uma-cabine-telefonica-vermelha/
mais informação e fotos no link
http://livroseafins.com/biblioteca-dentr