Romance de parede


Pedro Correia,

Lisboa, Praça de São João Bosco

24 comentários em “Romance de parede”

  1. Claro que volta… desde que o rapaz seja possuidor de tacto, de um uma boa lábia e não se esqueça de comprar um gel de qualidade, que não cause irritações alérgicas… ela volta. Pode demorar um pouco mais, mas volta.
    Ah!!! E se puser a tocar o “lado Lunar” do Beluso… isso é tiro e queda.

  2. O meu gosto, memória e olhos grafiteiros não esquecem esta outra frase (suponho que copiada de uma qualquer citação famosa) numa das ruas adjacentes à Praça do Comércio, em Lisboa: “Não existe caminho para a felicidade.A felicidade é o caminho”.

    1. Essa já vi (já li). A ver se a fotografo um dia destes. À velocidade a que a câmara de Lisboa limpa as paredes dos edifícios, daqui a uma vintena de anos ou mais ainda estará cá.

    1. São gostos…
      Aos 10 anos, comecei a aprender com essa literatura que ainda hoje é verdade.

      Há lá coisa melhor que ler numa parede de WC :

      BIBA O PORTO ?

      1. Melhor só mesmo com um valente CARAGO! a seguir. Essa fantástica interjeição que ajuda ao ênfase do predicado.

        PS. Devo o conhecimento destes termos a uma porta de w.c. da minha infância. O que é feito dela, pergunto-me eu… Provavelmente seguiu o conselho do Passos.

  3. O pior neste post é o nome da praça.
    É verdadeiramente terrível o que a Câmara de Lisboa faz aos seus habitantes, condenando-os a viver em freguesias com nomes sanguinolentos como “Coração de Jesus” ou em ruas com nomes barrocos como “São João Bosco”.

    1. Esta praça é vulgarmente conhecida por Praça (ou Largo) dos Prazeres. O mais irónico, neste caso, é a frase ter sido escrita no muro do cemitério. São João Bosco foi o fundador da Sociedade de São Francisco de Sales (vulgo salesianos). A praça, que tem a estátua dele, é precisamente onde se situa a grande escola dos salesianos, uma das mais importantes de Lisboa.

      1. Se a praça é vulgarmente conhecida por “Largo dos Prazeres”, então deveria ser esse o nome oficial dela, que até é um nome prazenteiro. Que necessidade tem a Câmara de andar a inventar nomes de mau gosto?

      1. E deu-te muito bem, Pedro. Era uma das coisas que gostava de fazer, sair despreocupada de máquina em punho. Quem mora na cidade tem outras vantagens mas hei-de ver se ainda encontro uma declaração que havia aqui perto e que dizia ‘Amo-te badoxinha’ 🙂

          1. Tenho esta série dividida em três blocos: ‘Filosofia de parede’, ‘Política na parede’ e ‘romance na parede’. Vou alternando os temas, sempre que puder. Para evitar monotonias.

      1. A Mart(h)a ampliou-lhe a consoante. Nada de muito espantoso, tirando o facto de isto estar escrito no muro do cemitério. Espero que não se trate de um caso de necrofilia.

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