3 comentários em ““Gorduras do Estado” (24)”

  1. Lamentável. A Madeira consegue desiludir mesmo quando pensamos que batemos no fundo por completo. E digo isto como madeirense. A região tem indiossincrasias políticas intoleráveis. Começo por dizer que até no turismo, aquilo que se podia definir como o core business da economia regional, está a ser negligenciado. Tratamos a nossa economia sem estratégia, orientação ou planeamento. Enquanto isto acontece o desemprego dispara e a iniquidade prolifera. O dito jackpot aos partidos é uma consequência directa do isolamento da região perante a realidade do país e do mundo, é um sintoma de provincianismo. O mundo além mar é desconhecido para muitos madeirenses, isto torna díficil perceber o que se passa. Jornais como JM são a única fonte de informação para muita gente, e aqui não hajam dúvidas a propaganda é feroz e dura. Faz lembrar a Fox News. Uma solução para tudo isto seria promover uma autonomia responsável e impor racionalidade na execução orçamental. Disciplina é importante. Lisboa deve contribuir para a recuperação da economia, mas com contrapartidas. Todas as transferências do Estado devem ser consignadas e a sua aplicação supervisionada. Sim, é uma perda de autonomia, mas a esmagadora maioria dos madeirenses, abstencionistas e oposicionistas de Jardim, confiam mais em Lisboa do que na cúpula do poder regional. É preciso coragem para avançar com isto. Jardim há muito que deveria ter sido afastado. O fracasso explícito das suas políticas é o pretexto ideal para o fazer.

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