Lisboa antiga (60)


Pedro Correia,

 

RUA DE SÃO BENTO

«Tinham entrado na Rua de S. Bento. Pensou então passar adiante, voltar-se, fitá-la, com adoração, dizer-lhe logo num longo olhar — sou eu! Olha para mim, não te lembras? Mas uma timidez retinha-o. Ia enfim adiantar-se — quando ela, atravessando a rua, entrou no portão largo duma casa espaçosa dum andar! Que ferro!»

Eça de Queiroz, A Capital

Foto: blogue Bic Laranja

9 comentários em “Lisboa antiga (60)”

  1. Tal e qual como hoje… um trânsito do caráças, cum gajo primeiro que chegue de S. Bento ao Rato, ou vice-versa, dá tempo para um ministro trocar uma vespa por um BM…
    (Xiça… este Bartolomeu ainda não “engoliu” a estória do pópó)

  2. Carissimo,

    O Arco ao fundo foi desmontado esteve guardado uma porção de anos e está actualmente na Praça de Espanha com umas inscrições laterais muito posteriores a sua construção. Coisas do “Bolacha”…

    Forte abraço,

    1. Por acaso o arco onde está agora, ali perdido no meio da Praça de Espanha, não faz grande sentido. Mas enfim, antes lá do que num armazém qualquer, semelhante àquele onde esteve durante décadas, com as pedras desmanteladas…
      Grande abraço, meu caro.

      1. Sempre é melhor do que o Cais das Colunas no Terreiro do Paço, que esteve desmantelado num armazém qualquer até alguém lhe deitara luva.

        Para que é que foi feito e para que é que serve aquele cais novinho em folha que está lá — eis o que eu gostava de saber.

    2. O “bolacha” é o Carlos Monjardino? É que a “plantação” na Praça de Espanha foi uma ideia muito “arredondada”…

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