Eu, que me dizem que sou arraçado de estrangeiro por não gostar de sardinhas, não as quero ver na lista de maravilhas, quero-as é na lista de espécies protegidas; a ver se se atenua este delírio nacional em torno de um peixezito gordurento e mal-cheiroso…
A sorte dos demais concorrentes foi o Carapau não não ter concorrido! E, não sei se a sandes de Courato, não arrebataria uma mensão honrosa… com os votos dos devotos apaniguados fregueses das roulotes “desportivas”!!!
Os “camones” de Lisboa sabem lá o que é uma açorda. Misturam uma espécie de pão com agua, coentros e azeite e tá feito. Desde a qualidade da água, até á qualidade do azeite, passando pelos coentros, os das grandes superfícies só teêm a cor verde, e sobretudo o pão, o pão alentejano que não tem igual. E não me venham com histórias de açorda disto e daquilo.
Eu sou transmontano, também poderia ficar “transtornado” por a posta Mirandesa ou Barrosã não terem ganho. Mas, apesar de triste, não fico chocado pelos vencedores(até porque aprecio todos). Como tal não concordo com o teor do post – Ouriquense. Pessoalmente não aprecio a comida alentejana e o problema é esse mesmo. É que os verdadeiros apreciadores são os próprios alentejanos, ou com ligações ao Alentejo. Ora como todos sabemos, a densidade populacional do interior é muito menor que a do litoral pelo que logo à partida as votações estão um pouco desequilibradas. Mas, convenhamos, quem não gosta ou conhece, ou comeu várias vezes um bom arroz de marisco? Quem não come todos os anos, no verão, várias vezes uma bela duma sardinhada? E quem não se lambe com um leitãozinho estaladiço da Bairrada com aquele molho? Todos estes pratos se identificam com Portugal. A sardinha é simples? É, mas as coisas simples também nos conseguem dar muito prazer, ou é proibido? Além de que o pitéu só se come no verão. O prato de peixe ser sardinha parece-me natural. Somos o país na Europa, que de longe, consome mais peixe. E não é de rio(também se consome mas não é significativo). Por isso, que outro prato de peixe poderia ganhar? Dourada escalada, Robalo, Carapau, Cherne, Rodovalho, Bacalhau, Linguado, Pargo, Sargo, Cavala? Todos eles bons, mas… falta o culto. Se não fosse a sardinha seria o bacalhau… da Noruega. Deixem de ser regionalistas. O povo vota no que conhece, come e gosta.
A alheira só ganhou porque hoje não há restaurante (até de shopping) que não tenha uma alheira no prato. Se a eleição tivesse sido há 15anos atrás, a alheira ficava em último nas entradas. Tem havio uma política forte de promoção e comercialização do produto nos últimos anos, que o tornou natural na mesa das famílias. Passou a ser um produto de “massas”. Não há supermercado que não tenha packs congelados para arroz de marisco, ou leitão nos assados, ou sardinha. E produtos alentejanos? É como a posta mirandesa só a come quem lá mora ou vai lá, porque é produzida para consumo da região. Não se arranja em nenhum talho fora da região… logo não é divulgada.
Apoiado. Sem desprimor, o lugar da sardinha é na brasa, não nas maravilhas.
Ora bem.
Eu, que me dizem que sou arraçado de estrangeiro por não gostar de sardinhas, não as quero ver na lista de maravilhas, quero-as é na lista de espécies protegidas; a ver se se atenua este delírio nacional em torno de um peixezito gordurento e mal-cheiroso…
Não iria tão longe, mas acho que temos iguarias bem melhores.
Apoiado, Hugo.
A sorte dos demais concorrentes foi o Carapau não não ter concorrido!
E, não sei se a sandes de Courato, não arrebataria uma mensão honrosa… com os votos dos devotos apaniguados fregueses das roulotes “desportivas”!!!
Ah, mas a sandes de courato é de outro campeonato….
Os “camones” de Lisboa sabem lá o que é uma açorda. Misturam uma espécie de pão com agua, coentros e azeite e tá feito.
Desde a qualidade da água, até á qualidade do azeite, passando pelos coentros, os das grandes superfícies só teêm a cor verde, e sobretudo o pão, o pão alentejano que não tem igual.
E não me venham com histórias de açorda disto e daquilo.
Olhe que conheço um sítio na costa alentejana onde se come uma açorda de marisco que é um mimo 🙂
Adoro uma bela sardinhada mas faltavam lá uns pezinhos de coentrada 🙂
Também gosto muito de uma sardinhada, mas não trocava por uma boa açorda. Ou por migas. E calo-me aqui, ou ainda vou ter de fazer um segundo jantar.
Ou uma sopa de cação!!!!!
Eu sou transmontano, também poderia ficar “transtornado” por a posta Mirandesa ou Barrosã não terem ganho. Mas, apesar de triste, não fico chocado pelos vencedores(até porque aprecio todos). Como tal não concordo com o teor do post – Ouriquense.
Pessoalmente não aprecio a comida alentejana e o problema é esse mesmo. É que os verdadeiros apreciadores são os próprios alentejanos, ou com ligações ao Alentejo. Ora como todos sabemos, a densidade populacional do interior é muito menor que a do litoral pelo que logo à partida as votações estão um pouco desequilibradas.
Mas, convenhamos, quem não gosta ou conhece, ou comeu várias vezes um bom arroz de marisco? Quem não come todos os anos, no verão, várias vezes uma bela duma sardinhada? E quem não se lambe com um leitãozinho estaladiço da Bairrada com aquele molho?
Todos estes pratos se identificam com Portugal. A sardinha é simples? É, mas as coisas simples também nos conseguem dar muito prazer, ou é proibido? Além de que o pitéu só se come no verão.
O prato de peixe ser sardinha parece-me natural. Somos o país na Europa, que de longe, consome mais peixe. E não é de rio(também se consome mas não é significativo).
Por isso, que outro prato de peixe poderia ganhar? Dourada escalada, Robalo, Carapau, Cherne, Rodovalho, Bacalhau, Linguado, Pargo, Sargo, Cavala? Todos eles bons, mas… falta o culto. Se não fosse a sardinha seria o bacalhau… da Noruega.
Deixem de ser regionalistas. O povo vota no que conhece, come e gosta.
A alheira só ganhou porque hoje não há restaurante (até de shopping) que não tenha uma alheira no prato. Se a eleição tivesse sido há 15anos atrás, a alheira ficava em último nas entradas. Tem havio uma política forte de promoção e comercialização do produto nos últimos anos, que o tornou natural na mesa das famílias. Passou a ser um produto de “massas”.
Não há supermercado que não tenha packs congelados para arroz de marisco, ou leitão nos assados, ou sardinha. E produtos alentejanos?
É como a posta mirandesa só a come quem lá mora ou vai lá, porque é produzida para consumo da região. Não se arranja em nenhum talho fora da região… logo não é divulgada.
Por isso não me chocaram os resultados.