Justiça em tempo útil


jmmcc,

«O Tribunal de Famalicão condenou a Universidade Lusíada a pagar 91.350 euros de indemnização, por danos morais, à mãe de Diogo Macedo, estudante do 4.º ano de Arquitectura que morreu em Outubro de 2001 depois de ter sido submetido a uma praxe nas instalações da universidade, em Famalicão.» Foi só há dez anos.

«A instituição adiantou que mais uma vez voltou a recorrer desta decisão». O caso deverá estar concluído daqui a menos de dez anos, mas isto é apenas um palpite.

14 comentários em “Justiça em tempo útil”

    1. É o normal, ontem era para ser o julgamento de um homem que já devia estar preso há muito mas o julgamento voltou a ser adiado, desta vez porque o juiz estava doente. Perguntaram para quando fica marcado então e a resposta que deram foi “ele está sem a agenda com ele, depois serão contactados”.

  1. Para tal previsão, é porque … já consultou o processo.

    E trinta anos? Que factos suportam? Tal vez cinco, ou cinquenta?..

    Não diga que é o habitual…pois milhares de sentenças são dadas por ano e não aparecem nas “notícias”… e não sabem o tempo .

    Generalidades, pois.

      1. Percebi. O que você não percebeu é tão simples quanto isto:

        E porque não palpita que o caso vai ser solucionado em dez meses?

        Isto é, o que você tem em mente é o resultado do que diz, tornando como referencialidade “o palpite”(a desculpa), mas o significado do que diz é claro: para degradar, dizer por dizer…e sempre mal, é a saga…

        Porque não diz que sabe que, realizado no 5º juizo cível, é de justiça cível que se trata? Porque não diz que decorre da notícia que os ofendidos recorreram após um processo crime à acção civel como faculta a lei …e no prazo aludido no art. 498 CC?
        Mais, porque razão não critica o que está na lei, p. ex. art. 712 cpc, 655cpc?

        1. Percebi tudo, meu caro. E a minha resposta ainda é mais simples: não satisfaço tudo quanto V. diz e não adianto outros aspectos do caso que V. refere para não confundir.

          Em suma: apenas quis salientar que o caso já leva dez anos e que ainda não se sabe quando será concluído. É tudo.

  2. A ASJP tem mais que fazer do que andar a comentar tudo o que os “noticiadores” escolhem, no seu tempo, e de acordo com critérios que vêm das redacções.

    Por outro lado, apesar da beca de côr preta, o juiz não é bruxo…e a ASJP também não.

    Por exemplo, para a longevidade da acção pode ter contribuído vários factos:
    — o facto de advogado da família do estudante ter intentado a acção passados 3 anos, ou mesmo 5, ou até menos ou mais…a própria not´cia não é esclarecedora.
    –um atraso do juiz seja da Relação seja da 1ª instância;
    –algum incidente legal;

    Em suma não o sabemos, …não dizemos…um silêncio wittgensteiniano.

    1. Escusa de tentar explicar-me como é a ASJP, que eu conheço bem.
      Já agora: não trabalho em redacções e tenho aquele hábito estranho de dizer o que entendo quando entendo.
      A propósito: esqueceu-se de tomar o calmante ou é impressão minha?

      1. *
        Carríssimo, você é inteligente, cinja-se ao objecto, e deixe de cumprir a velha regra de Lénine, o qual em 1907, escrevia que deveria destroçar-se o adversário pelo insulto, pela diminuição, ou humilhação. Para quem gosta de “novidade”, mas já os gregos nos 500 a.c. o sabiam…
        *
        Mas satisfazendo a sua curiosidade posso garantir-lhe que não tomo.
        *
        Sendo uma impressão sua impõe-se um dever de cuidado em não aderir ao solipsismo colectivo, a sua impressão (porque não formada em factos, a não ser a tradução do debate, e que todos enriquece e que demos) é afirmativa, …mera impressão, inidónea a julgar.
        *
        Um grande Bem Haja. Cordialmente.

        1. Acho que V. descobre sozinho o que mantenho da conversa, entre aquilo que é sério e o que é irónico. O insulto é que não faz o meu género, mas sei que V. sabe disso.

          Um abraço.

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